Piodermites - Valeska - Notas da Aula 09 - PDF

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Andresa & Ana Paula & Lorena & Renata

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piodermite dermatologia infecçÔes bacterianas medicina

Summary

These lecture notes cover piodermites, a general term for skin infections that produce pus. The notes discuss various types of piodermites, including impetigo, and factors involved in their development. Key aspects like bacterial presence, immune responses, and the role of hygiene are also touched upon.

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DERMATOLOGIA E VENEREOLOGIA AULA 09 – 11.04.2018 PIODERMITES – PROF. VALESKA Transcrito por Andresa & Ana Paula & Lorena & Renata Primeiro vamos definir: sĂŁo todas as infecçÔes bacterianas da pele, ou s...

DERMATOLOGIA E VENEREOLOGIA AULA 09 – 11.04.2018 PIODERMITES – PROF. VALESKA Transcrito por Andresa & Ana Paula & Lorena & Renata Primeiro vamos definir: sĂŁo todas as infecçÔes bacterianas da pele, ou seja, aquelas que produzem pus, de modo geral chamamos de piodermite as infecçÔes que produzem pus. EntĂŁo elas podem ser um processo patogĂȘnico de foco primĂĄrio, ou seja, que acontece direto na pele aquela lesĂŁo purulenta ou manifestação secundĂĄria de uma doença cutĂąnea na pele entĂŁo nĂŁo vai ter pus, vai ser de outro ĂłrgĂŁo. Uma otite causando uma lesĂŁo de pele por conta das toxinas bacterianas entĂŁo nesse caso nĂŁo vai ter pus. Elas podem ser supurativas (produzem pus) ou de hipersensibilidade a antĂ­genos bacterianos Ă  distĂąncia entĂŁo na pele nĂŁo vai ter pus. Antes de ter infecção a bactĂ©ria precisa passar por uma sĂ©rie de② barreiras na nossa pele, se a pele estĂĄ Ă­ntegra a bactĂ©ria nĂŁo consegue ultrapassar porque * a camada cĂłrnea (primeira camada) jĂĄ Ă© uma barreira logo de inĂ­cio, agora se a camada cĂłrnea nĂŁo estiver integra, mas com escoriação ou qualquer outra lesĂŁo as bactĂ©rias patogĂȘnicas da pele podem penetrar e começar uma infecção. ⑳O pH baixo da pele normalmente impede a proliferação bacteriana, mas mesmo assim algumas bactĂ©rias conseguem se proliferar nesse pH, mas a maioria delas nĂŁo, por isso que nĂŁo Ă© bom a pessoa ficar usando aquele monte de bactericida, sabonete diferente porque modificam m pH e causar problemas. As ⑬ glĂąndulas sebĂĄceas, a prĂłpria pele produz ĂĄcidos graxos que sĂŁo m antibacterianos, por si sĂł jĂĄ impedem a proliferação bacteriana. A pessoa vai lĂĄ e toma mil banhos por dia e acaba retirando essa proteção natural da pele, deixa a pele seca sem ĂĄcido graxo,⑭a pele seca tambĂ©m Ă© um fator que impede a proliferação. O fenĂŽmeno de. interferĂȘncia bacteriana: temos vĂĄrias bactĂ©rias na nossa pele, algumas patogĂȘnicas e outras boazinhas, um exemplo clĂĄssico Ă© o Staphylococcus epidermidis que estĂĄ nome na nossa pele impedindo que o aureus cause doença na gente. EntĂŁo Ă© uma relação de simbiose, agora se por algum motivo o epidermidis diminui na nossa pele o aureus pode sobressair e fazer uma infecção cutĂąnea. Fora isso tem tambĂ©m & a questĂŁo imunolĂłgica prĂłpria, tanto a celular como a humoral nossa Ă© um fator de defesa, vocĂȘs jĂĄ ouviram falar que pessoas atĂłpicas normalmente tĂȘm uma imunidade celular mais baixa? Eles tĂȘm infecção tanto bacteriana como viral com mais facilidade que os nĂŁo-atĂłpicos. Tem tambĂ©m E a questĂŁo da patogenicidade do microrganismo, se a bactĂ©ria for altamente patogenia Ă© mais