Entendendo a Obesidade: IMC, Classificação e Impacto

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Questions and Answers

Qual das seguintes opções descreve melhor a definição de obesidade pela Organização Mundial da Saúde (OMS)?

  • Uma resposta inflamatória crônica que causa aumento do tecido adiposo.
  • Uma condição genética que leva ao acúmulo de gordura corporal.
  • Um desequilíbrio hormonal que causa ganho de peso.
  • Um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode prejudicar a saúde. (correct)

Como é calculado o Índice de Massa Corporal (IMC)?

  • Peso (em kg) multiplicado pela altura (em metros).
  • Altura (em metros) dividida pelo peso (em kg).
  • Peso (em kg) dividido pela altura (em metros ao quadrado). (correct)
  • Peso (em kg) multiplicado pela altura (em metros ao quadrado).

Qual das seguintes afirmações sobre o uso do IMC para classificar a obesidade é correta?

  • O IMC é sempre uma medida precisa do grau de obesidade, independentemente da distribuição de gordura.
  • O IMC permite distinguir a causa do excesso de peso.
  • O IMC é uma ferramenta útil, mas não considera a distribuição da gordura corporal e pode não ser apropriado para todos os indivíduos. (correct)
  • O IMC não deve ser usado em atletas, indivíduos com edema ou ascite.

De acordo com a classificação da OMS, qual IMC é considerado obesidade?

<p>IMC ≥ 30 (B)</p> Signup and view all the answers

Em relação à perda de anos de vida devido à obesidade, qual das seguintes afirmações está correta?

<p>Indivíduos entre 20 e 30 anos com IMC de 30-35 perdem 5 anos de vida. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual a importância da medição do perímetro da cintura na avaliação da obesidade?

<p>É um indicador da distribuição da gordura corporal e está correlacionado com comorbidades e risco de morte. (B)</p> Signup and view all the answers

Qual perímetro da cintura em homens e mulheres indica um risco muito aumentado de complicações metabólicas, respectivamente?

<p>≥ 102 cm em homens e ≥ 88 cm em mulheres (C)</p> Signup and view all the answers

Qual a tendência da prevalência da obesidade nas últimas décadas?

<p>Aumento dramático. (B)</p> Signup and view all the answers

Segundo as projeções da OMS mencionadas, qual percentual da população mundial será obesa em 2025, caso as medidas corretivas não sejam adotadas?

<p>50% (B)</p> Signup and view all the answers

De acordo com dados da região europeia, qual a estimativa da população adulta que tem excesso de peso?

<p>30-80% (D)</p> Signup and view all the answers

Em Portugal, qual a prevalência média de pré-obesidade na população adulta, avaliada pelo IMC?

<p>34% (C)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes opções melhor descreve a etiologia da obesidade?

<p>É multifatorial, envolvendo fatores bioquímicos, dietéticos e comportamentais. (D)</p> Signup and view all the answers

Na perspectiva da etiologia da obesidade, qual das seguintes opções é identificada como a causa primária para a obesidade global, segundo dados epidemiológicos recentes?

<p>Mudanças ambientais e comportamentais. (B)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes opções NÃO é uma consequência da obesidade?

<p>Melhora da qualidade de vida. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes condições está fortemente associada à obesidade abdominal?

<p>Aumento do risco de diabetes tipo 2, doença coronária, hipertensão e morte prematura. (D)</p> Signup and view all the answers

Quais são as consequências da obesidade nos custos com a saúde?

<p>Os custos são altos em termos de morte prematura, cuidados de saúde, morbilidade e redução da qualidade de vida. (B)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes intervenções é considerada mais eficaz e menos dispendiosa no combate à obesidade?

<p>Prevenção. (D)</p> Signup and view all the answers

Qual é o principal objetivo das estratégias de prevenção da obesidade?

<p>Modular o ambiente (social, cultural, político, físico) que afeta o ganho de peso. (A)</p> Signup and view all the answers

Qual das seguintes estratégias de tratamento da obesidade é apropriada quando o IMC é ≥ 40 e o tratamento convencional não resulta?

<p>Referenciação para uma consulta especializada para avaliação de cirurgia. (B)</p> Signup and view all the answers

Qual é a recomendação em relação à quantidade de gordura na dieta para o tratamento da obesidade?

