Sífilis: Estágios Clínicos e Transmissão
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Questions and Answers

Em qual fase da sífilis a taxa de transmissão vertical é mais elevada?

  • Fase terciária
  • Primeira e segunda fases (correct)
  • Após o tratamento da sífilis
  • Fase latente

Qual das seguintes características NÃO está associada à síndrome da sífilis congênita?

  • Alterações ósseas
  • Hipertensão arterial (correct)
  • Nariz em sela
  • Dentes de Hutchinson

Qual é o método ideal para o diagnóstico laboratorial da sífilis por visualização direta?

  • Reação de Widal
  • Coloração de Gram
  • Microscopia em campo escuro (correct)
  • Teste de ELISA

Qual das seguintes técnicas de coloração é usada para identificar a Treponema pallidum?

<p>Coloração de Fontana-Tribondeaux (D)</p> Signup and view all the answers

Qual o objetivo dos testes não treponêmicos?

<p>Detectar antígenos cardiolipínicos. (C)</p> Signup and view all the answers

Qual é a principal desvantagem dos testes não treponêmicos?

<p>Baixa especificidade (D)</p> Signup and view all the answers

Qual teste treponêmico é considerado o padrão ouro para o diagnóstico de sífilis?

<p>FTA-Abs (C)</p> Signup and view all the answers

Em quanto tempo os anticorpos detectados pelos testes não treponêmicos geralmente se desenvolvem após o aparecimento do cancro primário?

<p>De 1 a 4 semanas (C)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes manifestações não é considerada um sintoma principal da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)?

<p>Púrpura trombocitopênica neonatal (C)</p> Signup and view all the answers

Em relação ao diagnóstico laboratorial da rubéola, qual dos testes abaixo é considerado menos prático devido à sua complexidade e alto custo?

<p>Cultura viral (A)</p> Signup and view all the answers

Qual é a principal razão pela qual o teste de Inibição da Hemaglutinação (IHA) foi substituído por outros métodos no diagnóstico sorológico da rubéola?

<p>A IHA é de difícil padronização e requer reagente perecível. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes manifestações não é considerada tardia na Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)?

<p>Microcefalia (B)</p> Signup and view all the answers

O teste de Inibição da Hemaglutinação (IHA) se baseia na interação entre quais componentes?

<p>Glicoproteína E1 do vírus e hemácias (C)</p> Signup and view all the answers

Em um paciente com suspeita de rubéola congênita, a detecção de altos níveis de qual anticorpo indica uma infecção recente?

<p>IgM (C)</p> Signup and view all the answers

Qual é o propósito da avidez IgG nos testes diagnósticos da rubéola?

<p>Diferenciar entre infecção recente e passada (A)</p> Signup and view all the answers

Qual dos seguintes exames não é utilizado especificamente para o diagnóstico da rubéola congênita/SRC?

<p>Hemólise radial simples (D)</p> Signup and view all the answers

Qual teste sorológico é crucial para identificar uma infecção primária por rubéola em uma gestante?

<p>Detecção de IgM antirrubéola. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual método de diagnóstico para citomegalovírus (CMV) pesquisa diretamente o antígeno pp65 no núcleo dos neutrófilos?

<p>Antigenemia CMV. (A)</p> Signup and view all the answers

Em quais situações a detecção de IgM antirrubéola é considerada importante?

<p>Na infecção primária materna, reinfecções e rubéola congênita. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes opções descreve corretamente a natureza do citomegalovírus (CMV)?

<p>Um vírus DNA da família Herpesviridae. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes opções descreve uma limitação do exame histopatológico e citológico no diagnóstico de CMV?

<p>Pode apresentar resultados falso-negativos. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual dos seguintes medicamentos é um análogo da guanina usado no tratamento de infecções invasivas por CMV?

<p>Ganciclovir. (C)</p> Signup and view all the answers

Quais condições podem levar à reativação do CMV em um indivíduo infectado?

<p>Depressão da imunidade celular, gravidez ou uso de drogas imunossupressoras. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes medidas de prevenção NÃO é recomendada para evitar a transmissão do CMV?

<p>Evitar contato com lesões cutâneas. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual é o principal reservatório do citomegalovírus (CMV)?

<p>O ser humano. (C)</p> Signup and view all the answers

Em qual tipo de amostra biológica a cultura viral para CMV geralmente é realizada?

<p>Em sangue, saliva, urina e sêmen. (A)</p> Signup and view all the answers

Como pode ocorrer a transmissão do CMV da mãe para o feto?