fĂĄcil causar infecção do que uma com patogenicidade mais baixa. As piodermites de modo geral tĂȘm O as infecçÔes diretas (direto na pele), efeito das toxinas e infecçÔes secundĂĄrias (pessoa tem uma escabiose, coça e faz escoriação, porta de entrada a bactĂ©ria que estava na pele se aproveita). Por efeitos de toxina temos a sĂ­ndrome da pele escaldada estafilocĂłcica ou sĂ­ndrome dos 4 S’s (SSSS), choque tĂłxico. Infecção secundaria tambĂ©m serĂĄ por estafilo ou estrepto. Por toxina temos a escarlatina. IMPETIGO Muito comum em ambulatĂłrio de pediatria, causada por estafilococo plasmocoagulase positivo e raramente por estrepto. Tem duas formas de modo didĂĄtico, forma bolhosa e nĂŁo- bolhoso. É muito comum em criança, sendo raro em adultos. Fator predisponente Ă© falta de higiene, aglomerados em locais com muita gente e um infecta o outro, comum em creche. Impetiginização: lembrar do que ela falou na escabiose  trauma local por conta de uma dermatite primĂĄria causa uma infecção por inoculação do aureus naquela regiĂŁo. Coçou e causa a escabiose impetiginizada. Foi aqui que começou: criança provavelmente coçou o nariz e esfregou, portanto, a lesĂŁo subiu. Lembrar do mapinha de colonização por estafilo, que tem muito em regiĂŁo de fossa nasal e perianal. Na axila a bolha (impetigo bolhoso) sendo que algumas podem jĂĄ estar rompidas, axila Ă© outra ĂĄrea de proliferação intensa de bactĂ©ria, nessas com mais bactĂ©rias Ă© onde pode aparecer o impetigo. Olha esse nĂŁo bolhoso, mesmo assim em local caracterĂ­stico (fossa nasal), chamamos de crosta melicĂ©rica porque lembra um favo de mel (crosta amarelinha que parece mel  impetigo. Lembra uma queimadura de cigarro, se nĂŁo for impetigo tem que investigar se nĂŁo Ă© queimadura infligida, observar se estĂĄ prĂłxima de ĂĄrea caracterĂ­stica. Nesse caso jĂĄ estava o rostinho todo, a mĂŁe demorou para levar para consulta, nesses casos temos que nos preocupar porque nĂŁo estamos vendo bolha, quando nĂŁo tem bolha geralmente tem estrepto na jogada entĂŁo se tenho estrepto infeccionando posso ter problema renal, entĂŁo nesse caso eu faço um oral. Normalmente o impetigo evolui sem deixar sequela porque Ă© uma infecção superficial estando presente nas primeiras camadas e a complicação mais grave que posso ter Ă© a glomerulonefrite, podendo atĂ© perder o rim. O diagnĂłstico Ă© clĂ­nico, sĂł em casos especiais Ă© solicitado a bacterioscopia e cultura. Tratamento: deve ser removido essas crostas pois sĂŁo fonte de bactĂ©rias, recomenda para a mĂŁe limpar direitinho, nĂŁo deixar a secreção acumular porque vai dar continuidade ao processo infeccioso. Mesmo que vocĂȘs vejam bolha, geralmente os dois vĂŁo juntos, estrepto e estĂĄfilo, viu um quadro desses jĂĄ prescreve o ATB oral (imagem). ATB tĂłpico: em caso de lesĂŁo bem localizada, pode ser Neomicina, mas tem muita resistĂȘncia e tem casos de dermatite de contato, Mupirocina talvez seja descontinuado e tem o Ácido FusĂ­dico que Ă© muito bom sendo a preferĂȘncia. ATB sistĂȘmico: penicilina, oxacilina e eritromicina. ECTIMA Mais comum em criança, mas pode acometer atĂ© a faixa etĂĄria Ă© de adolescente e adultos jovens. Classicamente Ă© uma lesĂŁo por estreptococos. As lesĂ”es geralmente sĂŁo em membros inferiores e Ășnicas. Aqui Ă© o inĂ­cio de uma lesĂŁo, dĂĄ para ver que tem um pouquinho de secreção purulenta (imagem) A lesĂŁo inicial entĂŁo Ă© uma pĂșstula ou uma vesĂ­cula que depois faz uma ulceração e a