<p>Redução no teor de gorduras, mantendo uma dieta equilibrada. (A)</p> Signup and view all the answers

Flashcards

O que é obesidade?

Acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode afetar a saúde.

O que é IMC?

Uma razão entre peso (kg) e altura ao quadrado (m²), usada para classificar a obesidade.

Causa comum da obesidade

Doença crônica devido ao desequilíbrio entre ingestão e gasto de energia.

Doenças associadas à obesidade

Grande: Diabetes tipo 2, Doença vesicular, Dislipidemia. Moderado: Doença coronária, Hipertensão, Osteoartrose. Ligeiro: Câncer, síndrome do ovário policístico

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Benefícios da perda de peso

Perda ligeira a moderada: Melhor glicemia , redução TA e colesterol.

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Custos da obesidade

Custos diretos (diagnóstico, tratamento) e indiretos (absentismo).

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Prioridades na prevenção da obesidade

Aumentar a atividade física e melhorar a qualidade da dieta.

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Objetivos do tratamento comportamental

Melhora os hábitos alimentares e aumenta os níveis de atividade física.

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Tratamentos para obesidade

Alterações alimentares, atividade física, modificação comportamental, terapia medicamentosa e tratamento cirúrgico.

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Alterações alimentares para perda de peso

Escolher alimentos saudáveis, controlar porções e horários das refeições.

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Atividade física no tratamento da obesidade

Contribui para o gasto energético, protege a massa magra, melhora a capacidade respiratória e protege de alguns cancros.

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Componentes do tratamento comportamental

Auto-monitorização, controlo do estímulo, ênfase numa nutrição melhorada, reestruturação cognitiva.

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Terapia Farmacológica para obesidade

Pode ser apropriada para obesos de alto risco quando mudanças no estilo de vida não são eficazes.

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Resultados do tratamento cirúrgico da obesidade

Geralmente ocorre perda de mais de 20 kg nos primeiros 12 meses após a cirurgia.

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O que a obesidade representa hoje?

Obesidade é uma ameaça crescente à saúde.

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Study Notes

Introdução à Obesidade

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) define obesidade como o acúmulo excessivo de gordura corporal que prejudica a saúde.

Classificação da Obesidade por IMC

  • O Índice de Massa Corporal (IMC) é o peso em quilogramas dividido pelo quadrado da altura em metros (kg/m²).
  • O IMC é usado para classificar a obesidade em adultos, sendo considerado pela OMS como a medida mais útil em nível populacional.
  • Uma pessoa é considerada obesa quando o IMC é ≥30, de acordo com a OMS, e diferentes abordagens terapêuticas são necessárias quando o IMC é superior a 35.
  • A classificação do IMC está associada à mortalidade, sendo que a obesidade reduz a expectativa de vida.
  • Indivíduos entre 20 e 30 anos com IMC entre 30-35 perdem 5 anos de vida
  • Indivíduos entre 20 e 30 anos com IMC entre 35-40 perdem 7 anos de vida.

IMC vs. Massa Gorda e Limitações

  • A medição do IMC pode ser usada para estimar a prevalência da obesidade e seus riscos associados em uma população.
  • O IMC não considera a distribuição da gordura corporal e pode não refletir o mesmo grau de obesidade em diferentes indivíduos e populações.
  • O IMC pode não ser confiável em atletas, indivíduos com edemas ou ascite, pois não diferencia a causa do excesso de peso.
  • A OMS recomenda cautela na interpretação dos valores de IMC, embora a maioria com IMC ≥30 tenha excesso de massa gorda.
  • O IMC é usado internacionalmente para classificar a obesidade, pois permite identificar rapidamente se um adulto está abaixo do peso, com peso normal ou com excesso de peso.

Perímetro da Cintura e Obesidade

  • As consequências da obesidade para a saúde estão ligadas à quantidade e à distribuição da gordura.
  • O excesso de gordura intra-abdominal está associado a um maior risco de consequências negativas, sendo um fator de risco independente.
  • É importante distinguir entre obesidade visceral (androide) e a distribuição ginóide de gordura, menos grave e mais periférica.
  • Além do IMC, outros métodos devem ser usados para identificar indivíduos com risco de doenças relacionadas à obesidade devido ao acúmulo de gordura abdominal.
  • Medir a circunferência da cintura é um meio prático de identificar pacientes em risco, correlacionando-se com a distribuição de gordura corporal e comorbidades, incluindo o risco de morte.
  • Não é possível desenvolver pontos de corte aplicáveis globalmente para o perímetro da cintura devido às diferenças populacionais.
  • Clinicamente, há dois níveis de risco para complicações, perímetro da cintura ≥88 cm em mulheres e ≥102 cm em homens indica risco muito aumentado e necessidade de intervenção médica.

