Dor de Cabeça - Apresentação PDF
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Faculdades Integradas do Ceará
Mirian Parente Monteiro
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Esta apresentação aborda a dor de cabeça, incluindo definições, epidemiologia, tipos, causas e classificação, fornecendo insights sobre este tema complexo em termos médicos.
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DOR DE CABEÇA DISCIPLINA: SEMIOLOGIA FARMACÊUTICA Profª. Mirian Parente Monteiro Cefaleia - definição Cefaleia é toda dor que acomete a região da cabeça, que vai desde os olhos até o final da implantação do cabelo, na região da nuca. Se acometer a r...
DOR DE CABEÇA DISCIPLINA: SEMIOLOGIA FARMACÊUTICA Profª. Mirian Parente Monteiro Cefaleia - definição Cefaleia é toda dor que acomete a região da cabeça, que vai desde os olhos até o final da implantação do cabelo, na região da nuca. Se acometer a região abaixo dos olhos, considera-se dor facial; se acometer abaixo da implantação dos cabelos, na região posterior do pescoço, é chamada de cervical ou nucal. A dor de cabeça gera sofrimento físico, além de prejuízos sociais, laborais, emocionais e econômicos. BRAGA, P.C.V. et al. Ocorrência e prejuízos da cefaleia em estudantes universitárias de enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 46, Suppl. 1, p. 138-44, 2012. Epidemiologia A prevalência de cefaleia, ao longo da vida, chega a 93% nos homens e 99% nas mulheres. No Brasil, as cefaleias são responsáveis por 9% do total de consultas por problemas agudos na Atenção Básica, afetando aparentemente mais mulheres que homens. (SBMFC et al., 2009). SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade); ABMFR (Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação); ABN (Academia Brasileira de Neurologia). Cefaléias em Adultos na Atenção Primáriaà Saúde: Diagnóstico e Tratamento. Projeto Diretrizes, 2009. Disponível em:. Cefaleia aparece em terceiro lugar como o motivo clínico mais frequente de consulta na APS. Landsberg, G. D. A. P., Savassi, L. C. M., Sousa, A. B. D., Freitas, J. M. R. D., Nascimento, J. L. S., & Azagra, R. (2012). Análise de demanda em Medicina de Família no Brasil utilizando a Classificação Internacional de Atenção Primária. Ciência & Saúde Coletiva, 17, 3025-3036. Cefaleias PRIMÁRIA SECUNDÁRIA Dor de cabeça A dor é sintoma de crônica, benigna, outra doença que recorrente sem causa deve ser investigada. conhecida. Ocorre um decréscimo nas probabilidades de um diagnóstico se um dado fator clínico está ausente. Cefaleias primárias As cefaleias primárias acolhem as dores de cabeça sem substrato orgânico, sendo as mais frequentes: a migrânea em suas diversas formas clínicas; a cefaleia do tipo tensional episódica e crônica; a cefaleia em salvas episódica e crônica; a hemicrania paroxística episódica e crônica; a hemicrania contínua; e a cefaleia tenso-vascular. Para saber mais sobre a classifcação das cefaleias, consulte o site da Internacional Headache Society:. Causas de cefaleias primárias estresse Tensão ocular ou estrabismo Má postura Desidratação Dor de cabeça por esforço físico, sexual ou tosse. ALGUMAS VEZES A CAUSA NÃO É ÓBVIA Para saber mais sobre a classifcação das cefaleias, consulte o site da Internacional Headache Society:. Cefaleias secundárias Relacionam-se diretamente com doenças primárias de variadas etiologias, tais como: infecciosas, inflamatórias, parasitárias, traumáticas, vasculares, tumorais e metabólicas Causas de cefaleias secundárias Abuso de álcool Trauma da cabeça Mudanças hormonais (uso de contraceptivo; menopausa; gravidez). Efeitos colaterais de medicamentos como os analgésicos. Sinusite, resfriados e reações alérgicas. Síndrome viral Disfunção Temporomandibular Dor de cabeça devido a tensão muscular ou artrite degenerativa cervical. Desidratação Redução da ingesta de líquidos pode causar desidratação e ser uma causa comum de dor de cabeça. Perda de líquidos pode acontecer por: vômitos ou diarreia exercício vigoroso suor excessivo. Tomar bebidas contendo muita cafeína como café, chá, refrigerantes tipo cola que aumentam a diurese. Trabalhar em ambientes muito quente ou muito frio. Cefaleias associadas com substâncias ou à falta das mesmas. Dor de cabeça induzida Dor de cabeça por falta de Dor de cabeça por falta por uso ou exposição substâncias de uso agudo. de substâncias de uso crônica. crônico Nitratos e nitritos Álcool (ressaca) Cafeína; narcóticos. Glutamato monossódico Monóxido de carbono Álcool. Classificação da cefaleia segundo a instalação e a evolução da dor Cefaleias agudas- alcançam sua intensidade máxima em minutos ou poucas horas. Cefaleias agudas emergentes – surgem pela primeira vez e são secundárias à meningites, encefalites e sinusites agudas. Cefaleias agudas recorrentes – enxaqueca e cefaleia do tipo tensional. Classificação da cefaleia segundo a instalação e a evolução da dor Cefaleias subagudas – Instalação insidiosa