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Questions and Answers
Qual dos seguintes processos NÃO está diretamente envolvido na toxicocinética de uma substância no corpo?
Qual dos seguintes processos NÃO está diretamente envolvido na toxicocinética de uma substância no corpo?
- Absorção
- Excreção
- Metabolismo
- Mecanismo de ação (correct)
Qual das seguintes opções descreve melhor a diferença entre farmacologia e toxicologia?
Qual das seguintes opções descreve melhor a diferença entre farmacologia e toxicologia?
- Farmacologia foca nos efeitos adversos, enquanto toxicologia estuda os efeitos benéficos.
- Farmacologia estuda apenas efeitos colaterais, enquanto toxicologia foca em tratamentos terapêuticos.
- Farmacologia abrange uma ampla gama de efeitos de substâncias, enquanto a toxicologia se concentra nos efeitos nocivos. (correct)
- Não há diferença significativa entre farmacologia e toxicologia.
Qual dos seguintes órgãos desempenha um papel central na biotransformação de substâncias no corpo, segundo o texto?
Qual dos seguintes órgãos desempenha um papel central na biotransformação de substâncias no corpo, segundo o texto?
- Fígado (correct)
- Rim
- Pulmão
- Coração
Qual das seguintes opções descreve corretamente o processo de secreção tubular na excreção renal?
Qual das seguintes opções descreve corretamente o processo de secreção tubular na excreção renal?
Qual é a implicação da reabsorção de substâncias no intestino delgado após o metabolismo hepático?
Qual é a implicação da reabsorção de substâncias no intestino delgado após o metabolismo hepático?
Como as toxinas que interferem nas enzimas essenciais afetam o organismo?
Como as toxinas que interferem nas enzimas essenciais afetam o organismo?
Qual é a importância de avaliar as vias aéreas superiores e inferiores em casos de exposição inalatória a agentes tóxicos?
Qual é a importância de avaliar as vias aéreas superiores e inferiores em casos de exposição inalatória a agentes tóxicos?
Em que situação NÃO é recomendado induzir a êmese em um animal que ingeriu uma substância tóxica?
Em que situação NÃO é recomendado induzir a êmese em um animal que ingeriu uma substância tóxica?
Qual é o principal mecanismo de ação do carvão ativado no tratamento de intoxicações?
Qual é o principal mecanismo de ação do carvão ativado no tratamento de intoxicações?
Qual é o objetivo principal do uso de fluidoterapia em casos de intoxicação?
Qual é o objetivo principal do uso de fluidoterapia em casos de intoxicação?
Em casos de hipertermia, qual a conduta correta em relação à redução da temperatura corporal?
Em casos de hipertermia, qual a conduta correta em relação à redução da temperatura corporal?
Qual complicação está mais associada à hipotermia severa?
Qual complicação está mais associada à hipotermia severa?
Qual é a primeira escolha de medicamento para controlar convulsões em casos de intoxicação?
Qual é a primeira escolha de medicamento para controlar convulsões em casos de intoxicação?
Qual dos seguintes sinais clínicos está associado à hipóxia?
Qual dos seguintes sinais clínicos está associado à hipóxia?
Por que é importante obter informações sobre o histórico do paciente em casos de suspeita de intoxicação?
Por que é importante obter informações sobre o histórico do paciente em casos de suspeita de intoxicação?
Qual é a importância do exame toxicológico em casos de suspeita de intoxicação?
Qual é a importância do exame toxicológico em casos de suspeita de intoxicação?
Qual dos seguintes é um sinal clínico comum de ofidismo botrópico em animais?
Qual dos seguintes é um sinal clínico comum de ofidismo botrópico em animais?
Qual é o tratamento específico para picadas de serpentes?
Qual é o tratamento específico para picadas de serpentes?
Qual sinal clínico é mais característico de intoxicação por abelhas africanizadas?
Qual sinal clínico é mais característico de intoxicação por abelhas africanizadas?
Qual é a causa da toxicidade do sapo?
Qual é a causa da toxicidade do sapo?
Flashcards
Agente tóxico
Agente tóxico
Substância química/física que causa efeitos nocivos ao organismo.
Xenobiótico
Xenobiótico
Substância estranha ao organismo, que causa efeitos nocivos.
Toxicocinética
Toxicocinética
Estudo do que acontece com substâncias no corpo após a administração.