caracterĂ­stica dessa lesĂŁo Ă© que ela faz uma crosta bem espessa, difĂ­cil de arrancar. Cura com ou sem cicatriz, ou seja, se o paciente for logo ao mĂ©dico e tratar logo, vai ficar sem cicatriz porque a infecção nĂŁo vai aprofundar, e se nĂŁo fizer o tratamento correto vai aprofundar e evoluir com cicatriz. Fatores predisponentes: desnutrição Ă© mĂĄ higiene. Complicação: glomerulonefrite, pelo fato de ser infecção por estreptococo. Tratamento: medidas gerais e semelhante ao do impetigo dando preferĂȘncia para VO mesmo sendo lesĂŁo Ășnica por ser mais profunda e causada pelo estreptococo. FOLICULITE O principal agente etiolĂłgico Ă© o estafilococo, mas outros tambĂ©m podem estar associados. Inicial no folĂ­culo piloso. Se for superficial Ă© chamada de ostiofoliculite, se for profunda Ă© sicose ou hordĂ©olo, que Ă© aquele “tersol”. Aqui um quadro tĂ­pico na nĂĄdega de uma criança porque o foco Ă© regiĂŁo anal e perioral, tendo como lesĂ”es pĂșstulosas (imagem 1). Aqui temos um adulto com um monte de pus em toda ĂĄrea da barba, nesse caso seria sicose (imagem 2). Tratamento: faz uso de ATB tĂłpico em casos superficiais e orais nos casos profundos. Tem que fazer a retirada do fator predisponente (rinite, desnutrição, mĂĄ higiene, dermatite atĂłpica). FURÚNCULO É aquele tumor que o paciente chega referindo debaixo do braço, na virilha, nĂĄdegas, que sĂŁo os locais mais comuns. O agente etiolĂłgico mais frequente Ă© por estafilococos. Acomete o folĂ­culo piloso e a glĂąndula sebĂĄcea anexa, tendo acometimento mais profundo e mais inflamatĂłrio que a foliculite. Antraz: compromete mais de um folĂ­culo pilossebĂĄceo em um mesmo local, ou seja, sĂŁo vĂĄrios furĂșnculos no mesmo local, geralmente na nuca e dorso. Primeiro começa com um nĂłdulo, eritema, edema, depois começa a flutuar e por fim supura que Ă© o produto de necrose interna sendo externalizado e pode evoluir com cicatriz por ser uma lesĂŁo bem mais profunda. Pode-se dizer que Ă© uma lesĂŁo gomosa. Mais frequente em ĂĄreas de atrito e sudorese intensa como axila, virilha, etc. HĂĄ casos de furunculose de repetição, aĂ­ vocĂȘ tem que buscar a doença base, as vezes pode ser uma paciente diabĂ©tica ou que estĂĄ com a quantidade de bactĂ©rias elevada nas regiĂ”es propĂ­cias. DiagnĂłstico clĂ­nico, sendo feito o antibiograma em casos especiais. Tratamento TĂłpico: compressas e limpeza do local com sabonete Trieclosam 1%. SistĂȘmico: ATB e Ă s vezes anti-inflamatĂłrio quando o paciente reclama muito de dor. Drenar nĂŁo Ă© recomendado a nĂŁo ser se tiver flutuando, se ainda estiver duro, vai deixar cicatriz. FurĂșnculo Antraz Nos casos de furunculose de repetição temos que: achar a causa, pesquisando diabetes, anemia, e fazer a descontaminação usando Mupirucina ou Ácido FusĂ­dico tĂłpico nas ĂĄreas de maior contaminação (axila, virilha, inframamĂĄria) por 10-14dias. AlguĂ©m falou que no livro recomenda-se tratar toda a famĂ­lia nos casos de furunculose de repetição, por que Ă s vezes essa pessoa funciona como carreador, sem infecção naquele momento, mas contamina as outras pessoas em casa. Na população geral (esquerda), a quantidade de bactĂ©rias na fossa nasal Ă© de 27%, jĂĄ na população carreadora (direita) de Staphilococcus aureus Ă© 100%, perĂ­neo 22% e 60% respectivamente. Nesses pacientes carreadores temos que estĂĄ sempre diminuindo essa superpopulação usando antibiĂłtico nessas ĂĄreas de tempos em tempos, se nĂŁo ele ficam tendo infecção bacteriana