e evolução progressiva; chegam ao ápice em dias ou poucos meses (até 3 meses). São decorrentes de hematomas subdurais , tumores de crescimento rápido e meningites crônicas. Classificação da cefaleia segundo a instalação e a evolução da dor Cefaleias explosivas – surgem abruptamente e, em menos de um minuto, alcançam a intensidade máxima da dor. Exemplo típico – hemorragia intracraniana por ruptura de aneurisma. Classificação da cefaleia segundo a instalação e a evolução da dor Cefaleias crônicas – ocorrem na maioria dos dias do mês (15 dias ou mais), por pelo menos 3 meses. Exemplos: cefaleia tensional crônica e cefaleia por uso excessivo de analgésicos. Mecanismos fisiológicos das principais cefaleias com seus correspondentes exemplos clínicos Mecanismo fisiopatológico Exemplo clínico de cefaleias Contração sustentada de músculos Oculares: cefaleia por emprego prolongado da visão Cervicais: cefaleia por tensão Tração de estruturas encefálicas Lesão intracranial que ocupa espaço: tumores ;pseudotumores; hematomas Mudanças na pressão intracraniana devido a deslocamentos: cefaleia pós- punção lombar. Cefaleia pós-traumática Alterações nos vasos Inflamação: arterite da têmpora Dilatação: álcool; histamina; nitritos; glutamato; febre,etc. Compressão: tumores ;pseudotumores; hematomas sub-durais. Trombose: artéria basilar; artéria vertebral Mecanismos fisiológicos das principais cefaleias com seus correspondentes exemplos clínicos Mecanismo fisiopatológico Exemplo clínico de cefaleias Irritação meningea Infecção; hemorragia Medicamentos e radioterapia. Mudanças de pressão ou irritação das Sinusite (infecciosa; alérgica) paredes sinusoidais Aumento sustentado da pressão Glaucoma intraocular Compressão, tração ou inflamação dos Nevralgias (trigêmeo e glossofaríngeo) nervos cranianos ou espinhais CEFALEIA EM SALVA/NEURALGIA DO TRIGÊMIO A cefaleia em salvas consiste em ataques de dor intensa de localização orbitária, supraorbitária e/ou temporal, unilateral, com duração de 15 minutos a 3 horas. As crises têm uma frequência variável, podendo ocorrer uma a cada dois dias ou até mesmo oito crises por dia, apresentando ritmicidade e ocorrência noturna. Os ataques ocorrem em séries que duram semanas a meses, separados por períodos de remissão. NEURALGIA DO TRIGÊMIO É caracterizada por apresentar, obrigatoriamente, uma ou mais das seguintes manifestações: hiperemia conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese frontal e/ou facial, miose, ptose, edema palpebral. https://www.google.com.br/search?q=cefaleia&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiqh9Pb8LrUAhUDGJAKHUrkAD kQ_AUIBigB&biw=1280&bih=676#tbm=isch&q=nevralgia+do+glossofar%C3%ADngeo&imgrc=fgKQHJqkadAcaM: História prévia de cefaleia A informação sobre a existência ou não de cefaleias prévias e a semelhança com a cefaleia atual é de extrema importância na definição de avaliação médica e exames complementares. Atenção para as seguintes situações: A dor atual é a primeira da vida do paciente; A pior dor que o paciente já experimentou; A dor é diferente das dores anteriores; A dor é persistente apesar do uso de medicamentos apropriados e eficazes em crises passadas. A queixa da “pior cefaleia da minha vida” por si só deve merecer investigação complementar. Idade de início As enxaquecas e demais cefaleias primarias se iniciam em sua maioria na infância ou nas primeiras décadas de vida. As cefaleias que se apresentam pela primeira vez na idade adulta, sobretudo após os 50 anos, podem ter uma etiologia orgânica do tipo arterite temporal, doença cérebro-vascular ou tumor. Observação de sinais vitais Alteração da consciência; Rigidez de nuca (irritação meníngea) Pupilas desiguais; Debilidade ou perda da sensiblidade no rosto e membros; Perda de equilíbrio; Artérias temporais doloridas e com pulso fraco. Febre e outros sintomas e sinais de doença sistêmica Febre de qualquer origem e quadros infecciosos podem ser causas de cefaleias; a presença de temperatura elevada sobretudo quando associada a rigidez de nuca e diminuição do nível de consciência destaca meningite como principal diagnóstico diferencial. Conhecendo a história do paciente PERGUNTAS LEMBRETES Fale sobre sua dor de Ouça com atenção a cabeça. história do paciente. Quando suas dores de Não apresse a história cabeça começaram? do paciente, interrompendo ou Dê um exemplo de abreviando o relato. como foi sua dor de Tranquilize o paciente cabeça mais recente? quando necessário. O que você precisa saber Idade Adulto/ criança Duração Natureza e local da dor Frequência e timing História prévia Crises, desmaios, perda temporária de visão O que você precisa saber sobre a cefaleia do paciente Sintomas associados Náuseas, vômitos , fotofobia Fatores precipitantes: alimentos, álcool , estresse, hormônios Trauma recente Quedas Exame recente da visão Medicamentos Idade O farmacêutico deve estar atento para referir ao serviço médico qualquer criança