Excreção Renal
Excreção Renal
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Toxicodinâmica
Toxicodinâmica
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Conduta de urgência
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Exposição cutânea
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Exposição ocular
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Exposição inalatória
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Exposição gastrointestinal
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Carvão ativado
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Inativar o agente tóxico
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Tirar o agente tóxico via renal
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Medidas de suporte
Medidas de suporte
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Ofidismo botrópicos
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Reação local-Ofidismo botrópicos
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Ofidismo crotálico
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Abelhas
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Sapos
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Diclofenaco
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Study Notes
Conceitos Importantes
- A toxicologia centra-se no agente tóxico, diferenciando-se da farmacologia (efeitos colaterais), patologia (lesões), química (identificação de substâncias) e clínica (tratamento terapêutico).
- Um agente tóxico é qualquer substância química ou física que causa efeitos nocivos ao organismo.
- Xenobiótico refere-se a qualquer substância estranha ao organismo, seja qualitativa ou quantitativa, induzindo efeitos nocivos.
Tipos de Toxinas
- As toxinas são categorizadas de acordo com sua origem:
- Bactérias (endotoxinas/exotoxinas).
- Fungos (micotoxinas).
- Plantas (fitotoxinas).
- Animais (zootoxinas).
Toxicocinética
- Descreve o caminho das substâncias no corpo após a administração, incluindo absorção, distribuição, metabolismo e excreção.
- A concentração da substância no local de ação é determinada por amostras biológicas como sangue, leite e urina.
- Absorção: é como a substância entra na corrente sanguínea
- Distribuição: é como a substância se espalha nos tecidos e órgãos
- Metabolismo: é como o organismo transforma a substância, principalmente no fígado
- Excreção: é como a substância é eliminada, seja na transformção primária ou via líquidos ou excretas corporais
Excreção Renal
- Principal via de eliminação, especialmente de metabólitos hidrossolúveis.
- O processo envolve filtração glomerular, reabsorção tubular (se importante para o organismo) e secreção tubular.
Excreção Biliar
- O fígado converte substâncias lipossolúveis em formas hidrossolúveis para facilitar a eliminação
- A reabsorção no intestino delgado pode prolongar a permanência da substância no organismo
- A reabsorção de substâncias ou metabólitos pode resultar em uma eliminação mais lenta
Excreção pelo Leite
- Substâncias na corrente sanguínea da mãe podem ser transferidas para o leite através das glândulas mamárias.
Toxicodinâmica
- Estuda os efeitos das substâncias tóxicas no organismo e suas interações biológicas, focando em como causam efeitos adversos e seus mecanismos de ação.
- A ação tóxica pode ocorrer através de:
- Inibição ou alteração de enzimas essenciais.
- Interação com receptores celulares, alterando a sinalização celular.
- Alteração de membranas celulares, afetando a permeabilidade.
- Danos ao DNA, induzindo mutações ou danos genéticos.
Condutas de Urgência e Emergência
- As principais prioridades são:
- Terapia e manutenção da vida.
- Diagnóstico clínico e terapia racional.
- Administração de antídotos e recursos adequados.
- Identificação da fonte de exposição e prevenção.
- Estabelecimento do prognóstico.
Anamnese
- É fundamental perguntar ao tutor sobre:
- Contato do animal com o agente tóxico.
- Identificação do produto, via de exposição e quantidade ingerida.
- Sinais clínicos apresentados e tempo decorrido.
- Número de animais afetados.
Exposição Cutânea
- Avaliar o estado geral do paciente e realizar anamnese completa
- Se houver sinais cardiovasculares ou pulmonares, iniciar intervenção e realizar lavagem suave com vestimentas adequadas
- A lavagem deve durar no mínimo 15 minutos com água morna corrente.