<p>Via transplacentária. (B)</p> Signup and view all the answers

Qual é a característica da infecção por CMV na maioria dos indivíduos?

<p>Comumente assintomática. (C)</p> Signup and view all the answers

O que indica a presença de IgM positivo em relação à infecção por CMV?

<p>Infecção ativa, ocorrendo há 10 a 12 semanas ou menos. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes características é típica da sífilis primária?

<p>Lesão ulcerada única, indolor, com bordas endurecidas. (C)</p> Signup and view all the answers

Em qual estágio da sífilis é comum observar o aparecimento de rash máculopapular (roséolas sifilíticas)?

<p>Sífilis secundária. (A)</p> Signup and view all the answers

O que define a sífilis latente recente em comparação com a sífilis latente tardia?

<p>O tempo desde a aquisição da infecção até a detecção sorológica. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes manifestações neurológicas pode ser observada na sífilis terciária?

<p>Paralisia de nervo craniano. (B)</p> Signup and view all the answers

Qual a principal forma de transmissão da sífilis?

<p>Transmissão sexual. (B)</p> Signup and view all the answers

Qual a característica principal das lesões de pele e mucosas observadas na sífilis terciária?

<p>Lesões granulomatosas destrutivas (gomas). (D)</p> Signup and view all the answers

Em qual período a transmissão vertical da sífilis para o feto pode ocorrer?

<p>Em qualquer fase da gestação. (C)</p> Signup and view all the answers

Qual dos seguintes não é uma característica da sífilis secundária?

<p>Lesões neurológicas como tabes dorsalis. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes opções melhor descreve uma infecção primária por CMV em gestantes?

<p>Infecção inicial em uma gestante soronegativa, elevando o risco de transmissão para o feto. (C)</p> Signup and view all the answers

Em pacientes imunocomprometidos, como pacientes com HIV, transplantados ou em tratamento de câncer, qual é o principal risco associado à infecção por CMV?

<p>Reativação do vírus, levando a infecções oportunistas. (A)</p> Signup and view all the answers

Quais são as principais alterações observadas em um recém-nascido com infecção congênita por CMV?

<p>Icterícia, hepatoesplenomegalia, microcefalia, calcificações intracranianas e convulsões. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual é o mecanismo de evasão da resposta imune utilizado pelo CMV para persistir no organismo?

<p>Inibição da função de linfócitos e leucócitos, bloqueando a apresentação de antígenos e a ação de células NK. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual achado laboratorial é característico da infecção por CMV no hemograma?

<p>Célula aumentada contendo um corpo de inclusão intranuclear basofílico com aparência de &quot;olho de coruja&quot;. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual teste sorológico é usado para confirmar infecção congênita por CMV em um recém-nascido?

<p>Teste de avidez de IgG. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual é a importância do exame de PCR no diagnóstico de infecções por CMV?

<p>Determinar a presença e quantidade de DNA ou proteínas virais, útil para indicar doenças invasivas. (C)</p> Signup and view all the answers

Qual o significado da detecção de vírus CMV em amostras de urina, lágrima ou saliva?

<p>Pode ser apenas resultado de uma recidiva assintomática. (A)</p> Signup and view all the answers

Flashcards

Taxa de Transmissão Vertical da Sífilis

A taxa de transmissão da sífilis de uma mãe infectada para o feto varia de acordo com a fase da doença.

Síndrome da Sífilis Congênita

A sífilis congênita pode causar uma série de problemas de saúde no recém-nascido, incluindo problemas ósseos, dentários, auditivos e neurológicos.

Aborto Espontâneo/Óbito Fetal por Sífilis

A sífilis congênita pode causar aborto espontâneo ou óbito fetal.

Microscopia em Campo Escuro

Um método para diagnosticar a sífilis é examinar material da ferida da sífilis em um microscópio.

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Coloração de Fontana-Tribondeaux

A coloração de Fontana-Tribondeaux é um método para identificar a bactéria da sífilis em amostras de tecido.

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Testes Não Treponêmicos

Esses testes detectam anticorpos contra a sífilis. São mais sensíveis, mas menos específicos que os testes treponêmicos.

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VDRL (Venereal Disease Research Laboratory)

O VDRL é um teste de floculação, ou seja, a reação dos anticorpos com as partículas de cardiolipina irá criar uma floculação visível.