com dor de cabeça, especialmente se associada com trauma da cabeça. (exemplo: pancada devido a queda). Criança com dor forte atrás da cabeça e rigidez de nuca deve ser referida imediatamente. Idade Pacientes idosos algumas vezes sofrem de dor de cabeça alguns dias após uma queda batendo a cabeça. Nesses casos, a dor de cabeça pode ser o resultado de sangramento lento no cérebro causando hematoma subdural o que requer imediata referência ao serviço médico. Duração Qualquer dor de cabeça que não responde aos analgésicos OTC (venda livre) dentro de 24 horas requer referir o paciente ao serviço médico. Natureza e local da dor Dores de cabeça de tensão são as formas mais comuns. A dor é frequentemente descrita como sendo em volta da base do crânio e parte superior do pescoço. Algumas vezes, a dor se estende para cima e sobre a parte superior da cabeça acima dos olhos. Normalmente é descrita pelos pacientes como uma sensação de aperto, pressão e muitas vezes dizem: “Parece que tenho uma cinta pressionando a cabeça” ou “um capacete apertado”. Outras vezes, dizem: “Tenho um peso enorme na cabeça e nos ombros”. Natureza e local da dor Uma dor firme e aborrecida, que é profunda, grave, agravada ao deitar, requer referir ao serviço médico uma vez que pode ser devido a tumor no cérebro, infecção ou outra causa. Essa condição é rara e usualmente pode estar associada a outros sintomas tais como alteração da consciência, instabilidade, coordenação limitada e no caso de uma infecção, à elevação da temperatura. Natureza e local da dor A dor de cabeça clássica é unilateral, afetando um lado da cabeça sobre a testa. Natureza e local da dor De modo raro, uma dor forte e súbita que se desenvolve na parte de trás da cabeça pode significar hemorragia subaracnóide. A dor é descrita pelos pacientes como se tivessem levado uma “tijolada na cabeça”. Pode estar associada com a elevação da PA. Referir ao serviço médico é essencial. Frequência e “timing” dos sintomas Farmacêuticos devem estar atentos à dor de cabeça que piora pela manhã e melhora durante o dia, porque pode ser um sinal de aumento da pressão intracraniana. Dores de cabeça em salvas acontecem diariamente por 2-3 meses e cada episódio de dor pode durar cerca de 3 horas. ATENÇÃO ! Toda pessoa que tem dores de cabeça que aumentam em frequência e intensidade deve ser referida ao serviço médico. BRASIL. Ministério da Saúde. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na Atenção Básica. Cadernos de Atenção Básica. v.II, n. 28. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. História prévia de dor de cabeça Uma dor de cabeça pode ter características similares quanto ao local e natureza da dor, mas não necessariamente na intensidade da dor de cabeça experimentada com o passar dos anos. Dores de cabeça novas ou diferentes (especialmente em pessoas acima de 45 anos ) pode ser um alerta para alguma condição mais grave. Enxaqueca Existem dois tipos comuns de enxaqueca: Enxaqueca sem aura (comum) ocorre em 75% dos casos; Enxaqueca com aura (clássica), mais de 1/3 dos casos. Enxaqueca Trata-se de uma doença neurovascular que se caracteriza por crises repetidas de dor de cabeça que podem ocorrer com uma frequência bastante variável, atingindo mais mulheres do que homens. Tem como mecanismo fisiopatogênico uma dilatação das artérias cranianas, o que justifica a melhora com a adoção de procedimentos que diminuem o aporte de sangue para o segmento cefálico, tais como escalda pés, compressão digital da artéria carótida externa ou da temporal superficial, aposição de gelo no local da dor. (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CEFALÉIA). Enxaqueca clássica Frequentemente é associada com alterações na visão antes da crise começar – fase prodrômica. Pacientes descrevem ver luzes como flashes ou linhas em zig-zag. Podem sentir formigamento ou entorpecimento em um dos lados do corpo, nos lábios, dedos, face ou mãos. Enxaquecas podem ser associadas com náuseas e algumas vezes vômitos. Enxaqueca clássica Algumas pessoas ocasionalmente experimentam outros sintomas incluindo: suores Baixa concentração, sentir muito calor ou muito frio Dor abdominal ou dor de barriga diarreia Nem todas as pessoas experimentam sintomas adicionais e algumas podem experimentá-los sem ter dor de cabeça. Os sintomas de enxaqueca podem durar entre quatro horas e três dias, embora você possa sentir- se muito cansado por mais de uma semana. Enxaqueca clássica Apresenta pelo menos três das seguintes características: Um ou mais sintomas neurológicos de aura transitórios e focais. Desenvolvimento gradual de sintomas de aura ao longo de 4 minutos ou vários sintomas em sucessão. Os sintomas de aura duram de 4–60 min. Dor de cabeça que segue ou acompanha a aura aparece dentro de 60 min. Sintomas de aura Problemas visuais – tais como ver luzes piscando, pontos escuros ou padrões em zig-zag. Dormência ou sensação de comichão ou formigamento – que usualmente