Epidemiologia da Obesidade

  • A prevalência da obesidade aumentou nas últimas décadas, sendo considerada uma epidemia global pela OMS no século XXI.
  • Em 2005, cerca de 1,6 bilhão de adultos globalmente estavam acima do peso e 400 milhões eram obesos.
  • A OMS prevê que, se medidas corretivas não forem tomadas, haverá aproximadamente 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e 700 milhões de obesos em 2015, e que 50% da população mundial estará obesa em 2025.
  • A prevalência da obesidade também aumentou rapidamente entre as crianças.

Obesidade na Região Europeia

  • A prevalência da obesidade aumentou em cerca de 10-40% na maioria dos países europeus nos últimos 10 anos, chegando a triplicar em alguns países desde 1980.
  • Quase 400 milhões de adultos na Europa estão acima do peso, e estima-se que cerca de 130 milhões são obesos.
  • Entre 30 e 80% da população adulta está acima do peso, e até um terço é obeso.
  • A obesidade está associada a altos níveis de morbimortalidade, sendo responsável por 10-13% das mortes em diferentes partes da região em 2002.

Obesidade em Portugal

  • Em Portugal, a obesidade é um sério problema de saúde pública.
  • Aproximadamente 34% dos adultos portugueses têm pré-obesidade e 12% têm obesidade, através do IMC.
  • Homens apresentam maiores percentagens de pré-obesidade e obesidade em comparação às mulheres.
  • A prevalência da pré-obesidade e obesidade é mais elevada em portugueses com mais de 55 anos.
  • Os portugueses mais escolarizados têm aproximadamente metade da prevalência de pré-obesidade e um quarto da prevalência de obesidade em comparação com os de baixa escolaridade.
  • A obesidade é mais elevada entre as classes sociais mais desfavorecidas.
  • Em 2007, 39,4% dos portugueses tinham excesso de peso (IMC entre 25,0 e 29,9) e 14,2% eram obesos (IMC ≥ 30).
  • A prevalência total de obesidade/excesso de peso é de 53,6% na população portuguesa.

Etiologia da Obesidade

  • A etiologia da obesidade é multifatorial, incluindo fatores bioquímicos, dietéticos e comportamentais.
  • A patofisiologia da obesidade é complexa e ainda não totalmente compreendida.
  • A obesidade pode ser vista como resultado de um desequilíbrio energético, onde a ingestão calórica excede o gasto por um período prolongado.
  • Ganho ponderal gradual e persistente contribue para a obesidade, criando um ciclo vicioso.
  • A obesidade é uma doença crônica, com processos fisiológicos que tendem a manter o novo peso.
  • Mudanças ambientais e comportamentais são as principais causas da obesidade global, já que o aumento ocorreu rapidamente, sem alterações genéticas significativas.
  • O aumento do teor de gordura nos alimentos e dietas de alta densidade energética estão associados a níveis reduzidos de atividade física e aumento do comportamento sedentário são apontados como importantes contribuintes.

Consequências da Obesidade

  • Há diversas consequências adversas da obesidade para a saúde, desde o aumento do risco de morte prematura até o desenvolvimento de efeitos debilitantes na qualidade de vida.
  • A gravidade da obesidade é determinada pelas comorbidades associadas.
  • A obesidade e o excesso de peso são fatores de risco para resistência à insulina, diabetes tipo 2 (DM2) e distúrbios cardiovasculares (DCV).
  • A obesidade pode levar a doença coronária, enfarte agudo do miocárdio (EAM), hipertensão arterial (HTA), distúrbios biliares e algumas neoplasias.
  • Há associação com problemas psicossociais em países industrializados.

