Afecções da pele 2024 PDF
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Faculdades Integradas do Ceará
Mirian Parente Monteiro
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Este documento fornece informações sobre afecções da pele, incluindo diferentes tipos de lesões, como máculas, vesículas e pápulas. Aborda condições como dermatite, eczema e eritema multiforme, com ênfase nos sintomas, fatores agravantes e tratamento. É importante consultar um médico para o diagnóstico e tratamento adequado de quaisquer afecções da pele.
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Semiologia Profª. Mirian Parente Monteiro Introdução Maior órgão do corpo, responsável por inúmeras funções fisiológicas e imunológicas. Representa de 6 a 7% do peso corporal. Lesões elementares Lesões primárias – quando aparecem sobre pele sadia. Lesões secundárias – quando se sobrepõ...
Semiologia Profª. Mirian Parente Monteiro Introdução Maior órgão do corpo, responsável por inúmeras funções fisiológicas e imunológicas. Representa de 6 a 7% do peso corporal. Lesões elementares Lesões primárias – quando aparecem sobre pele sadia. Lesões secundárias – quando se sobrepõem sobre a pele previamente lesionada. Lesões mistas – quando em uma mesma enfermidade se associam lesões primárias e secundárias. Lesões da pele Lesões primárias Lesões secundárias Mácula Crosta Vesícula Escara Pápula Fissura Placa Esclerose Pústula Cicatriz Nódulo Perda de substância Escama Atrofia Ceratose Tumor Dermatite O significado da palavra "dermatite" é inflamação da pele. Na dermatologia clínica, utiliza-se dermatite para descrever uma variedade de diferentes doenças cutâneas que compartilham o mesmo padrão de reação inflamatória com manifestações clínicas semelhantes. Eczema/dermatites Eczema é o termo usado como sinônimo de dermatite. Dermatite é mais comumente usado quando um fator precipitante externo está presente. (dermatite de contato). Eczema atópico – afeta mais de 20% de crianças, em muitas das quais o eczema desaparece ou melhora com a idade de modo que apenas 2-10% de adultos são afetados. Atopia é um termo que tem sido usado para descrever um grupo de doenças, como por exemplo: eczema, asma e hay fever*, que se manifesta nas famílias. *Hay fever- reação física ao pólen de plantas que causa nas pessoas problemas nos olhos, nariz, garganta e pulmões. Cambridge Academic Content Dictionary © Cambridge https://www.google.com/search?q=eczema+de+pele+imagens&rlz=1C1VSNC_enBR602BR602&sxsrf=ACYBGNTCYTljkW- DEnRuuUzywqsfGWxmaA:1572885957827&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiajafmgNHlAhUIGLkGHXKRCnwQ _AUIEigB&biw=1444&bih=729 Eczema A erupção cutânea do eczema tipicamente apresenta- se como pele seca e escamosa que pode estar inflamada e ter pequenas manchas vermelhas. Muitos casos de eczema de brando a moderado podem ser tratados pelo próprio paciente com suporte do farmacêutico. Dermatite atópica A dermatite atópica (comumente chamada de eczema) é uma inflamação crônica e pruriginosa nas camadas superficiais da pele, e costuma afetar indivíduos que sofrem de febre do feno ou de asma, bem como pessoas que têm familiares com estas doenças. A dermatite atópica geralmente surge na infância. Na fase inicial (aguda), a erupção cutânea surge no rosto e depois se espalha para o pescoço, o couro cabeludo e para os braços e as pernas. Dermatite atópica Na fase crônica (tardia) da dermatite atópica, a erupção cutânea muitas vezes ocorre em apenas um ou alguns pontos, como na dobra interna da área do cotovelo vista aqui. Fatores que podem desencadear as exacerbações da dermatite atópica estresse emocional; mudanças de temperatura ou umidade; presença da bactéria Staphylococcus aureus na pele; certas partículas no ar (como ácaros de poeira, bolores, pelos de animais); produtos para cuidados da pele (como cosméticos, perfumes, sabonetes fortes); suor e contato com roupas de tecidos irritantes (especialmente lã). Em algumas crianças pequenas, as alergias a determinados alimentos podem provocar dermatite atópica. A pele pode apresentar-se rachada e “ chorosa” e algumas vezes torna-se espessada. O eczema causa irritação e pode causar muita coceira. https://www.google.com/search?q=eczema+de+pele&rlz=1C1VSN C_enBR602BR602&sxsrf=ACYBGNRJPgLLKO2LrV0xv7QoAptZ9 asXsg:1572877858235&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahU KEwielI_Q4tDlAhUVI7kGHYG5BlEQ_AUIEigB&biw=1444&bih=77 8#imgrc=FV7J7S-pqd9bxM: Fonte: Atopic Dermatitis (Eczema) JAMA. 2023;329(3):268. doi:10.1001/jama.2022.21457 Eritema Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt- br/profissional/dist%C3%BArbios- dermatol%C3%B3gicos/hipersensibilidade-e- doen%C3%A7as-cut%C3%A2neas- reativas/eritema-multiforme Em geral, o eritema multiforme surge de repente, com caroços avermelhados irrompendo nos braços, nas pernas e na face e depois ampliando-se em círculos. Muitas vezes, a erupção cutânea também ocorre nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. As áreas avermelhadas são distribuídas igualmente em ambos os lados do corpo. Muitas vezes surgem anéis empalidecidos dentro das manchas e centros roxos (chamados lesões em “alvo” ou “íris”) e bolhas pequenas. As placas vermelhas podem não causar sintomas, mas às vezes elas coçam ou ardem levemente. Muitas vezes, formam-se bolhas dolorosas nos lábios e no revestimento da boca e, raramente, nos olhos. TRATAMENTO Às vezes, tratamento para aliviar a coceira. Anestésicos para bolhas na boca. Às vezes, medicamentos antivirais. O eritema multiforme desaparece por si só; portanto, geralmente não é necessário tratamento. Todavia, o tratamento de qualquer infecção subjacente é útil. Se a coceira for incômoda, tratamentos para coceira convencionais, como anestésicos e corticosteroides aplicados na pele, podem ser úteis. O que você precisa saber Idade Distribuição do eczema Ocupação/contato História prévia História de febre causada por pólen de plantas /asma Fatores agravantes Medicamentos Idade / distribuição do eczema A distribuição do eczema tende a variar com a idade. Crianças – usualmente presente na área da fralda, pescoço, parte de trás do couro cabeludo, na face, nos vincos dos membros e nas costas dos pulsos. Nas crianças de pele clara o eczema é mais acentuado nas dobras: atrás dos joelhos, nas juntas intenas dos cotovelos, ao redor dos pulsos, mãos, tornozelos, pescoço e em volta dos olhos. Nas crianças negras e nos asiáticos, o eczema é mais frequente na superfície extensora de juntas e pode ter uma aparência mais folicular. Eczemas em crianças Idade / distribuição do eczema Adultos – os locais mais comuns de distribuição são pescoço, dorso das mãos, virilha, em volta do ânus, nos tornozelos e pés. O eczema do intertrigo é causado por infecções fúngicas e é encontrada nas dobras de pele ou áreas obstruídas tais como embaixo dos seios nas mulheres,virilhas ou axilas. intertrigo História prévia Pacientes podem solicitar ao farmacêutico uma recomendação de tratamento para eczema. Nos eczemas suaves a moderados podem ser usados emolientes e fazer aconselhamentos