começa em uma mão e move-se pelo braço afetando face, lábios e língua. Sentir-se tonto ou desequilibrado. Dificuldade na fala. Os sintomas de aura tipicamente se desenvolvem no curso de 5 minutos e duram até 1 hora. Algumas pessoas podem experimentar aura seguida por somente uma dor de cabeça branda ou nem sentir dor de cabeça. Enxaqueca clássica Pacientes usualmente obtém alívio ficando em repouso em ambientes escuros e dizem que a luz agride os olhos. A enxaqueca clássica é 3X mais comuns em mulheres que em homens. Enxaqueca comum A ENXAQUECA COMUM NÃO APRESENTA A FASE PRODRÔMICA. Ambos os lados da cabeça podem ser afetados e sintomas gastrintestinais como náuseas e vômitos podem ocorrer. A crise de enxaqueca pode durar de 4–72 h. Apresentando pelo menos duas dessas características: dor pulsante ou palpitante; intensidade da dor moderada a intensa; dor agravada pelo movimento; dor unilateral. Source: Cephalalgia, 1988; 8(suppl 7): 1–96. Cefaleias tensionais As dores de cabeça tensionais são provavelmente causadas por tensão muscular. Os músculos podem ser tensionados por: Estresse e cansaço; Ansiedade; Depressão; Sobrecarga dos músculos do pescoço e ombros; Trabalhar em condições desconfortáveis , ou passar muito tempo sentado no birô. Luz e barulho excessivo. Longos períodos de leitura. Características clínicas da enxaqueca e cefaleia do tipo tensional. Características Enxaqueca Cefaleia tensional Duração 4 a 72 horas 30 min a 7 dias Tipo de dor Pulsátil, latejante Peso, aperto. Lateralidade Unilateral Bilateral Intensidade da dor Moderada a forte Leve a moderada Piora da dor com atividade Sim Não física habitual Náuseas e /ou vômitos Sim Não Fotofobia e fonofobia Sim Não Dor de cabeça crônica diária Definida como dor de cabeça que está presente na maioria dos dias ( ou seja, mais de 15 dias no mês), tipicamente ocorrendo ao longo de um período de 6 meses e podendo ser diária e incessante. Em alguns pacientes, um episódio de dor de cabeça crônica se resolve em um tempo muito curto. Pode ocorrer em crianças e nos idosos. Os homens apresentam duas vezes mais esse tipo de dor de cabeça que as mulheres. Caracteriza-se por uma combinação de sintomas como contração muscular de baixa intensidade, frequentemente com rigidez no pescoço, e com superposição de sintomas típicos de enxaqueca. Dor de cabeça em cluster Anteriormente denominada neuralgia de enxaqueca. Dor de cabeça em grupo, envolve, como o nome sugere, um número de dores de cabeça um após outro. Um padrão típico poderia ser episódios diários de dor ao longo de 2-3 meses, após os quais existe uma remissão por um período de até 2 anos. A dor é excruciante e frequentemente chega de forma muito rápida podendo acordar o paciente de seu sono. Cada episódio de dor dura de ½h a 3 h e a dor usualmente é experimentada de um dos lados da cabeça, no olho, maçãs do rosto ou têmporas. 6 X MAIS FREQUENTE EM HOMENS QUE EM MULHERES. Dor de cabeça em cluster Dor de cabeça em cluster é frequentemente acompanhada por olho dolorido, lacrimejante, e narinas congestionadas ou nariz escorrendo do mesmo lado da dor. Qualquer dor de cabeça recorrente, persistente ou intensa necessita ser referenciada ao médico para diagnóstico. Enxaquecas menstruais As enxaquecas menstruais são atribuídas a queda dos níveis de estrógeno no período pré-menstrual e peri-menstrual. Medicamentos OTC que podem ser utilizados: - naproxeno 500mg 2X/dia; - ácido mefenâmico 500mg 3X/dia. O uso do medicamento deverá ser iniciado 2 dias antes do período menstrual e continuar durante o período. Sinusite Sinusite causa inflamação e inchaço do revestimento mucoso dos seios paranasais, podendo complicar uma infecção respiratória viral (exemplo: resfriado) ou alergia (exemplo: febre do feno). O muco aumentado produzido dentro dos seios nasais não pode ser drenado, uma infecção bacteriana secundária se desenvolve e a pressão aumenta, causando dor. A dor é sentida atrás e em volta do olho e usualmente somente um lado é afetado. A dor pode ser associada com rinorreia ou congestão nasal. O seio nasal afetado frequentemente se sente macio quando a pressão é aplicada. A dor tipicamente piora quando se abaixa a cabeça ou ao deitar. Arterite temporal Em 70 a 90% dos pacientes o sintoma inicial é uma dor de cabeça latejante e contínua na região temporal (parte lateral anterior do crânio ou “têmporas”). Ocorre também diminuição, turvação e/ou perda fugaz da visão. É comum esse quadro ser precedido de dor muscular e fraqueza na região dos ombros e membros superiores (polimialgia reumática). Febre baixa e inapetência também podem estar presentes. A arterite temporal (AT) é considerada emergência médica, pois se não for tratada pronta e corretamente pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes. Disponível em: https://vascular.pro/content/arterite-temporal Outras causas de cefaleias TRAUMA RECENTE OU LESÃO Qualquer paciente que tenha tido trauma ou lesão na