de repetição. ERISIPELA Geralmente por Streptococcus, e pode ser por Staphylococcus tambĂ©m, que nesses casos se manifesta geralmente bolhosa. Acomete derme e porção superior da hipoderme. É crĂŽnica. É um quadro infeccioso, agudo, com presença de sintomas gerais como febre, mal-estar, astenia, pode ter linfonodo satĂ©lite acometido. “Azulay: A erisipela Ă© uma infecção da camada superficial da pele que provoca feridas vermelhas, inflamadas e dolorosas, se desenvolvendo principalmente nas pernas, rosto ou braços, mas que pode aparecer em todo o corpo. Sampaio: Forma aguda de celulite superficial, ocorrendo geralmente nos membros inferiores causada por estreptococos beta-hemolĂ­ticos, grupo A. Raramente quadros clĂ­nicos semelhantes sĂŁo produzidos por Staphylococcus aureus.” CaracterĂ­stica: borda nĂ­tida, bem delimitada, com localização bem tĂ­pica. Se apresenta com edema, dor, inflamação, e o que chama atenção na imagem tambĂ©m Ă© a porta de entrada (lesĂŁo ulcerada). HĂĄ febre, mal-estar e linfonodo satĂ©lite Ă  regiĂŁo. Aqui Ă© um exemplo de erisipela bolhosa, um pouco difĂ­cil de visualizar a borda nĂ­tida nesse caso, pois a pessoa Ă© morena, mas percebe-se uma ĂĄrea de eritema. Pode ter tambĂ©m erisipela de repetição, a cada 2-3 meses que pode gerar como complicaçÔes tardias permanĂȘncia desse linfedema local e elefantĂ­ase, por isso a importĂąncia de pesquisar porta de entrada como intertrigo. Como exemplo temos o caso desse paciente (foto a seguir), que apresenta o inĂ­cio de uma linfangite, o problema era intertrigo - presença de fungo na regiĂŁo interdigital, que nĂŁo estava sendo tratado somente a erisipela, causando a erisipela de repetição, como consequĂȘncia ficou a linfangite local. Conduta: tratar erisipela e o fungo e orientar a nĂŁo deixar esse espaço Ășmido. Paciente com inĂ­cio de erisipela, e a porta de entrada novamente Ă© o intertrigo. EntĂŁo, em caso de erisipela de membro inferior sempre investigar intertrigo e onicomicose. Local inusitado onde o paciente teve ferimento na barriga e fez erisipela. CELULITE É a denominação para o mesmo processo quando atinge fundamentalmente a hipoderme. Celulite por anaerĂłbios ou Gram- negativos Ă© mais comum em diabĂ©ticos e imunossuprimidos. A evolução Ă© semelhante Ă  da erisipela, sendo o eritema menos vivo e as bordas mal delimitadas. Pode ser por Streptococcus ou Staphylococcus, porĂ©m deve-se considerar outros agentes. De evolução aguda, subaguda ou crĂŽnica. DiagnĂłstico continua sendo clĂ­nico, solicitamos exames quando estamos na dĂșvida se estĂĄ mais profunda (fasciite necrotizante). Tratamento (Erisipela - Celulite): pode ser oral ou venoso. Nos casos mais graves deve internar, e ao melhorar libera com tratamento oral. AntibiĂłtico deve ser iniciado logo nas primeiras horas. Cefalexina 500mg de 6/6 h por 10-14 dias, possui uma boa resposta, pois apresenta cobertura estreptocĂłcica e estafilocĂłcica. Penicilina ProcaĂ­na 400000 UI 2X/DIA, se doença estreptocĂłcica (ela nĂŁo falou, mas tĂĄ no slide). Medidas gerais: repouso, elevar o membro, tratar os sintomas associados. Parece uma erisipela, mas nĂŁo apresenta borda nĂ­tida. Erisipela de repetição: o Penicilina Benzantina 1.200.000 UI IM, por semana, durante 3-4 semanas. o Bactrim (sulfametoxazol + trimetropim) 12/12h VO, durante 3-4 semanas. Identificar possĂ­vel porta de entrada (intertrigo), doença sistĂȘmica (diabetes, anemia) ou outras comorbidades. OBS: no tratamento