- Em intoxicações oleosas, utilizar sabão neutro
- Evitar o uso de secador de cabelo para não irritar a pele
Exposição Ocular
- O tempo de tratamento imediato depende da gravidade da lesão
- Lavar o olho com água corrente morna por 15 a 20 minutos, ou mais em casos de ácidos fortes ou álcalis
- A solução de irrigação entre de maneira suave e contínua, do médio para lateral
- Avaliação oftalmológica com teste de fluoresceína
Exposição Inalatória
- Retirar o animal do ambiente contaminado para um local limpo e arejado
- Se houver dificuldades respiratórias ou hipóxia, iniciar oxigenoterapia
- A exposição pode causar distúrbios respiratórios, necessitando de medicação broncodilatadora ou anti-inflamatória
- Avaliação das vias aéreas superiores e inferiores para identificar possíveis danos
Exposição Gastrointestinal
- Se a ingestão for recente, o agente estará no estômago; se tardia, no intestino
- Não induzir vômito se tiver ingerido há mais de 1 hora, se o animal estiver inconsciente, deprimido ou se o agente for destilados, depressores do SNC ou substâncias cáusticas
- Para induzir o vômito, usar morfina, A2 agonistas, peróxido de hidrogênio a 3% ou cloreto de sódio
- Lavagem gástrica é feita quando não se obteve sucesso na êmese, até 2 horas após a ingestão, e permite a administração de carvão ativado
- O carvão ativado impede a absorção de moléculas tóxicas, sendo efetivo em pH alcalino ou ácido, e é eliminado nas fezes
- Utilizar carvão ativado quando a substância tóxica é desconhecida ou não há antídoto específico, na dose de 5-50g (PA) e 250-500g (GA)
- O uso é recomendado até 48 horas após a ingestão do agente tóxico
Medidas adicionais
- Inativar o agente tóxico com antídotos
- Acelerar a eliminação renal com diuréticos e fluidoterapia (somente em animais hidratados), manitol e furosemida
- Fornecer suporte com oxigenoterapia, observação e internação
Hipertermia
- Acima de 41 °C; interromper o tratamento ao atingir 36 °C
- Usar cristalóides IV para hidratação e dissipação do calor
- Lavagem gástrica com líquidos frios ajuda a diminuir a temperatura interna
- Resfriamento gradual e controlado com água morna para evitar vasoconstrição
- Aplicar algodão com álcool em coxins e abdômen para refrescar
Hipotermia
- Inferior a 36,5 °C
- Administrar cristalóides IV aquecidos a 38-40°C
- Usar colchão térmico, bolsas térmicas e cobertas
- Risco de hipotensão, depressão respiratória e colapso cardiovascular
- Causa bradicardia e possível parada cardíaca
Convulsões
- Complicações incluem apnéia, hipoventilação, hipóxia, acidose metabólica e aspiração pulmonar
- Usar benzodiazepínicos (Diazepam) como primeira escolha
Hipóxia
- Pode ser causada por depressão do centro respiratório, obstruções nas vias aéreas, baixa concentração de O2, pneumonia aspirativa, edema pulmonar ou inalação de CO2
- Pode causar danos cerebrais, arritmias, paradas cardíacas e acidose metabólica
- O tratamento inclui fornecimento de O2 e controle de broncoespasmos com broncodilatadores
Diagnóstico das Intoxicações
- O diagnóstico pode ser de certeza, suspeita ou desconhecimento do agente
- Os critérios incluem história, avaliação clínica, achados post mortem, exame toxicológico e ensaio com animais
- Perguntar ao proprietário sobre a intoxicação, histórico de saúde do paciente, ambiente e alimentação
- Avaliar sinais clínicos, achados post mortem e realizar exames toxicológicos se necessário
- Coletar amostras como sangue (10ml), urina (50ml), fezes (250g), vômito (250g) e pelo (5-10g)
- Amostras adicionais incluem fígado (50-100g), rins (50-100g), conteúdo estomacal (min 150g), tecido adiposo (50-100g) e encéfalo inteiro
- Coletar alimentos (200-500g), plantas inteiras, iscas, água (1l), solo (1kg) e forragens (200-500g)
Zootoxinas
- Substâncias tóxicas produzidas por animais como serpentes, aranhas, abelhas e sapos
Ofidismo
- Envenenamento por picada de serpente, com alta letalidade
- O tratamento é com soro antiofídico
Ofidismo Botrópico
- Envolve serpentes do gênero Bothrops (Jararaca, Jararacussu, Cotiara, Newviedi, Moojeni e Alternatus)
- Afeta todos os mamíferos, atacando principalmente o rosto ou patas
- Causa dor local, edema, necrose, hemorragias e eritema, além de choque hipovolêmico e isquemia renal
- Sinais clínicos incluem apatia, prostração, sinais locais, taquipneia, dor na região, claudicação e dispneia