Riscos Relativos de Doenças Associadas à Obesidade

  • Grande aumento (RR<3x): Diabetes tipo 2, doença vesicular, dislipidemia, insulinorresistência, dispneia e apneia do sono.
  • Aumento moderado (RR 2-3x): Doença coronária, hipertensão e osteoartrose (joelho).
  • Aumento ligeiro (RR 1-2x): Cancro (mama na pós-menopausa e endométrio), síndrome do ovário policístico, alterações hormonais de reprodução, diminuição da fertilidade, dor lombar, hiperuricemia e gota, risco anestésico e malformações fetais associadas à obesidade materna.

Obesidade Abdominal e Morbilidade

  • A obesidade abdominal está associada a maiores riscos do que a obesidade periférica.
  • Esta é um preditor independente de DM2, doença coronária, HTA, cancro de mama e morte prematura.
  • A obesidade está associada ao aumento da morbilidade e mortalidade, bem como a redução da esperança média de vida.
  • Há uma relação quase linear entre IMC e morte; indivíduos com obesidade mórbida possuem mortalidade aumentada em até 12 vezes.
  • Doenças debilitantes incluem: dificuldades respiratórias, problemas musculoesqueléticos, problemas cutâneos e infertilidade.
  • As doenças debilitantes podem acarretar custos devido aos recursos de saúde e custos indiretos provocados pelo absentismo.

Benefícios da Perda de Peso

  • Diminuir o peso pode melhorar significativamente a capacidade funcional, a saúde e a qualidade de vida.
  • Estudos de follow-up mostram benefícios evidentes decorrentes de perdas de peso modestas.
  • Perda de peso intencional e mantida a longo prazo pode trazer benefícios na saúde geral, melhorar a qualidade de vida, reduzir a mortalidade e melhorar doenças crônicas.
  • Perda de peso intencional pode resultar em melhoria acentuada da DM2, dislipidemia, HTA, risco CV e função ovárica.
  • Há ainda recuperação da capacidade respiratória, qualidade de sono, apneia do sono, lombalgia e gonalgia e da osteoartrose.

Estudos sobre Perda de Peso

  • Estudos demonstram que perdas modestas de peso (até 10%) melhoram o controle glicémico e reduzem os níveis da TA e do colesterol sérico.
  • A perda de peso melhora a capacidade respiratória, reduz a frequência da apneia do sono e pode aliviar a osteoartrose.
  • Queda nos lípidos séricos podem ser verificadas em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica que perderam 20-30 kg durante os primeiros 2 anos.
  • Há reduções da TA em 43% dos pacientes hipertensos e melhoria dos níveis glicémicos em 69% dos diabéticos tipo 2.
  • A incidência de HTA, hiperlipidémia e DM2 é reduzida a aproximadamente um sexto da observada na população obesa que mantém o excesso de peso.
  • Um aumento da incidência de litíase biliar (se a perda de peso for excessivamente rápida) e a possibilidade de redução da densidade óssea são potenciais desvantagens da perda de peso.

Custos da Obesidade

  • Os custos económicos da obesidade variam entre 2-7% do total dos gastos em cuidados de saúde em alguns países desenvolvidos
  • A prevenção e outras estratégias efetivas poderiam evitar uma grande parte dos gastos, de acordo com estudos.
  • A maioria dos estudos englobam apenas os custos associados à obesidade, mas se os custos associados ao excesso de peso fossem integrados, os custos seriam substancialmente maiores, já que o número de indivíduos com excesso de peso é 3-4 vezes maior do que o número de obesos.
  • Os custos relacionados à obesidade são consideráveis em termos de morte prematura, cuidados de saúde, morbilidade e redução da qualidade de vida.
  • Em Portugal, os custos diretos da obesidade (que abrangem prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, investigação, formação e investimento) consomem 3,5% dos gastos totais com a saúde.

Estratégias de Combate à Obesidade

  • A prevenção, tratamento e controle da obesidade, é claro que fatores sociais e ambientais superam os mecanismos regulatórios fisiológicos.
  • A resposta individual é influenciada por fatores genéticos e biológicos, como sexo, idade e atividade hormonal, padrões alimentares e atividade física que são considerados modificáveis.
  • A obesidade poderá ser evitada, e a sua prevenção é mais simples e menos dispendiosa do que o tratamento após a sua instalação, ainda não existem muitas informações sobre a eficácia destas estratégias.
  • Com base na modificação do ambiente (social, cultural, ambiental e política), bem como no desenvolvimento de programas para pessoas/grupos com risco aumentado de obesidade.
  • As análises preliminares demonstram a carência de estratégias de combate à obesidade nos paises, bem como de serviços que assegurem os cuidados relacionados com a obesidade.
  • Estratégias de saude pública são importantes para lidar com a obesidade, melhoram o conhecimento da população acerca da obesidade bem como reduzindo a exposição comunitária a ambientes promotores de obesidade.
  • As duas principais prioridades de saúde pública são: o aumento da atividade física e a melhoria da qualidade da dieta na comunidade, bem como a educação/planeamento na comunidade por meio de programas destinados a facilitar a prática de exercício físico.