cabeça recente, apresentando dor de cabeça deve ser referido ao médico imediatamente porque podem ocorrer hematomas ou hemorragia, causando um aumento na pressão intracraniana. O farmacêutico deve atentar para sinais de comprometimento da consciência e sonolência. Vômitos persistentes após lesão da cabeça é também sinal de aumento da pressão intracraniana. Outras causas de cefaleias PROBLEMAS NA VISÃO Dores de cabeça associadas com períodos de leitura, escrita ou outro trabalho próximo à vista pode ser devido a visão deteriorada e um teste de visão pode valer a pena ser recomendado para ver se óculos são necessários. Cefaleia atribuída ao uso de substâncias ou a sua retirada Medicamentos Outras substâncias Vasodilatadores (nitritos e Monóxido de carbono nitratos) Álcool Inibidores da Glutamato sódico fosfodiesterase (sildenafila) Aspartame Hormônios Cocaína CGRP – peptídio relacionado ao gene da Cannabis calcitonina FREITAS, Fernanda Lazzari; FREITAS, Tanise Gonçalves de. Cefaleia: eventos agudos na atenção básica. 2013. A cefaleia por uso crônico de analgésicos é observada em indivíduos que desenvolvem ou pioram da cefaleia enquanto fazem uso dos medicamentos descritos a seguir, por 3 meses ou mais: Triptanos, opioides, derivados ergotamina ou combinação de analgésicos por 10 dias do mês ou mais; Paracetamol (Acetaminofeno), aspirina ou AINEs, 15 dias por mês ou mais. O primeiro passo consiste em explicar para o indivíduo que o tratamento consiste em cessar abruptamente os medicamentos analgésicos por pelo menos 30 dias e orientar os efeitos desagradáveis dessa cessação. Cefaleia atribuída ao uso de substâncias ou a sua retirada A interrupção do uso crônico de certas substâncias (cafeína, analgésicos, opioides e estrógenos) também pode estar relacionada com o surgimento de cefaleia. O abuso de medicamentos é definido por: Uso de analgésico simples mais de 5 dias por semana; Combinações analgésicas em frequência superior a 3 comprimidos /dia , no mínimo, 2 vezes por semana; 2 ou mais doses de ergotamina ou de sumatriptano por mais de 5 dias por semana. Medicamentos A natureza dos medicamentos prescritos deverá ser estabelecida , uma vez que a dor de cabeça pode ser um efeito colateral do medicamento. Exemplo: nitratos usados no tratamento da angina. Contraceptivos orais (CPO) Qualquer mulher tomando (CPO) e reportando dores de cabeça tipo enxaqueca, seja pela primeira vez, ou como uma exacerbação de enxaqueca, deverá ser referido ao médico, uma vez que pode ser um alerta precoce de alterações cerebrovasculares. The American Headache Society sugere usar “SSNOOP” como um processo mnemonico para identificar pacientes que podem ter causa secundária de dor de cabeça. Systemic symptoms (fever or weight loss) Sintomas sistêmicos (febre ou perda de peso) Systemic disease (HIV infection, malignancy) Doenças sistêmicas Neurologic symptoms or signs Sintomas neurológicos Onset sudden Início súbito Onset after age 40 years Início após 40 anos Previous headache history (first, worst, or different headache) História prévia de dor de cabeça Quando referir ao médico Dor de cabeça asssociada com trauma ou lesão. Dor de cabeça intensa com mais de 4 horas de duração. Suspeita de reação adversa a medicamento. Dor de cabeça em crianças menores de 12 anos. Dor de cabeça que é pior pela manhã e depois melhora. Dor de cabeça associada com sonolência, instabilidade, alterações visuais ou vômitos. Quando referir ao médico Dor de cabeça occipital intensa. Quando referir ao médico Rigidez de nuca. Enxaquecas frequentes requerendo tratamento profilático. Dores de cabeça frequentes e persistentes. Dor de cabeça associada com sonolência, instabilidade, alterações visuais ou vômitos. ALERTA!!! Atenção para o fato de a dor de cabeça está associada a visão turva, dificuldade para falar ou dormência nos braços ou pernas. Sintomas de alarme que sempre indicam uma causa grave para a dor de cabeça Sintomas de alarme Perda visual Arterite de célula gigante; Glaucoma de ângulo agudo Aura visual prolongada Mal formação arteriovenosa Desequilíbrio Derrame e tumor cerebral Confusão mental ou letargia Meningite; encefalite; tumor cerebral e abcesso cerebral. Convulsão de início súbito Derrame; encefalite e tumor cerebral. Sintomas que podem indicar uma causa grave Sintomas de alarme Se a condição estiver presente considerar causa grave Febre Meningite, encefalite, abcesso cerebral Perda de peso Tumor cerebral História de malignidade Tumor cerebral História de infecção por HIV Linfoma; toxoplasmose Dor no olho Glaucoma de ângulo agudo Dor de cabeça de início súbito após os 50 Tumor cerebral, derrame. anos. Dor de cabeça progressiva após semanas Tumor cerebral. a meses diplopia Tumor cerebral, derrame. Informe-se sobre as características da dor de cabeça usando os recursos das seguintes informações Início Duração Frequencia Características da dor Localização da dor Fatores precipitantes e de alívio. Mudança na frequência ou característica ao longo do tempo. Início Descreva o início de uma O que pode ser? típica dor de cabeça Ocorre instantaneamente e Hemorragia sub-aracnóide. piora nos 1ºs segundos. Se desenvolve rapidamente em Dor de cabeça em cluster. 