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FTA-Abs (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption)

Esse teste é considerado o padrão ouro para o diagnóstico da sífilis. Detecta anticorpos contra o Treponema pallidum.

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Sífilis

Doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum, que se caracteriza por um curso crônico, com períodos de atividade e latência. A sífilis é transmitida por contato sexual, parenteral e vertical, podendo resultar em complicações graves, incluindo neurossífilis, aortite e sífilis congênita.

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Sífilis Primária

Primeira fase da sífilis, caracterizada pelo aparecimento do cancro duro, uma úlcera indolor de bordas endurecidas. O cancro duro desaparece espontaneamente após algumas semanas, mas a sorologia se mantém positiva.

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Sífilis Secundária

Fase da sífilis que se manifesta com lesões mucocutâneas e sintomas constitucionais. As lesões são disseminadas pelo corpo e podem incluir rash, pápulas palmoplantares, alopécia e adenomegalia.

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Sífilis Latente

Fase da sífilis em que o paciente não apresenta sintomas clínicos, mas a sorologia é positiva. Pode ser classificada em recente (menos de 1 ano) ou tardia (mais de 1 ano).

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Sífilis Terciária

Fase avançada da sífilis, caracterizada por lesões granulomatosas de pele e mucosas, envolvimento cardiovascular e neurossífilis.

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Sífilis Congênita

Transmissão da sífilis da mãe para o feto durante a gestação, podendo causar graves malformações e doenças no recém-nascido.

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Roséolas Sifilíticas

Lesões cutâneas características da sífilis secundária, caracterizadas por manchas vermelhas e planas.

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Neurossífilis

Acometimento do sistema nervoso central pela sífilis, levando à perda da audição, visão, paralisia, demência e outras complicações neurológicas.

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Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)

A síndrome da rubéola congênita (SRC) é uma condição causada pela infecção do vírus da rubéola durante a gravidez, resultando em defeitos de nascimento graves no feto.

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Ação Citopática do Vírus

A ação citopática do vírus da rubéola em replicação causa danos celulares, levando a uma variedade de problemas de saúde, incluindo catarata, glaucoma, surdez, problemas cardíacos e retardo no desenvolvimento.

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Anticorpos IgG e IgM

A presença de IgG e IgM contra o vírus da rubéola no sangue é um indicativo de infecção. A IgM é específica para infecções recentes, enquanto a IgG indica infecção passada ou imunidade.

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Cultura Viral, PCR e Imunofluorescência

A cultura viral, PCR (reação em cadeia da polimerase) e imunofluorescência são métodos de diagnóstico laboratorial que permitem identificar a presença do vírus da rubéola em amostras biológicas.

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Inibição da Hemaglutinação (IHA)

O teste de Inibição da Hemaglutinação (IHA) foi utilizado para detectar anticorpos contra o vírus da rubéola, mas foi substituído por testes mais confiáveis e práticos.

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Glicoproteína E1

A glicoproteína E1 do vírus da rubéola é capaz de aglutinar hemácias (glóbulos vermelhos). A presença de anticorpos contra a rubéola no sangue impede a aglutinação, pois os anticorpos se ligam ao vírus.

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IgG e IgM em Recém-Nascidos

A presença de IgG e IgM contra o vírus da rubéola no sangue do bebê é uma forte indicação de SRC, mesmo na ausência de sintomas. A avidez IgG também é útil para determinar se a infecção ocorreu durante a gravidez.

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Danos Neurológicos e Outros Problemas

A SRC pode causar danos neurológicos, incluindo meningoencefalite, retardo mental e microcefalia. Também pode levar a problemas cardíacos, de visão e audição.

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Cultura Viral para CMV

Método diagnóstico para detecção do CMV em amostras biológicas, utilizando microscopia eletrônica para identificar o vírus em células cultivadas.

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Diagnóstico Histopatológico e Citológico para CMV

Método realizado em fragmentos de tecidos (rim, fígado, pulmão) para identificar a presença de inclusões citomegálicas, sinais característicos da infecção por CMV.

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Antigenemia CMV

Teste que detecta a presença do antígeno pp65 do CMV no núcleo de neutrófilos, um marcador típico da infecção por CMV.

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Ganciclovir: Antiviral para CMV

Medicamento antiviral utilizado para tratar infecções por CMV invasivas, especialmente em indivíduos imunocomprometidos. Age inibindo a ação da DNA polimerase viral.