Estratégias de Tratamento

  • É importante que as estratégias de tratamento sejam acessíveis tanto para indivíduos já obesos quanto para aqueles em risco de desenvolver obesidade e/ou comorbidades associadas.
  • É aconselhável um plano de redução a longo prazo se o IMC for elevado,
  • IMC≥30 e a gravidade estiver associada, IMC≥40
  • Encaminhar pacientes para aconselhamento médico especializado se tratamentos convencionais tiverem falhado falhou.
  • Os médicos de família podem podem aconselhar a perda de peso com seus consultórios com as co-morbilidades.
  • Existe uma considerável resistência por parte de muitos profissionais.
  • Há uma má percepção das causas da obesidade, falta de conhecimento e tempo de consulta limitado para lidar com esses indivíduos.

Diretrizes para uma Perda de Peso Efetiva

  • A análise de vários fatores dependem de uma estratégia de perda de peso efetiva:
  • Grau de obesidade Individual
  • Histórico Pessoal de Ganho de Peso
  • Níveis de atividade Física
  • Riscos associados (obesidade abdominal, tabagismo, farmacoterapia e história familiar) -Doenças coexistentes e situação pessoal e social e do histórico dos fatores precipitadores do ganho de peso
  • É de grande importância uma avaliação psico-social e comportamental com determinação para perda de peso.
  • Os níveis da pressão arterial, IMC e PC devem ser seguidos durante o exame físico de rotina.
  • As expectativas dos médicos e pacientes devem se alinhar a um objetivo possível que proporcione o sucesso.
  • Acompanhamento frequente e reuniões de grupo estão associados a respostas mais assertivas enquanto o círculo familiar atua de maneira positiva em certos casos.
  • Há tratamentos variados para a obesidade que englobam a modificação comportamental, atividade física, farmacoterapia e cirurgia.
  • Uma combinação de diversas terapias é muito importante.
  • São componentes fundamentais que facilitam o controlo do peso são a educação, a avaliação dos padrões de ingestão alimentar e os hábitos dos pacientes acerca de alimentos.
  • A identificação das regiões que necessitam de atenção, por exemplo, a adequação nutricional, a frequência e a quantidade das porções alimentares, é muito importante durante a avaliação.
  • A restrição alimentar é entendida como o procedimento convencional de tratamento para a obesidade e uma eficácia reduzida a em longo prazo devido à perda ponderal rápida que induz.

Perder Peso com Pouca Ingestao Calórica

  • Emagrecimento inicial ocorre em IMC≥30 de cerca de 2kg/semana e uma perda total de 20 kg depois de 4 meses ao ingerir dietas com baixas calorias.
  • Com a dieta, as pessoas terão dificuldade em manter o peso perdido. .
  • A identificação da dieta ideal para tratar a obesidade tem sido muito discutida, mas o conceito principal é ter uma dieta focada em preceitos nutritivos, com um déficit calórico modesto, ajustado de modo singular e com diminuição da gordura tem apresentado melhores resultados a um longo prazo..
  • Modificar os macronutrientes apresenta resultado mais assertivo para o emagrecimento extenso e para o procedimento dietético principal (ingerir uma proporção de gordura mais baixa) em vez de diminuir as calorias ingeridas de toda dieta).
  • Pessoas que fazem dietas que contêm menos de 25% de gorduras por problemas que não sejam a perda de peso (risco de tumor, reduzir a ingestão de colesterol e outras gorduras) podem perder, em média, 2-3 kg nos primeiros 2 meses.