sobre cuidados para a pele. Hidrocortisona tópica e clobetasona podem ser recomendados para essa condição. Nos eczemas graves ou infectados melhor referir o paciente ao médico. História de febre causada por pólen e/ou asma. Muitos eczemas podem estar associados com sensibilidade ao pólen e/ou asma. Existe, com frequência (aproximadamente 80% dos casos), uma história familiar de eczema, sensibilidade ao pólen e/ou asma. Eczema que ocorre nessas situações é chamado de eczema atópico. Fatores agravantes no eczema atópico Eczema atópico pode piorar por sasonalidade, e por poeira doméstica, ou pelos de animais. Fatores que ressecam a pele tais como sabonetes ou detergentes e o vento frio podem agravar essa condição. Certos tipos de vestimenta com material de lã podem irritar a pele. Fatores agravantes no eczema atópico Numa pequena minoria de pessoas (menos de 5%) o eczema pode estar relacionado com leite de gado, ovos, e corantes alimentícios como a tartrazina. Fatores emocionais, estresse e preocupações podem algumas vezes exarcebar o eczema. Soluções antisépticas aplicadas diretamente na pele ou adicionadas à água do banho podem irritar a pele. Dermatite de contato Dermatite de contato é causada por resposta alérgica a substâncias as quais incluem: cromatos (presente no cimento e tinta anti-ferrugem) níquel (presente nas bijouterias bem como no chapeamento de tesouras; Borracha e resina colofonia em emplastros adesivos; Corantes; Certas plantas (exemplo: prímulas) Agentes redutores e oxidantes (como aqueles usados por cabelereiros). Dermatite de contato Aparece na infância, tão precocemente quanto 3 meses de idade. Na fase aguda, as lesões são manchas ou placas intensamente pruriginosas, vermelhas, espessas e escamosas que podem sofrer erosão depois de coçadas. Na fase crônica, o atrito e o ato de coçar criam lesões cutâneas que parecem secas e liquenificadas. A distribuição das lesões é específica da idade. Em lactentes, as lesões caracteristicamente ocorrem na face, no couro cabeludo, no pescoço, nas sobrancelhas e nas superfícies extensoras dos membros. Em crianças maiores e adultos, as lesões ocorrem nas superfícies flexurais como pescoço, e fossas antecubital e poplítea. Dermatite de contato Prurido intenso é uma característica chave. O prurido costuma preceder as lesões e piora com ar seco, sudorese, irritação local, roupas de lã e estresse emocional. Gatilhos ambientais comuns dos sintomas incluem: Banhos ou lavagens em excesso Sabões abrasivos Colonização da pele por Staphylococcus aureus Sudorese Tecidos ásperos e lã Medicamentos Dermatite de contato pode ser causada ou agravada por sensibilização ao medicamentos de uso tópico. O farmacêutico deve perguntar quais tratamentos já foram utilisados. Medicamentos aplicados localmente podem causar dermatite alérgica, como: anestésicos locais; anti-histamínicos; antibióticos e antisépticos; lanolina. Dermatite de contato Medicamentos (incluindo corticosteroides tópicos, lanolina, neomicina, álcool, corticosteroides tópicos álcool estearil cetílico). Maquiagem de olhos pode causar dermatite de contato alérgica. Ocupação/forma de contato Dermatite de contato pode ser causada por substâncias que irritam a pele ou desencadeiam uma reação alérgica. Dermatite de contato irritante é mais comumente causada por exposição prolongada à agua. Ocupações típicas incluem pessoal de limpeza, cabelereiro, processamento de alimentos, pesca e engenharia de metais. Substâncias que podem irritar a pele incluem agentes de limpeza, agentes desengordurantes, solventes e óleos. Tais substâncias podem causar dano rápido e direto à pele ou, no caso de irritantes mais fracos, exercer efeito após exposição continuada. Dermatite de fralda é exemplo de dermatite irritante e pode ser complicada por infecção. Dermatite de contato A dermatite de contato é uma inflamação da pele causada por contato direto com uma substância em particular. A erupção cutânea coça muito, mantendo-se limitada a uma área específica, e geralmente com bordas bem definidas. Quando referir ao médico Evidência de infecção (“chorando”, com crostas, espalhando) Condição grave: muito fissurada/pele rachada/ sangramento Falha de medicamento Nenhuma causa identificável ( a menos que previamente diagnósticado como eczema) Duração mais que duas semanas. Se exceder o prazo de tratamento. Medicamentos Alguns preservantes podem causar sensibilização. Informação relacionada com diferentes preparações podem ser fornecidas pelo farmacêutico ou pelo fabricante do produto. Prazo de tratamento A maioria dos casos de eczema atópico de brando a moderado, dermatite irritante e alérgica deve responder aos cuidados da pele e tratamento com produtos OTC. Se nenhuma melhora é observada após 1 semana, recomenda-se referir ao médico. Nos casos em que o farmacêutico é capaz de identificar a causa de uma irritação ou dermatite alérgica, a hidrocortisona tópica ou clobetasona são medicamentos que conferem resolução. Dermatite seborreica A dermatite seborreica é uma doença inflamatória comum das regiões da pele com alta densidade de glândulas sebáceas (p. ex., face, couro cabeludo, esterno). A causa é desconhecida, mas Malassezia spp, uma levedura cutânea normal, desempenha um papel importante. A dermatite seborreica ocorre com maior frequência em pacientes com HIV, provavelmente por causa do desequilíbrio das respostas pró e anti-inflamatórias dos linfócitos T, e naqueles com certas doenças neurológicas. Dermatite seborreica Fonte: https://www.google.com/search?rlz=1C1OKWM_pt BRBR957BR972&q=dermatite+seborreica&tbm=isc h&sa=X&ved=2ahUKEwihlMiErb7_AhVEtJUCHX2c BJoQ0pQJegQICxAB&biw=1366&bih=657&dpr=1 Dermatite seborreica Os sintomas de dermatite seborreica se desenvolvem gradualmente, e a dermatite geralmente só é aparente como flocos secos (caspa) ou descamação difusa, seca ou oleosa do couro cabeludo (caspa) com prurido variável. Na doença grave, aparecem pápulas descamativas amarelo- avermelhadas ao longo da linha do cabelo, atrás das orelhas, nas sobrancelhas, nas dobras Fonte: nasolabiais e ao longo do https://www.msdmanuals.com/ptbr/profissional/dist%C3 %BArbios-dermatol%C3%B3gicos/dermatite/dermatite- esterno. seborreica Dermatite seborreica A dermatite seborreica causa prurido ocasional, caspa e descamação gordurosa amarelada no couro cabeludo, ao longo da linha do cabelo e na face. O diagnóstico é clínico. O tratamento é com antifúngicos, corticoides tópicos, alcatrão e ceratolíticos. A incidência e gravidade da doença parecem ser afetadas por fatores genéticos ou emocionais, estresse físico ou clima (em geral piora no frio). ACOLHIMENTO DA DEMANDA Escutar e compreender a demanda do paciente. Acolher bem inclui um local adequado que garanta privacidade e comodidade. Na abordagem ao paciente, o farmacêutico deve sempre se mostrar acessível e solidário, com linguagem prática e de fácil compreensão, transmitindo ao paciente naturalidade e conforto quanto ao problema de saúde autolimitado, particularmente nos quadros de micoses. Perguntas que podem ser feitas ao paciente sobre