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Prevenção de CMV: Higiene Pessoal

Uma das principais medidas preventivas contra a infecção por CMV. Envolve a adoção de práticas de higiene pessoal para evitar a transmissão do vírus.

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Infecção Primária por CMV

Ocorre quando o vírus infecta um indivíduo que nunca teve contato com o CMV antes, ou seja, não possui anticorpos contra o vírus.

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Infecção Secundária por CMV

Ocorre em indivíduos que já tiveram contato prévio com o CMV, seja por infecção prévia ou vacinação, e possuem anticorpos contra o vírus. Neste caso, o vírus pode se reativar ou haver uma nova infecção.

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Infecção Congênita por CMV

Ocorre quando o vírus está presente no sangue de um bebê ao nascer. Pode ser causado por infecção primária durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, quando o vírus pode atravessar a placenta e atingir o feto.

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Infecção por CMV

A presença de um vírus em qualquer parte do corpo ou evidências sorológicas (anticorpos) da infecção.

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CMV em Pacientes Imunodeprimidos

A CMV é um vírus com alta taxa de reativação, tornando-se uma ameaça para pacientes imunodeprimidos. Pode levar a uma série de complicações, como febre persistente, alterações sanguíneas e hepáticas, úlceras gástricas, inflamação na retina (retinite) e pneumonia.

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Hemograma como Diagnóstico de CMV

Caracterizada pela presença de células anormais no sangue, que podem ter um aspecto de 'olho de coruja', indicando a presença do CMV. O exame microscópico do sangue é utilizado para detectar essas células.

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Sorologia para Deteção de CMV

Usado para detectar a presença de anticorpos contra o CMV no sangue do paciente. Pode ajudar a identificar a infecção, a infecção passada ou a reativação do vírus.

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PCR para Diagnóstico de CMV

Um método sensível e preciso para detectar o DNA do CMV no sangue, saliva, urina, líquidos corporais ou tecidos. É útil para diagnosticar infecções ativas, monitorizar a resposta ao tratamento e avaliar o risco de reativação do vírus.

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Imunofluorescência indireta

A imunofluorescência indireta é um método de diagnóstico laboratorial que utiliza anticorpos marcados com um corante fluorescente para detectar a presença de antígenos específicos. Este método é usado para diagnósticar doenças infeciosas, doenças autoimunes e outras condições.

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ELISA para IgM antirrubéola

O teste ELISA, para detecção de IgM antirrubéola, é essencial para o diagnóstico de infecção primária materna e rubéola congênita. O IgM é um anticorpo que aparece no início da infecção e pode ser usado para identificar infecções agudas.

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Teste de avidez de IgG

O teste de avidez de IgG, também conhecido como Teste de Avidez de Anticorpos, avalia a força da ligação dos anticorpos IgG ao antígeno. Um índice de avidez baixo indica uma infecção recente por rubéola, enquanto um índice alto sugere uma infecção passada.

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Citomegalovírus (CMV)

O citomegalovírus (CMV) é um vírus DNA que pertence à família Herpesviridae. Causa uma doença de inclusão citomegálica, replica-se no núcleo da célula, é um vírus oportunista, caracteriza-se por latência, recorrência e cronicidade.

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Transmissão do CMV

O CMV é transmitido por contato direto ou imediato entre pessoas, através de secreções respiratórias, saliva, sangue, urina, secreções genitais, leite materno, etc. A transmissão pode ser vertical, da mãe para o feto (infecção congênita), ou horizontal, por contato direto ou por secreções contaminadas (infecção perinatal ou adquirida).

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Sintomas da infecção por CMV

A maioria das pessoas infectadas com o citomegalovírus não apresenta sintomas. Quando a infecção é sintomática, os sintomas mais comuns incluem: febre, fadiga, mialgia, náusea, diarreia, linfonodomegalia cervical, linfocitose, aumento de AST e ALT.

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Diagnóstico da infecção por CMV

A infecção por citomegalovírus é diagnosticada por meio da detecção de anticorpos IgM, que indicam uma infecção recente. O IgM positivo é detectado entre 10 a 12 semanas após a infecção. A soroconversão, caracterizada pela presença de IgG positivo, confirma a infecção. O CMV pode causar reação cruzada com outros herpesvírus.

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Study Notes

Sífilis

  • É uma doença infecciosa, sistêmica e crônica, sujeita a surtos e períodos de latência.
  • Transmitida por via parenteral (baixa), sexual e vertical; forma congênita grave.
  • Período de incubação de 2 a 4 semanas (10 a 90 dias).
  • Transmissão por contato direto com lesões infectadas (pele ou mucosa), fluidos corporais, transfusão de sangue e transmissão perinatal.