ela colocou o mesmo para celulite e erisipela, depois voltou a falar do tratamento farmacolĂłgico de erisipela recorrente. FASCIITE NECROTIZANTE “É uma infecção grave e profunda do tecido subcutĂąneo que acarreta destruição progressiva da fĂĄscia e do panĂ­culo adiposo, caracterizada por necrose rĂĄpida e extensa, com gangrena da pele e das estruturas subjacentes. É uma infecção rara e grave, de carĂĄter necrotizante, devida a um ou mais microrganismos anaerĂłbicos: Peptostreptococcus, bacrerĂłides, associados a estreptococos nĂŁo pertencentes ao grupo A e outras bactĂ©rias, como enterobacter e proteus. “ Infecção que chega atĂ© a fĂĄscia. TendĂŁo, mĂșsculos e necrose importante, isso o que podemos ver, Ă s vezes a lesĂŁo Ă© mais extensa. Infecção grave, rara, de carĂĄter necrotizante. Infecção polimicrobiana: anaerĂłbios, Estreptococo, Enterobacter, Proteus, etc. No tratamento deve-se pensar em um antibiĂłtico que cubra a maior parte das bactĂ©rias, nĂŁo dĂĄ pra esperar antibiograma, pois Ă© um caso gravĂ­ssimo, iniciar o mais rĂĄpido possĂ­vel e desbridar para o paciente nĂŁo perder mais tecido. Geralmente tem antecedentes de traumas de partes moles ou cirĂșrgicos, Ășlceras de decĂșbito, abscessos peri-retais. Exemplo: Paciente começou com edema, eritema, disse que fez uma cirurgia naquele local, nĂŁo pensar que pode ser sĂł uma erisipela, mas sim uma fasciite necrotizante, nesse caso da foto acima Ă© fĂĄcil dar o diagnĂłstico pela presença de fĂĄscia exposta, necrose, sinais de infecção, porĂ©m o melhor Ă© dar o diagnĂłstico quando o paciente apresenta somente edema, eritema, dor pra nĂŁo chegar nessa fase mais avançada. Geralmente acomete extremidades, parede abdominal, perĂ­neo e ĂĄrea de ferida cirĂșrgica. Paciente pode evoluir rapidamente com toxemia, septicemia e levar a morte. Esse caso Ă© bem interessante. O mĂ©dico que examinou observou, achou diferente e decidiu fazer uma TC, e encontrou a infecção na fĂĄscia. Precisamos fazer o diagnĂłstico nessa etapa, porque se nĂŁo o paciente pode perder a maior parte da regiĂŁo plantar, como no outro caso. Iniciou com ATB de amplo espectro e depois o paciente ficou bem. Em muitos locais, a TC demora a sair, entĂŁo pode por exemplo, começar um tratamento empĂ­rico na dĂșvida. Melhor prevenir. DiagnĂłstico: o diagnĂłstico precoce, na dĂșvida, pode pedir tambĂ©m uma ultrassonografia, se nĂŁo tiver ressonĂąncia ou TC. A ressonĂąncia Ă© para determinar a extensĂŁo e a profundidade, por ser parte mole, e aĂ­ Ă© possĂ­vel ver atĂ© onde vai essa infecção. Se por acaso estiver indo atĂ© a fĂĄscia, pronto, diagnĂłstico de fasciĂ­te, sĂł nĂŁo piorou por estar nas primeiras horas ainda. Tratamento: antibioticoterapia de acordo com o antibiograma, mas jĂĄ pode entrar com o empĂ­rico antes do resultado. Desbridamento cirĂșrgico Ă© imprescindĂ­vel, porque precisa retirar a parte necrosada. SÍNDROME ESTAFILOCOCICA DA PELE ESCALDADA (SSSS) O paciente normalmente Ă© criança, fica toxemiado, parece com um grande queimado (e tem que ser tratado como um), porque perde a pele, perdendo muito eletrĂłlito alĂ©m de desidratar. Fica sem proteção, podendo pegar infecção secundĂĄria com facilidade. É potencialmente grave. É causado por exotoxinas esfoliativas do S. aureus, O foco infeccioso, por ser causado por exotoxinas, Ă© longe da pele. EntĂŁo geralmente em crianças, o foco Ă© otite ou conjuntivite, principalmente otite. Tem que tratar o foco infeccioso e tratar o