a afecção de pele História familiar de problemas de pele? História familiar de exposição laboral a produtos químicos ? Viagens recentes? Perguntas que podem ser feitas ao paciente sobre a afecção de pele Quando começou? É contínua ou intermitente? As lesões são similares desde o início ou se modificaram? Quais os sintomas cutâneos predominantes? (dor, ardor,prurido) A lesão está acompanhada por sintomas sistêmicos? História farmacológica Uso de medicamentos prescritos? Uso de medicamentos de venda livre? Uso de medicamentos tópicos? Antecedentes prévios de alergias a medicamentos? Emolientes Emolientes são a chave para o manejo do eczema. São cremes e unguentos medicamentosamente inertes que podem ser usados para acalmar a pele, reduzir a irritação, prevenir o ressecamento da pele, agir como uma camada protetora e serem usados como substitutos do sabonete. Podem ser aplicados diretamente sobre a pele ou adicionados a água do banho. Emolientes Existem diferentes tipos de preparação de emolientes que variam quanto ao teor gorduroso. As preparações gordurosas como aquelas com parafina branca são as mais efetivas, especialmente na pele seca, mas apresentam a vantagem de ser desagradáveis para usar. A preferência do paciente é muito importante e desempenha o papel maior na adesão ao tratamento com emolientes. EMOLIENTES TÓPICOS Emolientes As preparações emolientes devem ser usadas sempre que necessário para manter a pele hidratada e úmida. São necessárias várias e frequentes aplicações para alcançar essa condição. Sabonetes comuns têm efeito de ressecar a pele e piorar o eczema. Cremes aquosos podem ser usados como substituto do sabonete. Devem aplicados na pele seca e enxaguados com água. Alguns pacientes acreditam erroneamente que o banho piora o eczema. De fato, o banho ajuda a remover detritos e crostas. Corticosteroides tópicos Hidrocortisona creme e unguento e clobetasona 0,05% podem ser vendidos para uma faixa limitada de indicações. Hidrocortisona tópica é licenciada para tratamento de dermatite alérgica e irritativa, picada de insetos e eczema de leve a moderado. Hidrocortisona é contra-indicada onde a pele está infectada (exemplo: pé de atleta ou aftas), na acne, na face e áreas anogenitais. Crianças acima de 10 anos e adultos podem ser tratados, mas em qualquer situação o tratamento não pode ser de mais que 1 semana. Corticosteroides tópicos Clobetasona tópica a 0.05% * é um medicamento para tratamento de curto prazo e controle das manchas de eczemas e dermatites em pessoas acima de 12 anos. As indicações incluem eczema atópico ou dermatite alérgica e exclui a dermatite seborreica. * Clobetasona tópica a 0.05% não é um MIP. Antipruriginosos Preparações antipruriginosos são algumas vezes úteis embora evidência de efetividade ainda é escassa. A coceira do eczema não está relacionada com histamina. Dessa forma o uso de anti-histamínicos não é indicado. Calamina aquosa em creme pode ser usada e adição mentol a 1% aumenta a ação antipruriginosa e produz ação refrescante. Infecções fúngicas As infecções por fungos podem ser classificadas em: Sistêmicas ou profundas. Dermatofitoses = superficiais não invasivas. Micoses intermédias = afetam mucosas cutâneas internas. Fármacos antifúngicos, em sua maioria, são inativos contra bactérias e tem espectro antifúngico estreito. Infecções fúngicas iatrogênicas Estão associadas com o uso de antibióticos de amplo espectro, corticosteróides, antineoplásicos, fármacos imunossupressores, dentaduras, cateteres, implantes e surgimento da AIDS. Fatores de risco para as micoses superficiais Representam a presença de regiões no corpo que são aquecidas e têm umidade (dobras de pele); pacientes imunossuprimidos; uso de corticosteroides; viver em climas com alta umidade; uso de roupas e sapatos oclusivos; obesidade; presença de dermatite atópica. Dermatofitoses São causadas pelos dermatófitos que pertencem a três gêneros: Trichophyton, Epidermophyton e Microsporum. Existem 22 espécies de Trichophyton; 16 espécies de Microsporum e 2 espécies de Epidermophyton. Dermatofitoses As dermatofitoses incluem várias entidades clínicas distintas, dependendo do sítio anatômico e dos agentes etiológicos envolvidos. Clinicamente, as condições incluem tinea capitis, tinea favosa (favus resultante da infecção por Trichophyton schoenleinii), tinea corporis (micose da pele glabra), tinea imbricata (micose resultante da infecção por Trichophyton concentricum), tinea cruris (micose da virilha), tinea unguium ou onicomicose (micose das unhas), tinea pedis (micose dos pés), tinea barbae (micose da barba) e tinea manuum (micose das mãos). Subtipos de micoses superficiais e suas localizações com principais sinais e sintomas Fonte: Conselho Federal de Farmácia: Protocolo de micoses superficiais Atenção! O farmacêutico deve estar atento para descartar problemas de saúde dermatológicos de maior gravidade e que necessitarão de encaminhamento. Candidíase Paroníquia Onicomicoses Tinea capitis Tinea capitis A apresentação clínica da tinea capitis varia de uma dermatose não inflamada escamosa semelhante à dermatite seborreica a uma doença inflamatória com lesões eritematosas escamosas e queda de cabelo ou alopecia que pode progredir para abscessos profundos gravemente inflamados denominados kerion, com potencial para cicatrizes e alopecia permanente. O tipo de doença desencadeada depende da interação entre o hospedeiro e os agentes etiológicos. Figura 1.(A) Tinha do couro cabeludo, forma clínica tonsurante tricofítica. (B) Tinha do couro cabeludo, forma clínica inflamatória kerium celsi. Fonte: Tinea capitis: tratamento em população pediátrica. Observações em 99 casos. Anais Brasileiros de Dermatologia 2024; 99(2) :277---283 Tinea cruris Tinea barbae Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Case-2-clinical-picture-of-tinea-barbae-caused-by- Trichophyton-benhamiae-Erythematous_fig2_367979378 Tinea barbae Tinea barbae é uma infecção dermatófita superficial que se limita às áreas barbadas da face e do pescoço e ocorre quase exclusivamente em adolescentes mais velhos e adultos do sexo masculino. A apresentação clínica da tinea da barba inclui placas inflamatórias, profundas, e manchas superficiais não inflamatórias semelhantes à tinea do corpo ou foliculite bacteriana. Pode ser vista como uma doença ocupacional entre pecuaristas. Tinea corporis Tinea corporis É uma infecção fúngica que ocorre como uma lesão circular que gradualmente se espalha após o início como uma pequena pápula vermelha. Frequentemente existe apenas uma lesão e a aparência característica é de uma área limpa com uma borda de avanço vermelha. Azóis tópicos tais como miconazol são efetivos para tratamento de tínea. Tinea favosa Visão do couro cabeludo de um paciente, que apresentava uma região de pele eritematosa e crostosa, acompanhada de queda de cabelo, causada pelo organismo fúngico dermatofítico Nannizzia gypsea. Esta condição é uma forma de micose conhecida como tinea capitis e, mais especificamente, tinea favosa. Tinea pedis Fonte: https://podiatryhq.com.au/tinea- pedis/ Fonte: https://bpac.org.nz/BPJ/2014/Decemb er/tinea-pedis.aspx Tinea pedis Pé de atleta Os fungos que causam a doença prosperam em condições de calor e umidade. Os espaços entre os dedos podem prover um bom ambiente de crescimento e a infecção portanto tem uma alta incidência. O problema é mais comum em homens que em mulheres e responde bem aos tratamentos com MIP. Aparência Pé de atleta usualmente apresenta-se como coceira e pele escamosa no espaço entre os dedos dos pés. As escamas da pele tornam-se brancas, maceradas e começam a descascar. A pele é usualmente avermelhada e pode ter coceira e dor. A pele pode ser seca e escamosa ou úmida e “chorosa”. Pé de atleta Quando referir ao médico Infecção grave, afetando outras partes do pé. Sinais de infecção bacteriana. Ausência de resposta apropriada ao tratamento. Envolvimento de unhas dos pés. Se o pé de atleta não responder ao tratamento dentro de 2 semanas, os pacientes devem encaminhados ao médico. Tratamento Várias preparações estão disponíveis para o tratamento de pé de atleta. Formulações incluem cremes, pós, soluções, sprays e tinturas. Uma revisão sistemática comparou a eficácia de alilaminas tópicas (terbinafina), azóis (clotrimazol, miconazol, cetoconazol), ácido undecilênico, e tolnaftato. Azóis Azóis tópicos podem ser usados para tratar várias infecções fúngicas, incluindo pé de atleta. Os azóis possuem um amplo espectro de ação e tem demonstrado ter tanto atividade antifúngica e antibacteriana. O tratamento deve ser aplicado 2 ou 3 vezes ao dia. Formulações incluem cremes, pós e sprays. Miconazol, clotrimazol e cetoconazol tem, ocasionalmente, sido reportado causar irritação da pele. Cetoconazol tem tratamento de 1 semana. Terbinafina Terbinafina está disponível como creme e formulações spray. Terbinafina creme é aplicado 1 a 2 vezes ao dia por 1 semana para casos de pé de atleta e por 1 a 2 semanas para tinea cruris. Terbinafina spray é usada por 1 semana para todas as indicações. Existe evidência que terbinafina é melhor que azóis na prevenção de recorrência. Terbinafina pode causar vermelhidão, coceira e ardor na pele. Tolnaftato Tolnaftato está disponível em pó, creme, aerosol e soluções sendo efetiva contra o pé de atleta. Possui apenas ação antifúngica. Deve ser aplicado 2x dia e 0 tratamento deve ser continuado por até 6 semanas. Tolnaftato pode arder levemente quando aplicado sobre a pele infectada. Undecelinatos Undecelinatos (undecelinato de zinco; ácido undecilênico e ( metil e propil undecilinato) Ácido undecilênico é um agente antifúngico, algumas vezes formulado com sais de zinco para conferir propriedades adstringentes. Tratamento deve ser continuado por 4 semanas. Hidrocortisona- creme ou pomada. A combinação de produtos contendo hidrocortisona junto com um agente antifúngico está disponível para uso no pé de atleta e intertrigo. Tratamento é limitado a 7 dias. Aspectos práticos no cuidado às infecções fúngicas-1 Calçados Evitar sapatos muito apertados e que são de material sintético. Sapatos de couro permitem a pele respirar. No período mais quente usar sandálias de dedo e quando possível não usar calçados. Usar meias de algodão que facilitam a evaporação da umidade, enquanto meias de nylon impedem isso. Aspectos práticos no cuidado às infecções fúngicas-2 Higiene dos pés Os pés deverão ser lavados cuidadosamente, secados vigorosamente, especialmente entre os dedos dos pés, antes da preparação antifúngica ser aplicada. Aspectos práticos no cuidado às infecções fúngicas- 3 Transmissão do pé de atleta Pé de atleta é facilmente transmitido e acredita-se seja adquirido andando-se de pés descalços nos pisos de balneários, locais de trabalho, escolas e clubes esportivos. Recomenda-se usar calçados tais como sandálias de borracha. Aspectos práticos no cuidado às infecções fúngicas-4 Prevenção da reinfecção Assegurar-se que sapatos e meias estão isentos de fungos. Meias devem ser trocadas e lavadas regularmente. Sapatos podem ser povilhados com talco fungicida para erradicar fungos. O talco antifúngico ajuda a absorver umidade e evita a maceração. Pacientes devem ser alertados para tratar todos os sapatos, uma vez que esporos de fungos podem estar presentes. Aspectos práticos no cuidado às infecções fúngicas-5 Frequência e duração do tratamento Produtos antifúngicos devem ser aplicados nos pés limpos e secos, duas vezes ao dia, pela manhã e à noite. Terbinafina e cetoconazol são usados por 1 semana, e outros tratamentos por mais tempo e conforme indicado no embalagem do produto. Para clotrimazol e miconazol, o tratamento deverá ser continuado pelo período estabelecido na bula do produto (usualmente 2 x por semana após o desaparecimento dos sintomas ) de forma a assegurar que a infecção foi erradicada. Um tratamento total no tempo de 2-4 semanas pode ser normal para miconazol e clotrimazol. Se a condição não melhorar após 2 semanas, o paciente deve ser referido ao médico. Quando referir ao médico Infecção grave, afetando outras partes do pé. Sinais de infecção bacteriana. Ausência de resposta apropriada ao tratamento. Envolvimento de unhas dos pés. Se o pé de atleta não responder ao tratamento dentro de 2 semanas, os pacientes devem encaminhados ao médico. Tratamento Várias preparações estão disponíveis para o tratamento de pé de atleta. Formulações incluem cremes, pós, soluções, sprays e tinturas. Uma revisão sistemática comparou a eficácia de alilaminas tópicas (terbinafina), azóis (clotrimazol, miconazol, cetoconazol), ácido undecilênico, e tolnaftato. Tinea nigra Tinea nigra Presenting Speckled or “Salt and Pepper” Pattern Volume 90: Issue 6: pg.981 Tinea versicolor (Ptiríase versicolor) Tinea versicolor é uma infecção fúngica cutânea superficial benigna comum, geralmente caracterizada por máculas e manchas hipopigmentadas ou hiperpigmentadas no tórax e nas costas. Em pacientes com predisposição, a tinea versicolor pode recorrer cronicamente. A infecção fúngica está localizada no estrato córneo. Tinea versicolor Em pacientes com pele mais clara, as Na pele escura, as áreas afetadas lesões frequentemente são bronzeadas podem ser hipopigmentadas ou claras ou salmão. hiperpigmentadas. Pitiríase versicolor As lesões de pitiríase versicolor mais comumente apresentam-se nas cores marrom ou bronzeada (hiperpigmentação) e esbranquiçada. Às vezes há inflamação branda causando coloração rosa. Pitiríase versicolor A pitiríase versicolor é uma infecção fúngica comum causada por Malassezia, uma levedura dimórfica lipofílica. É mais prevalente em adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária. É mais comum nos meses de verão e nas regiões tropicais. O distúrbio não ocorre devido à má higiene e não é contagioso, pois estes fungos são componentes da flora normal da pele. Áreas seborreicas, em particular o tronco e os ombros, são os locais mais envolvidos. Menos frequentemente, são vistas lesões na face – sobretudo em crianças – , no couro cabeludo, na fossa antecubital, na região submamária e nas virilhas. Tratamento de Tinea versicolor O tratamento da tinha versicolor é com