Atividade Física e Exercício

  • A atividade física tem muitos benefícios, independentemente da idade e do IMC dos indivíduos.
  • As pessoas que fazem exercícios pelo menos uma vez por semana de maneira intensa a moderada têm menos probabilidade de ter DM2 ou DCV ou até mesmo fratura da anca de doenças mentais, demonstrando que a taxa de mortandade é menor do que nas pessoas que são menos ativas.
  • A atividade física deve envolver todas as abordagens para a obesidade.
  • Pois ela melhora a capacidade cárdio-respiratória, preserva a massa magra, diminui os riscos cardiometabólicos e ainda facilita a sensação de bem-estar.
  • A atividade física auxilia na proteção de alguns cancros e a falta de exercício físico é um precursor de morte.
  • Com a ajuda da atividade física, o corpo pode responder favoravelmente para a distribuição da gordura corporal.
  • Para além do gasto energético imediato, a atividade física regular pode aumentar a taxa metabólica em repouso pelo aumento da massa muscular.
  • A atividade física aumenta a probabilidade de manter o peso perdido.
  • Diminuir o peso é mais eficaz mediante a combinação do exercício com a dieta.
  • Há controvéria nos níveis de atividade, é mais importante a baixa intensidade com caminhadas de 30-60 minutos para aumentar substancialmente a energia consumida, ajudando assim na diminuição da adiposidade corporal.
  • As melhores estratégias incluem atividade física e realização de atividades físicas de baixa intensidade com exercícios aeróbicos moderados e a diminuição do tempo livre que está sendo gasto com atividades sedentárias.
  • Randomização demonstrando que atividades realizadas dentro do ambiente doméstico, que tenham intensidade moderada a baixa e incluam caminhadas têm adesão assertiva à atividade física.
  • A atividade contínua é mais benéfica contra exercícios divididos.
  • Há a necessidade do níveis de intensidade com 30 minutos de exercício vigoroso ou uma de atividade moderada para manter o peso em longo prazo.

Modificações Comportamentais

  • Melhora dos hábitos alimentares e aumento dos níveis de atividade física, esses são os principais objetivos do tratamento comportamental.
  • Possuir certas características fundamentais:
  • -Monitorização: registro detalhado de tudo o que os pacientes ingerem e o que aconteceu em volta daquela refeição. Este registro transmite informações fundamentais a serem escolhidas bem como a implantação das estratégias de intervenção.
  • Controle do estímulo: os clientes tentarão negar a exposição em situações onde já sobrecarregam a sua alimentação.
  • Ênfase: refeições flexíveis e equilibradas ao invés de dietas rígidas na nutrição apropriada. -Metódo para identificar mudança de ideais e costumes equivocados em relação a manutenção de peso: a reestruturação cognitiva.
  • Relações entre os indivíduos: ensinar a lidar com os catalisadores da sobre a alimentação.
  • Ensinando um subsídio social com o intuído do controle do peso e a prevenção da recidiva: um processo que determina como efetivar a manutenção da perda de peso estimulada e a terapia comportamental é eficiente em curto prazo, apresentando notórias perdas ponderais nos pacientes que possuem obesidade leve a moderada; todavia, os frutos e as realizações não serão totalmente promissores a extenso prazo.
  • Esta terapia apresenta muito valor já os pacientes são influenciados a ter costumes saudáveis fazendo com que afete o seu organismo de modo negativo, no mesmo momento, as terapias auxiliam os obesos que estão passando por situações parecidas a se auto estimarem, lidarem com situações sociais e diminuírem sua insatisfação perante sua imagem pessoal.
  • Dieta (restrição calórica), realização de exercícios e terapia comportamental combinadas são programas bem sucedidos.
  • A perda ponderal fica numa faixa de 9-14 kg em um período de 5-5 meses, com um índice de abandono de 20-24%.
  • Cerca de 60-80% são capazes de manter o peso depois de um ano após perdas ponderais analisadas de 9-10% e de acordo com os dados, pode se recidivar em menos de 3-5 anos.

Terapia Farmacológica

  • Caso a mudança no estilo de vida com pessoas obesas não tenha apresentado resultados, a terapia é propicia.
  • Para que a dieta apresente resultados, IMC ≥30 ou 25 devem ser verificados com comorbidades significativas implementadas com as estratégias.
  • Efetivar a terapia é importante principalmente para a adesão aos medicamentos para transtornos alimentares com a modificação do estilo de vida, a prática de exercícios e a modificação comportamental.
  • Quando a ingestão dos medicamentos é descontinuada, os pacientes apresentam novamente o ganho de peso, os fármacos fornecidos para tratamento da obesidade não solucionam a situação.