paciente como um grande queimado, deixar ele em equilĂ­brio hidroeletrolitico e isolado, para evitar infecçÔes secundĂĄrias. Em recĂ©m-nascidos recebe o nome de Ritter Von rittershain. SĂł a tĂ­tulo de curiosidade. Pode acontecer em crianças maiores, e em adultos Ă© muito raro. Professora diz que sĂł viu atĂ© mais ou menos 5, 7 anos. DiagnĂłstico: o inĂ­cio geralmente Ă© apĂłs um quadro infeccioso, depois um eritema difuso no corpo todo, bolhas flĂĄcidas que se rompem rapidamente, formando ĂĄreas erosivas, circundadas por retalho epidĂ©rmico (Imagem - se puxar sai tudo). O nome desse sinal Ă© sinal de Nikolsky. O histopatolĂłgico do retalho epidĂ©rmico Ă© superficial, e mostra mais camada cĂłrnea, que Ă© onde as bolhas estĂŁo. Tratamento: tratar a infecção primaria, otite, conjuntivite. A antibioticoterapia Ă© venosa, depois pode ir para casa e fazer Oxacilina, continuando com esse tratamento oral de 14 a 21 dias. É um tratamento longo, que nĂŁo pode ser interrompido. Oxacilina 100 mg/kg/dia 4/4h por 10 dias Continuar com tratamento oral para completar 14-21 dias Medidas gerais: tratar como grande queimado, entĂŁo hidratar, isolar esse paciente para evitar infecçÔes secundĂĄrias. SINDROME DO CHOQUE TÓXICO É potencialmente fatal. Normalmente acomete mais mulheres que usam absorvente interno. A paciente fica toxemiada, e geralmente nĂŁo tem lesĂŁo de pele, pode ter eritema, mas o principal Ă© a toxemia. Tem que lembrar de perguntar para a mulher se por acaso, em vez de usar absorventes externos, ela nĂŁo usa o interno, que Ă© o tampĂŁo. Relato da professora: Houve uma paciente que chegou com um quadro assim, e por acaso eu lembrei de perguntar se ela usava o tampĂŁo, e sim, ela usava e tinha esquecido de tirar. Esse tampĂŁo jĂĄ estava ali por 3 dias. Ela simplesmente deletou da cabeça que tinha colocado. Se ela nĂŁo falasse, ela podia ter sepse. ESCARLATINA É causado pelo Streptococcus pyogenes. Foco geralmente Ă© garganta. O paciente faz um rash cutĂąneo, tem eritema, com termino de 7 a 10 dias. EntĂŁo tem que explicar para o paciente que Ă© uma doença relativamente benigna, onde vai tratar os sintomas. DiagnĂłstico - Linhas de Pastia - Áreas de dobras que ficam com fragilidade capilar, entĂŁo fica umas listras vermelhas. Ajuda no diagnĂłstico. Como fazer o diagnĂłstico, porque pele vermelha pode ser qualquer coisa certo? EntĂŁo, na escarlatinha tem palidez perioral, que Ă© tĂ­pica, e a lĂ­ngua que parece um morango. Melhora com cerca de 10 dias, prognĂłstico bom, mortalidade bem baixa, e confere anticorpos protetores. Tratamento: Penicilina procaĂ­na, por 10 dias, e tem que fazer logo no inĂ­cio para evitar glomerulonefrite e febre reumĂĄtica. Tem caso de adultos com febre reumĂĄtica devido a uma escarlatina maltratada. Penicilina ProcaĂ­na 400.000 UI 12/12h por 10 dias Tratamento precoce previne complicação renal ou miocĂĄrdica; INFECÇÕES SECUNDÁRIAS Em um quadro desse eu vou tratar o que? Vou tratar a infecção secundĂĄria. Ai o paciente trata, vai embora, e depois volta e ai vejo o que tinha em baixo. Aqui era uma dermatite de contato. Coçou, na unha tem bactĂ©rias, e aĂ­ infeccionou. TambĂ©m dermatite de contato na ponta dos dedos e aĂ­ teve infecção secundĂĄria. E aqui na regiĂŁo poplĂ­tea, uma dermatite atĂłpica. A criança coçou e infecionou. Parece o que? A queimadura de cigarro. Aqui Ă© uma escabiose. A pele Ă© morena, mas dĂĄ para ver. E aqui, retroauricular, tinha uma dermatite seborreica.