Estágios Clínicos - Sífilis

Primária

  • Primeiro episódio sintomático da sífilis.
  • Caracterizada por um cancro duro ou protossifiloma, uma lesão ulcerada única, indolor, com bordos endurecidos e elevados, e fundo limpo.
  • Regressão espontânea em 2 a 6 semanas, com sorologia positiva.

Secundária

  • Recorrência da lesão primária com disseminação de treponemas pelo organismo.
  • Ocorre 4 a 10 semanas após o aparecimento da úlcera, podendo ocorrer até dois anos depois.
  • Duração de 2 a 6 semanas.
  • Lesões mucocutâneas associadas a sintomas constitucionais, como rash máculopapular, pápulas palmoplantares, alopécia e adenomegalia generalizada, condiloma plano.
  • Possíveis complicações hepatite e glomerulonefrite por imunocomplexos.

Latente Recente e Tardia

  • Ausência de sinais e sintomas clínicos.
  • Diagnóstico por testes sorológicos:
  • Duração variável; período após a infecção com T. pallidum quando o paciente é soropositivo, mas não apresenta sinais ou sintomas da doença.
  • Recente: adquirida em menos de 1 ano da detecção sorológica.
  • Tardia: adquirida em mais de 1 ano da detecção sorológica.

Terciária

  • Lesões cutâneas e mucosas evoluindo com granulomas destrutivos (gomas).
  • Envolvimento cardiovascular (aortite).
  • Neurossífilis (acometimento de nervos cranianos e AVC).
  • Lesões neurológicas, incluindo tabes dorsalis e demência.
  • Lesões cardiovasculares, como aneurisma aórtico.
  • Lesões articulares, como artropatia de Charcot.

Sífilis Congênita

  • Transmissão materna durante a gestação, em qualquer fase.
  • Taxa de transmissão vertical varia de 70 a 100% nas fases iniciais e 30% nas fases mais tardias.
  • Alta taxa de morte perinatal (40% das crianças infectadas).
  • Síndrome de sífilis congênita
    • Baixo peso ao nascer, alterações ósseas.
    • Nariz em sela e fronte olímpica.
    • Dente de Hutchinson.
    • Icterícia.
    • Ceratite.
    • Surdez.
    • Hidrocefalia.
    • Doenças do trato respiratório.
    • Hepatoesplenomegalia.
    • Abortamento ou natimorto.

Diagnóstico Laboratorial

  • Pesquisa direta: exame microscópico em campo escuro, usando técnica de anticorpos fluorescentes, para identificar a presença da espiroqueta.
  • Campo escuro, visualização das espiras (6 a 8).
  • Coloração de prata (Fontana-Tribondeaux) ou panótico (Giemsa).
  • Imunofluorescência direta (anticorpos).
  • PCR (soro e LCR).
  • Reações não-treponêmicas (VDRL): identificam reaginas (anticorpos inespecíficos) em pacientes com sífilis; alta sensibilidade, baixa especificidade; usada para triagem e monitorar o tratamento.

Reações não-treponêmicas - SORO E LCR

  • Detecta os antígenos cardiolipínicos.

Testes sorológicos

  • Teste rápido: reação de micro-hematoaglutinação, em que hemácias sensibilizadas com antígenos de T. pallidum são usadas.
  • Elisa (enzima-ligada imunoabsorção): detecção de anticorpos treponêmicos no soro do paciente.
  • FTA-Abs (Imunofluorescência): identifica anticorpos em pacientes com sífilis; utilizado para confirmar o diagnóstico.
  • Carbotest: teste utilizado para detecção da sífilis.

Tratamento

  • Primárias, secundárias e latentes recentes com Penicilina G Benzatina (adultos 2,4 milhões UI IM em dose única; crianças, 50.000 UI/Kg IM em dose única).
  • Terciária e latentes tardias com Penicilina G Benzatina, 2,4 milhões UI IM semanalmente por 3 semanas.

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Description

Este quiz aborda a sífilis, uma doença infecciosa crônica, detalhando seus principais estágios clínicos, como a sífilis primária e secundária, e formas de transmissão. Conheça os sintomas e o período de incubação dessa patologia, assim como o impacto da transmissão vertical e por contato com lesões infectadas.

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