5 a 10 minutos. Parece piorar em torno da Dor de cabeça tensional primeira hora. Enxaqueca. Duração Quanto tempo dura a dor de cabeça? Enxaqueca De 4 a 72 horas Dor de cabeça tensional. De 30 minutos a 1 semana Dor de cabeça e de 15 mm Minutos a 3 horas cluster. Frequência Minutos a 3 horas Minutos a 3 horas Enxaqueca Minutos a 3 horas Dor de cabeça tensional. Minutos a 3 horas Dor de cabeça em cluster Características da dor de cabeça A dor de cabeça é Latejante, como um coração Enxaqueca batendo? Arterite de célula gigante Sensação de cabeça apertada Dor de cabeça tensional por uma faixa ou pressão em Dor de cabeça cervicogênica volta da cabeça. Disfunção temporomandibular Sensação de espinho ou agulha Dor de cabeça em cluster ou como choque elétrico? Neuralgia do trigêmio. Localização da dor Onde a dor de cabeça é localizada? De um só lado da cabeça mas pode alternar. Enxaqueca Dor de cabeça em cluster Sempre do mesmo lado Tumor cerebral Má formação arteriovenosa Arterite de célula gigante Neuralgia do trigêmio Dor de cabeça tensional Ambos os lados da cabeça Arterite de célula gigante Em torno dos olhos Arterite de célula gigante Neuralgia do trigêmio Glaucoma de ângulo agudo Sinusite Localização da dor Onde a dor se localiza na cabeça? Dor de cabeça tensional Minha testa Dor de cabeça cervicogênica Sinusite Dor de cabeça tensional Minhas têmporas Arterite de célula gigante Dor de cabeça em cluster Enxaqueca Dor de cabeça cervicogênica Atrás da cabeça e pescoço Sinusite esfenóide Topo da cabeça Dor de cabeça cervicogênica https://www.google.com.br/search?q=sinusite+esfenoidal&rlz=1C1VSNC_enBR602BR602&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved =0ahUKEwiQuuaE_sfeAhVKgJAKHYtPC0YQ_AUIDigB&biw=1440&bih=799#imgrc=noLNi_TLP_uZOM: Fatores precipitantes Você identifica se algum desses fatores em particular faz sua dor de cabeça acontecer ou piorar ? Certos alimentos (particularmente Enxaqueca chocolate, queijos) Álcool Enxaqueca Dor de cabeça em cluster Menstruação Enxaqueca (usualmente começa imediatamente antes ou nos 1ºs dias da menstruação ) Abstinência de cafeina Enxaqueca Valsalva Tumor cerebral Enxaqueca Atividade física, tais como subir Tumor cerebral escada ou agachar-se Enxaqueca Virar a cabeça e pescoço Dor de cabeça cervicogênica Tocar o couro cabeludo Arterite de célula gigante Abordagem ao paciente com cefaleia Abordar o usuário de forma compreensiva e individualizada e tranquilizá-lo com explicações sobre o seu quadro. Identificar, junto ao usuário, possíveis fatores desencadeantes ou precipitantes da crise de cefaleia visando sua modificação. Na escolha do tratamento farmacológico, levar em conta os medicamentos já utilizados, efeitos adversos, contraindicações e presença de outros sintomas associados à cefaleia. Abordar, sempre que possível, tratamentos não farmacológicos como acupuntura, técnicas de relaxamento, uso de florais, óleos essenciais, psicoterapia, atividade física e homeopatia – principalmente no manejo da cefaleia tensional e da enxaqueca. Manejo da dor de cabeça A escolha do farmacêutico em relação aos analgésicos orais compreende três agentes principais: aspirina; paracetamol e ibuprofeno. Analgésicos OTC estão disponíveis numa variedade de doses, e formas, como cápsulas, comprimidos de liberação prolongada, comprimidos dispersíveis, etc. Manejo da dor de cabeça Nas enxaquecas, o analgésico deverá ser tomado ao primeiro sinal de ataque, preferencialmente numa forma solúvel , uma vez que a motilidade GI é lenta durante a crise e a absorção de analgésicos é retardada. A combinação de terapias medicamentosas pode ser útil. Exemplo: analgésico e descongestionante (sistêmico ou tópico) na sinusite. Paracetamol Paracetamol tem efeito analgésico e antipirético mas pouco ou nenhum efeito anti-inflamatório. O mecanismo exato seu efeito analgésico permanece ainda por esclarecer, apesar das pesquisas. O fármaco é sem dúvida efetivo para redução de dor e febre. Paracetamol é o analgésico de escolha para crianças abaixo de 12 anos e a partir de 3 meses de idade. IBUPROFENO Ibuprofeno possui ação analgésica, anti-inflamatória e anti-pirética. Causa menos irritação e dano ao estômago que a aspirina. A dose requerida para a ação analgésica é de 200- 400mg, enquanto para a ação anti-inflamatória é 300- 600mg (dose máxima diária entre 1600mg – 2400mg). Ibuprofeno comprimidos não deve ser dado a crianças menores de 12 anos. (a suspensão na concentração de 100 mg/ml é uma opção dentre os OTC). Ibuprofeno -50mg/mL Crianças - A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses é de 1 a 2 gotas/kg peso até o máximo de 40 gotas/dose. A dose pode ser repetida a cada 6 a 8 horas. Não