Tratamento Cirúrgico

  • A nível cirúrgico já existe uma alternativa terapêutica desde o desvio jejunoileal desenvolvido na década de 1950, para o transtorno da obesidade mórbida. Cirurgia para obesidade é entendida como o procedimento efetivo de redução e manutenção do peso nos doentes severamente obesos, o controle cirúrgico acaba sendo menos dispendioso ao longo de anos. Contudo, há diversas técnicas utilizadas e todas elas abrangem uma série de complicações graves; durante e pós cirúrgias, os riscos da anestesia/operações/contaminação bacteriana da alça cega são preocupações corriqueiras.
  • Os métodos se baseiam em diminuir a energia ou má absorção, ou ingerida da junção.
  • Há alguns princípios para que a operação seja selecionada para os pacientes.
  • -Primeiro há de se esperar um auxílio junto com medidas, fármacos e dietéticas.
  • -A cirurgia deve ser utilizada em pacientes bem informados e motivados, que tenham aceitação do risco cirúrgico.
  • -O IMC dos pacientes devem ser maiores ou iguais ≥40 ou ≥35 se ocorrer comorbidades graves e de forte risco associado. Normalmente se perde muita massa a cima de 20kg em um período de 12 meses a seguir a cirurgia, e boa parte desse resultado, o doente consegue recuperar dentro de 5-15 anos, boa medida para reduzir as comorbidades é ajudar os doentes com as intervenções sociais e a diminuirem a depressão, melhorando o salário e a sua qualidade.

Definição do Problema

  • Apesar da grande evidência científica que as assiste, quase se recomenda abordagem eficaz desses doentes perante a redução de peso e dos cuidados primários.

Estágio/Conhecimentos Adquiridos

  • A estagiária selecionou de modo aleatório 250 pessoas maiores de 18 anos de idade de um Centro de Saúde, e que a convocatória foi concedida mediante correio para que se efetivasse o estágio extra curricular.
  • Analise feita em Janeiro de 2008 com os seguintes resultados na amostragem.
  • -250 clientes com convocatórias concedidas aos maiores de 18 anos.
  • -Os clientes deverão ser maiores de 18 anos, já que durante a infância a compreensão de obesidade é dificultada.
  • -dos 250 clientes, 174 compareceram.
  • -72 do sexo masculino e 102 do feminino.
  • Avaliação feita sobre a pressão, a massa bem como IMC dos pacientes.
  • 3 clientes apresentaram glicemia com grau muito relevante foram atendidos.
  • Os pacientes com peso em excesso e obesos 72 pessoas orientadas a realizarem exercícios, mudanças nos hábitos alimentares e foram encaminhados ao atendimento médico.
  • A amostra possuía 30 clientes, a média das idades era de 54,3 anos, o IMC de 32,19 kg/m2 e entre os homens o limite era 107,82 e 95,13 entre as mulheres.
  • Realização de um convite a participar um programa de redução de peso para todos pacientes.
  • As sessões visaram uma reunião de um estilo de vida saudável.
  • As sessões baseavam-se na desculpabilização, nos esclarecimentos de conceitos, na identificação de alimentos altamente energéticos, na definição alternativas para uma alimentação saudável, reforçando a necessidade de praticar hábitos da atividade física e foram ainda abordados os temas como comorbidades associadas à obesidade.
  • Um questionário foi preenchido constavam dados essenciais de cada cliente mediante IMC, grau de motivação das doenças e entre outros.
  • Os pacientes fizeram consultas, colocação e dúvidas e foi feito um estudo entre mulheres e homens para chegar a uma avaliação exata.
  • Os casos foram devidamente resolvidos com facilidade e daí resultou uma postura de confiança.

Conclusões

  • Hoje a obesidade é uma ameaça em ascensão à saúde no mundo todo.
  • A obesidade resulta da vida sedentária e a cultura dos alimentos ser altamente energéticos.
  • Em sentido, é preciso elaborar com que os hábitos da vida saudável fizessem a utilização de dieta balanceada com baixa energia.
  • Só será possível prevenir e tratar a obesidade com medidas a nível individual, em uma ação conjunta envolvendo setores como ONG, privado ou sociedade.
  • O estudo a respeito da obesidade é essencial, e os cuidados com a saúde primária um instrumento assertivo a ela.

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