qualquer fármaco antifúngico tópico. Exemplos incluem aplicação cutânea de sulfeto de selênio em xampus a 2,5% (10 minutos de aplicação diária, por 1 semana ou aplicação por 24h, semanalmente, por 1 mês); azóis tópicos (p. ex., cetoconazol a 2%, diariamente, por 2 semanas); banhos diários com sabão de piritionato de zinco a 2% ou xampu com ácido salicílico e enxofre a 2% aplicado à pele por 1 a 2 semanas. Pitiríase versicolor - tratamento Outras alternativas tópicas: cremes e loções azóis/alilaminas, propilenoglicol 50% em água; nistatina, ácido salicílico e uma grande variedade de xampus anticaspa. Os cremes (clotrimazol, miconazol, cetoconazol) devem ser aplicados à noite, durante 2 a 3 semanas e, depois, a aplicação deve ser repetida mensalmente para prevenir recorrências. Fonte: BVS Atenção Primária em Saúde. Disponível em: https://aps- repo.bvs.br/aps/como-manejar-casos-de-pitiriase-versicolor-com-ma-resposta-ao- tratamento-clinico/ ANAMNESE FARMACÊUTICA E VERIFICAÇÃO DE PARÂMETROS Para a interpretação dos sintomas do paciente é importante caracterizar a sua queixa com relação aos seguintes aspectos: tempo de início; frequência e duração; localização; característica; gravidade; ambiente; fatores que agravam ou que aliviam; sintomas associados e uso de medicamentos prévios. Azóis Azóis tópicos podem ser usados para tartar várias infecções fúngicas, incluindo pé de atleta. Os azóis possuem um amplo espectro de ação e tem demonstrado ter tanto atividade antifúngica e antibacteriana. O tratamento deve ser aplicado 2 ou 3 vezes ao dia. Formulações incluem cremes, pós e sprays. Miconazol, clotrimazol e cetoconazol tem, ocasionalmente,sido reportado causar irritação da pele. Cetoconazol tem tratamento de 1 semana. Terbinafina Terbinafina está disponível como creme e formulações spray. Terbinafina creme é aplicado 1 a 2 vezes ao dia por 1 semana para casos de pé de atleta e por 1 a 2 semanas para tinea cruris. Terbinafina spray é usada por 1 semana para todas as indicações. Existe evidência que terbinafina é melhor que azóis na prevenção de recorrência. Terbinafina pode causar vermelhidão, coceira e ardor na pele. Terbinafina Terbinafina está disponível como creme e formulações spray. Terbinafina creme é aplicado 1 a 2 vezes ao dia por 1 semana para casos de pé de atleta e por 1 a 2 semanas para tinea cruris. Terbinafina spray é usada por 1 semana para todas as indicações. Existe evidência que terbinafina é melhor que azóis na prevenção de recorrência. Terbinafina pode causar vermelhidão, coceira e ardor na pele. Terbinafina Terbinafina não é recomendado para uso em crianças (o spray não é usado em crianças abaixo de 16 anos. Deve ser evitado o contato com os olhos. Tolnaftato Tolnaftato está disponível em pó, creme, aerosol e soluções sendo efetiva contra o pé de atleta. Possui apenas ação antifúngica. Deve ser aplicado 2x dia e 0 tratamento deve ser continuado por até 6 semanas. Tolnaftato pode arder levemente quando aplicado sobre a pele infectada. Undecenoatos Undecenoatos (undecelinato de zinco; ácido undecilênico e ( metil e propil undecilinato) Ácido undecilênico é um agente antifúngico, algumas vezes formulado com sais de zinco para conferir propriedades adstringentes. Tratamento deve ser continuado por 4 semanas. Hidrocortisona- creme ou pomada. A combinação de produtos contendo hidrocortisona junto com um agente antifúngico está disponível para uso no pé de atleta e intertrigo. Tratamento é limitado a 7 dias. Escabiose Pediculoses Larva migrans cutânea (bicho geográfico) A larva migrans cutânea (CLM) é a dermatose adquirida tropicamente mais comum, cuja descrição mais antiga data de mais de 100 anos. A larva migratória cutânea é causada por Ancylostoma spp, mais comumente oriundas de gatos e cães (Ancylostoma braziliense). Ovas de ancilostomídeos nas fezes de cães ou gatos se transformam em larvas infectantes quando deixadas em solo úmido ou areia quente. A transmissão ocorre quando a pele entra em contato direto com o solo ou areia contaminados e a larva penetra na pele não protegida, geralmente nos pés, pernas, glúteos ou dorso. Larva migrans cutânea A larva migrans cutânea se manifesta como erupção cutânea eritematosa, serpiginosa, pruriginosa, causada por penetração percutânea acidental e subsequente migração de larvas de vários parasitas nematoides. A larva migrans cutânea é mais comumente encontrada em áreas geográficas tropicais e subtropicais e no sudoeste dos Estados Unidos. Tornou-se endêmico no Caribe, América Central, América do Sul, Sudeste Asiático e África. No entanto, a facilidade e o aumento da incidência de viagens ao exterior pela população mundial não têm mais confinado a larva migrans cutânea a essas áreas. Tratamento Embora a larva migrans cutânea (CLM) seja autolimitada, o prurido intenso e o risco de infecção exigem tratamento A prevenção é fundamental e envolve evitar o contato direto da pele com solo contaminado por fezes de animais. Albendazol oral, ivermectina oral ou ivermectina tópica são as opções de tratamento usuais, junto com o tiabendazol (não disponível nos Estados Unidos). Nos Estados Unidos, recomenda-se albendazol a 400 mg / dia por 3 dias. Alternativamente, a ivermectina pode ser administrada na dose de 12 mg e repetida no dia seguinte. Alguns também recomendam tentar o tratamento tópico com ivermectina ou tiabendazol tópico composto em uma suspensão a 10% ou creme a 15% ou creme de metronidazol tópico, todos usados quatro vezes ao dia. Se eficazes, as terapias tópicas devem resolver a condição em 1 semana. Escabiose Infestação pelo ácaro da sarna, Sarcoptes scabei, causa uma coceira intensa, que piora durante a noite. A coceira de sarna pode ser grave e arranhões podem levar a alterações na aparência da pele. É portanto necessário colher uma história cuidadosa. A sarna passa por altos e baixos de prevalência, com um pico cocorrendo a cada 15-20 anos, e os farmacêuticos precisam estar cientes se um pico da infestação está acontecendo. O que é preciso saber Idade Bebê, criança, adulto Sintomas Coceira, eczema Presença de tocas História Sinais de infecção Medicamentos Idade A infestação por sarna pode ocorrer em qualquer idade a partir da infância. O farmacêutico deve considerar encaminhar bebês e crianças pequenas para o médico se houver suspeita de sarna. Sintomas O ácaro da sarna se enterra na pele e vive sob a superfície. A presença dos ácaros provoca uma reação alérgica, acredita-se que seja devido ao revestimento e exsudato do inseto, resultando em coceira intensa. Uma característica da sarna é que a coceira é pior à noite e pode levar à perda de sono. Às vezes, as tocas podem ser vistas como pequenas linhas cinzas em forma de linha. As linhas são elevadas, onduladas e com cerca de 5 a 10 mm de comprimento. Locais comumente infestado incluem o espaço entre os dedos das mãos e dos pés, pulsos, axilas, nádegas e área genital. Os pacientes podem ter uma erupção cutânea que nem sempre corresponde às áreas de infestação. A erupção cutânea pode ser irregular e difusa ou densa e eritematosa. Às vezes, as