utilizar mais do que 4 vezes por dia. O uso de ibuprofeno em crianças com menos de 2 anos deve ser feito sob orientação médica. Pacientes pediátricos com mais de 30 kg não devem exceder a dose máxima de 40 gotas (200 mg). Conforme bula do medicamento. Adultos - A posologia habitual de ibuprofeno como antitérmico é de 40 gotas (200 mg), podendo ser repetida por, no máximo, 4 vezes em um período de 24 horas. Ibuprofeno 100 mg/mL Crianças - A posologia recomendada para crianças a partir de 6 meses é de 1 gota/kg peso, em intervalos de 6 a 8 horas, ou seja, de 3 a 4 vezes ao dia, não excedendo a dose máxima recomendada de 20 gotas/dose. Adultos - a posologia recomendada pode variar de 200 mg (20 gotas) a 800 mg (80 gotas), não devendo exceder a dose máxima recomendada diária de 3.200 mg. Conforme bula do medicamento IBUPROFENO IBUPROFENO – EVENTOS ADVERSOS Ibuprofeno pode ser irritante para o estômago, causando indigestão, náusea e diarreia, porém com menor intensidade que a aspirina. Sangramento gástrico também pode ocorrer. Recomendar tomar o ibuprofeno com ou após as refeições. Deve ser evitado em pacientes com úlcera péptica ou história prévia de úlcera péptica. Idosos parecem ser particularmente sensíveis a esses efeitos. Ibuprofeno pode causar aumento no tempo de sangramento devido ao efeito sobre as plaquetas. Esse efeito é reversível em 24 horas após a suspensão do uso do medicamento ( enquanto que a reversibilidade do efeito pode levar vários dias após a suspensão da aspirina). Cafeína É provável que doses de pelo menos de 100mg sejam necessárias para produzir um efeito. Uma xícara de chá de café pode ter o mesmo efeito. Tem sido comentado que a cafeína aumenta a efetividade de analgésicos mas as evidências não são definitivas. Cafeína tem efeito irritante no estômago. Recomendações para o uso de AAS Hipersensibilidade ao AAS. Estima-se que 4% de pacientes asmáticos possuem hipersensibilidade ao fármaco e portanto a aspirina deve ser evitada em qualquer paciente com história de asma. Reações de hipersensibilidade ao AAS podem ser dermatológicas (erupções da pele e urticária) ou algumas vezes, respiração curta, broncoespasmo, e até mesmo ataques de asma. Recomendações para o uso de AAS Não é recomendado o uso de aspirina para crianças e jovens abaixo de 16 anos devido a possibilidade de causar Síndrome de Reye. Irritação gástrica (indigestão, azia, náuseas e vômitos) podem acometer os pacientes que tomam AAS e por essa razão é melhor tomar com ou após as refeições. Recomendações para o uso de AAS Sangramentos – Aspirina pode causar sangramento GI e não deverá ser recomendado para qualquer paciente que tenha ou já teve história de úlcera péptica. Aspirina afeta as plaquetas e função de coagulação tal que o tempo de sangramento é aumentado, e tem sido sugerido que não deveria ser recomendado para dor pós extração dentária por essa razão. Recomendações para o uso de AAS Os efeitos de fármacos anticoagulantes são potencializados pela aspirina, e portanto não deve ser recomendada para pacientes que tomam tais fármacos. Álcool aumenta o efeito irritante do AAS no estômago e seus efeitos sobre o tempo de sangramento. AAS deve ser evitado na gravidez. Hipersensibilidade ao AAS Estima-se que 4% de pacientes asmáticos possuem hipersensibilidade ao fármaco e portanto a aspirina deve ser evitada em qualquer paciente com história de asma. Reações de hipersensibilidade ao AAS podem ser dermatológicas (erupções da pele e urticária) ou algumas vezes, respiração curta, broncoespasmo, e até mesmo ataques de asma. DIPIRONA (continuação) Paracetamol 500 mg + cafeína 65 mg (continuação) Ácido acetilsalicílico 650 mg + cafeína 65 mg (continuação) Slideshow: 12 Surprising Headache Triggers Tips https://www.emedicinehealth.com/slideshow_headache_and_migraine_triggers/ article_em.htm 2005-2019 WebMD, LLC. All rights reserved. Source slideshow on WebMD Health Solutions From Our Sponsors Tratamento não farmacológico para dores de cabeça Identificação/supressão dos fatores desencadeantes. Identificação /supressão de fatores de stress (casa, trabalho, família) Dieta (café , cigarro, álcool) Regularizar as horas de sono. Realizar atividade física; Ruptura da rotina diária; Psicoterapia Terapia física Técnicas de relaxamento; Massoterapia; Yoga e Tai Chi ACUNPUNTURA CUNHA, Caio Visalli. Cefaleia: concepções, características e abordagens na Atenção Primária à Saúde. In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Cuidado nas queixas comuns no atendimento à demanda espontânea na Atenção Primária à Saúde. Cuidado em situaçõesfrequentes de dor. São Luís: UNA-SUS; UFMA, 2022. MASSOTERAPIA CUNHA, Caio Visalli. Cefaleia: concepções, características e abordagens na Atenção Primária à Saúde. In: UNIVERSIDADE ABERTA DO SUS. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Cuidado nas queixas comuns no atendimento à demanda espontânea na Atenção Primária à Saúde. Cuidado em situaçõesfrequentes de dor. São Luís: UNA-SUS; UFMA, 2022. Medidas não-farmacológicas para a dor de cabeça Dor de cabeça? Coma mais: Maçã Limão Menta Salsinha Medidas não-farmacológicas para a dor de cabeça Relaxe e repouse em um ambiente silencioso e bem ventilado, sem calor ou frio em excesso. Fazer compressas frias na cabeça. Lave o rosto com água fria. Tome bastante água durante o dia, exceto se houver contra-indicação médica para isso. Prevenir a desidratação tomando mais líquidos após exercícios ou se a temperatura está quente. Medidas não-farmacológicas para a dor de cabeça Comer regularmente para evitar a baixa do teor de glicose no sangue o que pode causar uma dor de cabeça. Faça massagem no pescoço, ombros, mandíbula e couro cabeludo para aliviar a pressão de uma dor de cabeça tensional. Exercícios regulares podem ajudar a prevenir dores de cabeça tensionais. Se você passa muito tempo sentada (o) tente levantar-se e mover-se por alguns minutos pelo menos uma vez a cada hora. Sentar na mesma posição pode pressionar os músculos do pescoço e causar dores de cabeça. Medidas não-farmacológicas para a dor de cabeça Se você passa muito tempo sentada (o) tente levantar-se e mover-se por alguns minutos pelo menos uma vez a cada hora. Sentar na mesma posição pode pressionar os músculos do pescoço e causar dores de cabeça. Tente não usar medicamentos para dor de cabeça com muita frequência o que pode causar dor de cabeça “rebote”, tornando os medicamentos menos efetivos. Certos alimentos contendo chocolate e cafeína, álcool ou uso de produtos com tabaco podem causar dor de cabeça. Diário de controle da cefaleia Idade:_______________________________ Sexo:________________________________ Data: ________________________________ Escolaridade:__________________________ Idade em que começou a sua dor de cabeça: _____________________________________ Que medicamentos usa para diminuir a dor:__________________________________ Toma ou alguma vez medicamentos preventivos (todos os dias) para a dor de cabeça? Você usa ou já usou medicamentos por: automedicação Não/Sim Usa psicofármacos? Não/Sim Consultas ou tratamento não médicos: Não/Sim Homeopatia Acunpututa Outros. Quais?______________________ Quantas vezes faltou a o trabalho ou às suas atividades, nos últimos meses,por causa da sua dor de cabeça? Quantas vezes, em concorrência no trabalho, estudo ou outras atividade, pareceu-lhe que seu rendimento não foi igual ao de sempre, por culpa da dor de cabeça? Você se considera : Estressado Sim Não Ansioso Sim Não Depressivo Sim Não Tem transtornos durante o sono? Você acha que sua dor traz problemas à sua vida? conjugal familiar social trabalho econômica Descrição da dor de cabeça Latente/ pulsante Sim Não Náuseas e vômitos Sim Não Localização ______________________________ A luz atrapalha? Sim Não Sofre incômodo pelo barulho? Sim Não A dor aumenta ao fazer atividade física? Sim Não Relaciona a dor de cabeça ao período menstrual? Sim Não Com que frequência sente dor de cabeça?__________________________________ Referências Blenkinsopp, A. Symptoms in the pharmacy: a guide to the management of common illness / Alison Blenkinsopp, Paul Paxton,John Blenkinsopp.–5th ed. Blackwell Publishing Ltd. Martinez, J.B.; Dantas, M; Voltarelli, J C. Semiologia geral e especializada. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Nathan, A. Managing Symptoms in the Pharmacy Pharmaceutical Press, London,2008. Universidade Federal de Santa Catarina, Eventos Agudos na Atenção Básica – Cefaleia, Florianopólis, 2013. Imagens disponibilizadas em: https://www.google.com.br/search?q=tipos+de+dores+de+cabe%C3%A7a+imagens&tbm=isch&imgil=bm 2DReJpgWuPKM%253A%253BJejA8n7YIFa6lM%253Bhttps%25253A%25252F%25252Fpt.dreamstime.co m%25252Filustrao-stock-tipos-de-dores-de-cabea-vetor- image81842211&source=iu&pf=m&fir=bm2DReJpgWuPKM%253A%252CJejA8n7YIFa6lM%252C_&usg= __RBpRkk_jtm2RFwvlteiTfiHojsE%3D&biw=1440&bih=780&ved=0ahUKEwiu4_TAhWRl5AKHR1JA14QyjcIM w&ei=QEbmWK63MJGvwgSdko3wBQ#imgrc=OsMzq110tdrgxM : Referências Saravia, B B; Diez, MA; Zavala, HA. Educação Continuada a Distância. Curso Enxaqueca Confederacion Farmaceutica Argentina/ Conselho Federal de farmácia. 1998 Gardella, L A. Educação Continuada a Distância. Dores de Cabeça. Confederacion Farmaceutica Argentina/ Conselho Federal de farmácia. 1998. Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Manual de Condutas em Clínica Médica. 2000 SUBCOMITÊ DE CLASSIFICAÇÃO DAS CEFALÉIAS DA SOCIEDADE INTERNACIONAL DE CEFALÉIA. Classificação internacional das cefaléias - segunda edição (revista e ampliada). Trad. Sociedade Brasileira de Cefaléia. São Paulo: Alaúde Editorial Ltda., 2006. Conselho Federal de Farmácia- Cuidado Farmacêutico no SUS/ Capacitação em serviços- Protocolo de Dor de cabeça The Patient History: An Evidence-Based Approach to Diferential Diagnosis, 2ed. Chapter 9. Headache McGraw Hill Copyright © McGraw-Hill Global Education Holdings, LLC. 2017.