- Exames laboratoriais mostram leucocitose, trombocitopenia e aumento no tempo de coagulação
- O tratamento inclui antiofídico, fluidoterapia, antibiótico, dexametasona, furosemida, prometazina e tétano
Ofidismo Crotálico
- Envolve serpentes do gênero Crotalus (cascavel), com veneno neurotóxico que causa miotoxidade, coágulos e destruição de eritrócitos
- Sinais clínicos incluem dificuldade de locomoção, contrações musculares involuntárias, flacidez facial, sialorréia, ptose palpebral, midríase, disfagia, insuficiência respiratória e depressão neurológica grave
- Lesão local com inflamação e miosite purulenta, além de lesão hepática, renal e do miocárdio
- O tratamento inclui antiofídico, fluido, sondagem vesical, furosemida, AINES e limpeza na ferida
Abelhas
- A picada de Apis melifera (africanizadas) causa reações alérgicas graves
- Algumas picadas causam reação inflamatória local, enquanto em animais sensíveis pode causar hipersensibilidade do tipo I ou choque anafilático
- Múltiplas picadas causam ação tóxica e morte, com ferrões pelo corpo, taquicardia, êmese, hipoventilação, incoordenação, edema, coma, taquipnéia, hemoglobinúria e insuficiência renal
- O tratamento inclui remoção dos ferrões, compressa fria e monitorização, além de fluidoterapia, oxigenioterapia, anti-histamínicos, corticoides, antibióticos, anti-hemorrágicos e benzodiazepínicos em casos graves
- O prognóstico varia conforme o número de picadas por kg, com sobrevida em 14 picadas/kg, reservado entre 14-24 picadas/kg e óbito acima de 24 picadas/kg
Sapos
- As espécies brasileiras incluem Bufo marinus, typhonius, crucifer, ictericus, granulosus, ocelattus, rufus e paracnemis
- Não possuem inoculador, mas glândulas na pele altamente tóxicas
- Sinais clínicos incluem irritação local, sialorréia, prostração, arritmia, edema pulmonar, convulsões e morte
- O tratamento inclui lavar a boca com sabão, anti-hipertensivo e arritmias, e benzodiazepínicos para convulsão
Escorpião
- Alimenta-se de barata e tem hábito noturno
- A morte ocorre nas primeiras 24 horas
- Causa dor local, êmese, sudorese, hiper ou hipotensão, falência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsão e óbito
- O tratamento é controlar os sinais clínicos, usar analgésicos e oxigenoterapia.
Aranhas
- Loxosceles (marrom) e Phoneutria (armadeira) são as mais comuns, com maior incidência em outubro-abril
- Loxosceles:
- Possui toxicidade elevada e é pouco agressiva, picando apenas quando comprimida.
- Geralmente encontrada em interior residências, roupas e armários
- A picada é indolor, com sinais após 12 horas (dor local, inchaço, náusea e febre, necrose, icterícia, hemoglobinúria, anemia)
- O tratamento inclui AINE, AIE, antibiótico e hidratação
- Phoneutria:
- Ataca quando ameaçada e salta até 30cm
- O veneno tem efeitos neurotóxicos e cardiotóxicos
- Em acidentes leves, causa dor local imediata, edema e duas pequenas lesões
- Em casos graves, causa lesão profunda e grande
- O tratamento inclui lidocaína local, AINE e opiódes
Intoxicações por AINEs
- As intoxicações são por erros de dosagem, ingestão acidental ou desconhecimento da contraindicação
- Os sinais clínicos são êmese, hiporexia, anorexia, palidez das mucosas, sensibilidade abdominal, melena e hematêmese, oligúria e azotemia no sistema renal, úlceras gastrointestinais
- O tratamento é induzir a êmese, usar carvão ativado, catárticos osmóticos e cessar a administração de AINEs
- Tratar as úlceras com sucralfato, omeprazol e fluidoterapia ou transfusão em casos de hemorragias
Anti-inflamatórios Não Esteroidais
- Diclofenaco: foi abolido em pequenos animais por causar severas intoxicações, inibe cicloxigenases e não usar em cães e gatos
- Ácido acetilsalicílico: é o AINE mais vendido mundialmente e não usar em cães e gatos, pois os animais tem deficiência da enzima glicuronil transferase, sendo incapazes de metabolizar os salicilatos, necessitando de êmese em até 2h, carvão ativado, laxantes e oxigenoterapia em casos de cianose
- Paracetamol: proíbido para gatos, inibe as cicloxigenases, gatos tem deficiência da enzima glicuronil transferase, necessitando de êmese em até 2h, carvão ativado, laxantes e oxigenoterapia em casos de cianose
- Proibídos para caes: Diclofenacos, paracetamol e fenazopiridina
- Proibídos para gatos: Ácido acetilsalicílico, paracetamol, ibuprofeno, diclofenaco, piroxicam e pseudoefedrina
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