tocas podem ser vistas como pequenas linhas cinzas em forma de linha. As linhas são elevadas, onduladas e com cerca de 5 a 10 mm de comprimento. Locais comumente infestado incluem o espaço entre os dedos das mãos e dos pés, pulsos, axilas, nádegas e área genital. Os pacientes podem ter uma erupção cutânea que nem sempre corresponde às áreas de infestação. A erupção cutânea pode ser irregular e difusa ou densa e eritematosa. Em adultos, a sarna raramente afeta o couro cabeludo e o rosto, mas em crianças com 2 anos ou menos e em idosos, o envolvimento da cabeça é mais comum, principalmente a prega pós-auricular. A sarna pode imitar outras condições da pele e pode não apresentar os recursos clássicos. A coceira tende a ser generalizada e não em áreas específicas. Em pacientes imunocomprometidos A pele afetada pode ficar mais espessa ou debilitados (por e com crosta. Os ácaros sobrevivem exemplo, idosos), sarna sob a crosta e quaisquer seções onde se tornam desalojados, tornam-se apresenta de forma infecciosos para os outros por causa diferente. dos ácaros vivos que contém. A coceira da sarna pode levar várias semanas (6 a 8) para se desenvolver em alguém que não foi infestado anteriormente. O ácaro da sarna é transmitido por contato pessoal próximo, desse modo os pacientes devem ser perguntados se, eles sabem de alguém que pode estar afetado pelos mesmos sintomas, por exemplo, outros membros da família, namorados e namoradas. Sinais de infecção Coçar pode levar a escoriações, de modo que infecções secundárias como impetigo pode ocorrer. A presença de uma secreção amarela “chorosa” ou crostas amarelas seriam indicações de encaminhamento ao médico para tratamento. Tratamento medicamentoso É importante para o farmacêutico estabelecer se existe algum tratamento que já foi tentado e, em caso afirmativo, identificar qual tratamento foi feito. O paciente deve ser perguntado sobre como qualquer tipo de tratamento foi usado, uma vez que o uso incorreto pode resultar em falha do tratamento. A coceira da sarna pode continuar por vários dias ou até semanas após o tratamento bem-sucedido, de modo que o prurido não diminuir, não significa necessariamente que o tratamento tenha sido mal sucedido. Tratamento medicamentoso O tratamento é aplicado a todo o corpo, do pescoço para baixo mas não o pescoço, rosto e couro cabeludo em adultos. Crianças menores de 2 anos e idosos, o aconselhado é incluir o couro cabeludo, pescoço, rosto (evitando olhos e boca) e ouvidos na aplicação, a menos que a embalagem do produto contra-indique o uso desta forma. Esta recomendação é porque já ocorreram falhas de tratamento, uma vez que a cabeça, o pescoço e couro cabeludo não foram tratados. Tratamento medicamentoso Às vezes, os pacientes não sabem como aplicar a preparação que foram instruídos a usar. Se for uma loção, eles devem derramar o preparação em uma tigela e, em seguida, aplicar na pele fresca e seca, usando um pincel limpo e amplo, algodão ou um pincel de barbear. Pacientes devem ser orientados para aplicar a preparação em todo o corpo, não apenas para as áreas onde foram encontradas tocas. Tratamento medicamentoso Atenção particular deve ser dada para a região entre os dedos das mãos, dos pés e as solas dos pés. É preciso escovar a loção sob as pontas das unhas e dos pés. Dois tratamentos são recomendados, com 7 dias de intervalo. Loções aquosas são usadas preferencialmente a versões alcoólicas porque estas picam e irritam a pele escoriada. Tratamento medicamentoso A aplicação de benzoato de benzila é menos eficaz do que permetrina e raramente é usado devido ao seu efeito particularmente irritante. A supervisão médica é necessária para o tratamento da sarna em crianças menores de 2 anos. Em adultos o tratamento é aplicado a todo o corpo, do pescoço para baixo mas não o pescoço, rosto e couro cabeludo. Benzoato de benzila Esta preparação é na concentração de 25%, usada apenas no tratamento da sarna. A taxa de cura dos estudos é de cerca de 50%, mas a resistência é comum. O próprio benzoato de benzila é irritante por natureza e pode causar picadas, comichão e queimação da pele, bem como erupções cutâneas em cerca de 25% de pessoas tratadas. Por esse motivo, não é recomendado para bebês ou crianças e não deve ser usado em pacientes com eczema ou com pele arranhada, na qual podem ocorrer picadas graves. Permetrina A formulação de creme é usada no tratamento de sarna. Para um único aplicação em adultos, 30 a 60 g de creme (um a dois tubos de 30 g) é necessário. O creme é aplicado a todo o corpo e permanece por 8 a 12 h antes de ser lavado. Se as mãos forem lavadas com água e sabão dentro das 8 h de aplicação, o creme deve ser reaplicado nas mãos. Permetrina pode ser usada para crianças com 2 meses ou mais sendo necessária supervisão médica para o seu uso em crianças menores de 2 anos e em idosos pacientes (70 anos ou mais). A permetrina pode causar prurido e avermelhamento da pele. Correr, Cassyano Januário Manual 6: autocuidado / Cassyano Januário Correr, Walleri Christini Torelli Reis. 1. ed. atualizada. Curitiba: Ed. Practice, 2016. 136 p. : il. (algumas color.) ( Manual 6) Uma revisão sistemática encontrou que as taxas de cura da escabiose aos 28 dias após tratamento com crotamiton são semelhantes às taxas de cura do uso de lindano, porém o crotamiton é menos efetivo do que a permetrina em relação à cura clínica e parasitológica após 28 dias do tratamento. (Grau de recomendação A). Um Ensaio Clínico Randomizado encontrou evidencias de que a Permetrina aumenta as taxas de cura aos 14 dias comparada a Ivermectina p< 0,001. (Grau de recomendação A). Dessa forma, conclui-se que as taxas de cura da escabiose ao se utilizar a permetrina são superiores quando comparadas ao uso de crotamiton e também são superiores quando comparadas ao uso de ivermectina. Crotamiton é um escabicida e agente antiprurítico disponível como creme ou loção para uso tópico. É um óleo incolor a ligeiramente amarelado, com um ligeiro odor aminado. É miscível com o álcool e com metanol. Aspectos práticos do tratamento da escabiose - 1 A coceira vai continuar e pode piorar nos primeiros dias depois do tratamento. Acredita-se que a razão para isso seja a liberação de alérgeno de ácaros mortos. Os pacientes precisam ser informados de que a coceira não pára imediatamente após o tratamento. Anti-histamínico oral pode ser considerado se a coceira é muito intensa. Aspectos práticos do tratamento da escabiose -2 Aplicar o tratamento imediatamente antes da hora de dormir (deixando tempo para secar). Porque as mãos provavelmente estão afetados pela sarna, e é importante não lavar as mãos após a aplicação tratamento e reaplicar a preparação se as mãos forem lavadas dentro do tempo de aplicação do tratamento. Aspectos práticos do tratamento da escabiose -3 O tratamento deve ser aplicado sobre a pele fresca e seca. Não há evidências de que um banho quente aumenta a eficácia dos escabicidas, mas existe uma possibilidade real que o aumento da absorção do escabicida possa ocorrer através da pele quente e hidratada, removendo a substância ativa do seu local de ação na superfície da pele. Aspectos práticos do tratamento da escabiose - 4 Todos os membros da família devem ser tratados, de preferência no mesmo dia. Uma vez que a coceira da sarna pode levar várias semanas para se desenvolver, as pessoas podem estar infestadas, mas sem sintomas. Acredita-se que os pacientes podem não desenvolver sintomas por até 8 semanas após a infestação. O período de incubação do ácaro da sarna é de 3 semanas, portanto, pode ocorrer reinfestação de outros familiares ou membros da família. Aspectos práticos do tratamento da escabiose -5 O ácaro da sarna só pode viver por cerca de 1 dia após deixar o hospedeiro e a transmissão é quase sempre causada por contato pessoal próximo. É pouco provável que ocorra infestação por roupas de cama ou roupas. Após o tratamento da sarna, roupas de cama e roupas devem ser lavadas, mas não há necessidade de desinfecção. Aspectos práticos do tratamento da escabiose – 6. Outras possíveis infestações incluem aquelas causadas por pulgas e percevejos. As pulgas são comuns e os pacientes podem apresentar pequenos inchaços avermelhados, geralmente nas pernas e ao redor dos tornozelos onde o animal entrou em contato com a pele. O levantamento da história da infestação pode revelar se um gato ou cachorro de estimação foi adquirido recentemente ou que um animal de estimação não foi tratado com inseticida por algum tempo. Verificações regulares de pulgas e uso de inseticidas evitarão que o problema ocorra no futuro. Uma gama de produtos comerciais está disponível para tratar os animal de estimação ou roupas de cama e tapetes. Um segundo tratamento deve ser aplicado 2 semanas após o primeiro a erradicar todas as pulgas que eclodiram desde o primeira aplicação. Picadas de pulgas de animais de estimação podem ser tratadas com hidrocortisona tópica em qualquer pessoa com mais de 10 anos. Alternativamente, um antipruriginoso como o crotamiton (com ou sem hidrocortisona) ou creme aquoso de calamina pode ser recomendado. Introdução Os piolhos são insetos ectoparasitas que se alimentam do sangue dos seus hospedeiros. Existem mais de 5000 espécies, mas apenas 3 delas parasitam o ser humano: Pediculus humanus capitis: subespécie de piolho que infecta o couro cabeludo. Pediculus humanus corporis (ou humanus humanus): subespécie de piolho que infecta os pelos do corpo. Pthirus pubis: é um piolho de família diferente, que infecta os pelos pubianos, provocando uma doença conhecida como chato ( Pediculose púbica). Piolhos Os piolhos da cabeça (Pediculus humanus capitis) são pequenos insetos sem asas que vivem e se alimentam de sangue do couro cabeludo humano. Os piolhos adultos são transferidos em contato direto com a cabeça por pelo menos 1 minuto ou usando roupas infestadas, pentes e travesseiros. Os piolhos podem viver até 2 dias sem alimentação de sangue e pode sobreviver por esse período de tempo longe de um hospedeiro. As lêndeas são caixas de ovos vazias de cor cremosa que permanecem firmemente presas aos fios de cabelo à medida que crescem para fora. A presença delas é um sinal de infecção anterior, mas não necessariamente atual. Apesar de menos comum, o piolho também pode passar de uma pessoa para outra através de objetos, como roupas, toalhas, chapéus, headfones, arcos de cabelo, pentes, escovas e roupa de cama. É importante salientar que o piolho não pula nem voa. Para haver transmissão é preciso contato direto do cabelo de uma pessoa com o de outra. Animais de estimação não agem como vetores. Por motivos ainda desconhecidos, crianças de etnia negra apresentam menor risco de transmissão que as brancas, assim como meninos apresentam menos riscos que as meninas. O tamanho do cabelo não influencia na transmissão (exceto nas pessoas carecas). Ao contrário do que se imagina, a maioria dos casos de piolho é assintomática. Os ovos postos por fêmeas adultas fertilizadas são firmemente coladas na base do cabelo. As ninfas emergem após 7 a 10 dias e devem se alimentar dentro de 24 horas para sobreviver. O estágio ninfal dura de 7 a 13 dias. As fêmeas fertilizadas produzem 250 a 300 ovos nas próximas 3-4 semanas antes de morrer. Sinais e sintomas Piolhos vivos e mortos (cerca de 3 mm de comprimento e branco acinzentado ou marrom) e as conchas do exoesqueleto de tom amarelado podem ser vistas penteando-se o cabelo com um pente fino sobre uma folha de papel branco, após lavar e secar com um xampu. O material fecal dos piolhos (manchas pretas) pode ser encontrado em travesseiros e colares. Prurido,é uma resposta alérgica à saliva dos piolhos injetada no couro cabeludo para liquefazer o sangue pode ocorrer após várias semanas de infestação. Nos casos sintomáticos, o principal sintoma é uma intensa coceira na cabeça, que pode surgir no mesmo dia da contaminação ou no máximo no dia seguinte. A coceira ocorre por reação à saliva do piolho, que é liberada enquanto este se alimenta de sangue e restos de pele do couro cabeludo. Comichão na nuca e atrás das orelhas são bastante comuns, pois são áreas mais quentes, que atraem os piolho. Em alguns casos, a coceira é tão intensa que a criança tem dificuldade em dormir; já outras coçam tanto que produzem feridas na pele. Uma das complicações da pediculose é a infecção bacteriana destas feridas causadas pela coceira, chamada de pioderma. Esta infecção é causada por estafilococos presentes na pele e que contaminam a ferida aberta pelo ato de coçar a cabeça freneticamente. Correr, Cassyano Januário Manual 6: autocuidado / Cassyano Januário Correr, Walleri Christini Torelli Reis. 1. ed. atualizada. Curitiba: Ed. Practice, 2016. 136 p. : il. (algumas color.) ( Manual 6) Tratamento Tão importante quanto o uso de remédios é a inspeção e identificação de pediculose em todas as pessoas ao redor do caso identificado. Se uma criança for tratada para piolhos, mas seus irmãos ou colegas de turma também infectados não, a chance de reinfecção é altíssima. Roupas e utensílios pessoais de pano usados nas últimas 48 horas devem ser lavados com água em temperatura acima de 50° Celsius e/ou secados em máquinas de secar roupas nas mais altas configurações de calor. Tratamento Limpeza exagerada e uso de inseticidas no ambiente domiciliar são desnecessários. Manter escovas de cabelos submersas em água por 10 minutos é uma medida suficiente para matar o piolho presente nos utensílios contaminados. Os piolhos, lêndeas e ninfas que caírem no pano (lençóis, roupas) devem ser deixadas em vinagre diluído em água por um período de 30 minutos, para que sejam mortos. Nunca usar álcool, querosene ou qualquer outro inseticida, pois são tóxicos ao ser humano. Evite prender os cabelos úmidos; seque-os ao sol ou com secador. Tratamento Preparações de compostos inseticidas estão disponíveis sem prescrição para tratar a infestação por piolhos. Inseticidas agrícolas são tóxicos e podem provocar danos sérios às crianças. O penteado úmido é um método mecânico de remoção de piolhos sem o uso de produtos químicos. Também está disponível um repelente de piolhos, contendo piperonal. (não existe no país) Substâncias usadas para eliminar piolhos Permetrina. Deltametrina. Piretrina. Malatião.(malathion) Lindano (tem sido cada vez menos usado por ser mais tóxico). Permetrina É uma mistura de isômeros cis e trans de um piretróide sintético. Atua na membrana da célula nervosa do parasita desregulando o canal de sódio provocando paralisia e morte do parasita. Menos de 2% da quantidade aplicada é absorvida sistemicamente, apresenta atividade residual por, aproximadamente, 14 dias. Aplicar o xampu nos cabelos e couro cabeludo secos deixando em contato com estas áreas por dez minutos, depois lavar, enxaguar bem e secar com uma toalha limpa. Uma dose única é recomendada, podendo em caso de persistência dos piolhos ser repetida outra aplicação após sete dias. Deltametrina Substância sintética obtida do ácido crisantêmico, extraído da flor do crisântemo (Chrysanthemum cinerariaefolium). A deltametrina apresenta elevado coeficiente de segurança e baixa toxicidade. Possui considerável efeito residual e alto poder letal contra piolhos. Deltametrina Sua ação é seletiva e se dá após a absorção da substância através do exoesqueleto de quitina dos ectoparasitas. Uma vez no interior do piolho a deltametrina é transportada pela hemolinfa, fixa-se nos gânglios nervosos periféricos e nas estruturas motoras do sistema nervoso central, produzindo excitabilidade, incoordenação motora, paralisia, letargia e morte do parasita. O xampu deve ser aplicado no cabelo e couro cabeludo secos, deixar agir durante 5 minutos, depois lavar e enxaguar. Usar durante 4 dias consecutivos. Tratamento Também está disponível um tratamento não inseticida contendo dimeticona. A dimeticona e a ciclometicona, que matam o piolho de forma mecânica, através da sua asfixia e desidratação e são duas substâncias que têm apresentado bons resultados nos estudos clínicos. Nos casos mais graves e resistentes à terapia tópica, o tratamento mais indicado costuma ser a ivermectina por via oral em dose única (200 a 400 mcg/kg). O tratamento pode ser repetido uma semana depois. Ivermectina: O uso deve ser evitado em pessoas com hipersensibilidade à substância, durante a gravidez, amamentação e em crianças abaixo de 5 anos ou menos de 15 kg. Correr, Cassyano Januário Manual 6: autocuidado / Cassyano Januário Correr, Walleri Christini Torelli Reis. 1. ed. atualizada. Curitiba: Ed. Practice, 2016. 136 p. : il. (algumas color.) ( Manual 6) Dimeticona A loção com dimeticona não possui atividade inseticida. (não disponível no país) Contém 4% de cadeia longa linear de silicone (dimeticona) em uma base volátil de silicone (ciclometicona). Parece agir contra os piolhos, revestindo os insetos e, assim, interrompendo sua capacidade de respirar, absorver e excretar água. Monossulfiram Apresenta baixa absorção pela pele e, quando isto ocorre, é rapidamente excretado, não metabolizado, pelas vias urinárias. Existe na apresentação loção e sabonete. O sabonete é utilizado para lavar o cabelo e couro cabeludo, depois enxaguar e aplicar, com uma esponja, a apresentação solução de monossulfiram previamente diluída, para uma parte da solução, juntar 2 (adultos) ou 3 (crianças) vezes a mesma quantidade de água. Depois de 8 horas, lavar para remover o líquido aplicado. Após sete dias, repetir o tratamento. Outras formas de tratamento Vinagre ou azeite podem ser utilizados para facilitar o trabalho de remoção com pente fino. Mas atenção: estas substâncias ajudam na remoção mecânica mas não matam o piolho ou a lêndea. O vinagre pode ser aquecido até ficar morno e depois misturado a um condicionador. Quando aplicado e abafado com um touca plástica por pelo menos 30 minutos, o vinagre dissolve a camada que envolve o ovo (lêndea), impedindo a fixação do mesmo no fio de cabelo. O vinagre pode ser misturado com água também, em uma solução com proporção de 50% para cada um. O cabelo deve ser penteado quatro vezes por dia, por pelo menos 10 a 14 dias, mesmo que aparentemente não existam mais piolhos ou lêndeas. O objetivo é remover todos os piolhos existentes. Tratamentos sem comprovação científica Óleo de coco. Secador de cabelo. Manteiga. Geleia de petróleo. Chá de Arruda. Citronela. Recomendações adicionais A roupa de cama deve ser trocada diariamente, lavada com água quente e depois passada a ferro. Os pentes usados devem ser fervidos e lavados com álcool. Os irmãos que tenham contato próximo devem ser tratados de forma preventiva, e os pais devem, pelo menos, ter o couro cabeludo observado por outro adulto à procura de lêndeas, piolhos ou sinais de picada. Recomendações adicionais Quando piolhos são encontrados, todos os que estão em contato próximo com a pessoa nas semanas anteriores devem ser examinados em busca de piolhos por meio de penteados úmidos, e tratados se necessário. Somente aqueles em quem a infecção atual foi identificada devem ser tratados. Garantir que as instruções dos fabricantes para o uso de preparações sejam seguidas de perto. O uso incorreto dos tratamentos é frequentemente a causa da falha do mesmo. Recomendações adicionais Crianças com piolhos não precisam ficar longe da escola. Pediculose púbica (ftiríase) Os parasitas são transmitidos pelo contato pessoal, usualmente pela via sexual. O prurido noturno é o principal sintoma. Além da região púbica, o parasita pode ser encontrado nas sobrancelhas, cílios, barba, axilas e ocasionalmente no couro cabeludo. Nos casos de pediculose púbica, é possível a coexistência de outras doenças sexualmente transmissíveis. A ftiríase pode ser tratada com permetrina a 5% aplicada por 3 dias associadas à retirada das lêndeas. Deve-se cuidar da higiene pessoal e das roupas. Correr, Cassyano Januário Manual 6: autocuidado / Cassyano Januário Correr, Walleri Christini Torelli Reis. 1. ed. atualizada. Curitiba: Ed. Practice, 2016. 136 p. : il. (algumas color.) ( Manual 6) Referências Semiologia médica – Argente & Alvarez Conselho Federal de Farmácia - Protocolo de micoses superficiais – /Cuidado farmacêutico no SUS https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios- dermatol%C3%B3gicos/dermatite/dermatite-at%C3%B3pica-eczema https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional Imagens https://www.msdmanuals.com/pt- br/profissional/multimedia/image/v964860_pt Referências Semiologia médica – Argente & Alvarez Conselho Federal de Farmácia - Protocolo de micoses superficiais –/Cuidado farmacêutico no SUS. Blenkinsopp, Alison.Symptoms in the pharmacy: a guide to the management of common illness / Alison Blenkinsopp, Paul Paxton, John Blenkinsopp.–5th ed. 2005. PIOLHOS – Como acabar com a pediculose. Disponível em: https://www.mdsaude.com/doencas-infecciosas/parasitoses/piolho-lendea/ Dodd, CS. Interventions for treating headlice. Cochrane Database Syst Rev 2001;CD001165. Fernandes, TF.Pediculose: novas abordagens para uma antiga doença. Sociedade de Pediatria de São Paulo,2011. Nathan, A. Managing Symptoms in the Pharmacy. Freelance pharmacy writer and consultant London, UK.Pharmaceutical Press, 2008. 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