Parasitologia e Zoonoses PDF - Curso de Auxiliar Veterinário

Summary

Este documento, datado de 2019, é uma apostila sobre Parasitologia e Zoonoses, focada em doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos. Aborda conceitos básicos de parasitologia, fatores de risco, vetores, helmintos, protozoários e outras questões essenciais para auxiliar veterinários, com exercícios de fixação.

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PARASITOLOGIA E ZOONOSES Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 1 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Sumário da Apostila – Parasitologia e Zoonoses 1 – Zoonoses e Par...

PARASITOLOGIA E ZOONOSES Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 1 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Sumário da Apostila – Parasitologia e Zoonoses 1 – Zoonoses e Parasitologia.................................................................................................. 03 Noções parasitológicas.................................................................................................... 03 Tipos de associações interespecificas.............................................................................. 04 Infecção........................................................................................................................... 07 Fatores de risco............................................................................................................... 07 Vetores............................................................................................................................ 08 Helmintos........................................................................................................................ 08 Filo Nematoda (Vermes cilíndricos)................................................................................. 09 Filo dos Platelmintos (Vermes achatados)....................................................................... 14 Protozoários.................................................................................................................... 16 Profilaxia........................................................................................................................... 26 Ectoparasitas................................................................................................................... 28 Ciclo de vida do Piolho..................................................................................................... 31 Erliquiose (transmitida pelo vetor carrapato).................................................................. 36 Fungos............................................................................................................................. 39 Bactéria............................................................................................................................ 41 Vírus................................................................................................................................. 43 Complicações vacinais..................................................................................................... 46 Saneamento Básico......................................................................................................... 47 Exercícios de fixação......................................................................................................... 50 2 – Referências Bibliográficas................................................................................................ 51 Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 2 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados 1 - ZOONOSES E PARASITOLOGIA As zoonoses são doenças transmissíveis entre os animais e o homem e vice versa, sendo uma importante ameaça à saúde pública, pois o contato entre homens e animais é frequente, seja por meio de animais de companhia ou por meio do consumo de animais de produção. As zoonoses estão diretamente ligadas a endoparasitos e ectoparasitos, e é de extrema importância que o auxiliar veterinário saiba conceitos básicos de parasitologia, quais os principais parasitos encontrados na rotina clínica e quais possuem potencial zoonótico. Lembrando que é função do auxiliar veterinário, juntamente a outros profissionais da saúde, prevenir e controlar fatores ambientais que dificultem a proliferação de doenças, atuando assim de acordo ao previsto pela saúde pública. Noções parasitológicas Parasitologia é a ciência que estuda os parasitas e suas relações com o hospedeiro. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 3 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Por convenção, quem estuda a interação de vírus, bactérias e fungos é a microbiologia, e quem estuda os protozoários, helmintos e artrópodes é a parasitologia. Porém todos esses estudos estão ligados a saúde pública e abordaremos as principais zoonoses causadas por cada um desses parasitos. Durante a evolução as espécies se uniram de tal forma, que se tornaram mais fortes e possuíram maior probabilidade de sobrevivência, possuindo associações. Essas associações interespecífica (ocorrem entre seres de espécies diferentes), conhecidas como simbiose (comensalismo, mutualismo), predação, parasitismo e competição. Tipos de associações interespecíficas 1. Simbiose Do Grego: sim -”com“ e biose - “vivendo” “Associação entre seres vivos, geralmente um deles vivendo dentro ou sobre o corpo do outro, são simbióticos, em contraste com os organismos de vida livre”. Mutualismo – É uma relação em que ambas as espécies se beneficiam. Exemplo: as bactérias que vivem no sistema digestório do gado ajudam os ruminantes a digerir o capim que eles ingerem. Em troca, as bactérias recebem abrigo e alimento. Comensalismo – Uma espécie (comensal) se beneficia nutricionalmente, enquanto a outra não sofre qualquer alteração (benefício unidirecional). Ex. rêmoras x peixes grandes e tartarugas marinhas. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 4 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados 2. Predação É uma interação em que os indivíduos de uma população (predadores) capturam outros indivíduos de outra população (presas) para se alimentarem. Se os predadores forem da mesma espécie das presas, então a relação chama-se de Canibalismo, que é uma relação intraespecífica. 3. Parasitismo O parasitismo é a interação entre duas espécies, na qual uma delas, o parasito, se beneficia da outra, o hospedeiro, causando-lhe danos de maior ou menor importância. Hospedeiro - organismo que serve de habitat para outro que nele se instala encontrando as condições de sobrevivência. O hospedeiro pode ou não servir como fonte de alimento para a parasito. Hospedeiro definitivo - é o que apresenta o parasito em fase de maturidade ou em fase de atividade sexual. Hospedeiro intermediário - é o que apresenta o parasito em fase larvária ou em fase assexuada Existem parasitos que vivem no interior do organismo, são endoparasitos e outros que vivem no exterior, os ectoparasitos. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 5 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados 4. Competição É quando os indivíduos de uma população usam os mesmos recursos (ex: território e alimento, nos animais e água e luz, nos vegetais). Para que os parasitos completem o ciclo de vida deles, é necessário que parasitem outro indivíduo, o hospedeiro. Só é parasitismo quando o parasito se beneficia de alguma coisa do metabolismo do hospedeiro, como por exemplo, os nutrientes. Ou seja, deve haver um comprometimento metabólico ao hospedeiro. Os parasitos são chamados de agentes etiológicos, que são aqueles causadores ou responsáveis pela origem da doença, podem ser vírus, bactéria, fungo, protozoário ou um Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 6 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados helminto da doença. Também são classificados em dois grandes grupos, os endoparasitos que ficam confinados no corpo do hospedeiro e os ectoparasitos que ficam na parte externa do hospedeiro. Nem sempre o animal parasitado estará doente, os parasitos podem consumir nutrientes do hospedeiro de uma forma em que o hospedeiro ainda consiga se recuperar, sendo assintomático, isso acontece quando a patogenicidade do parasito entra em equilíbrio com o hospedeiro, só apresenta sintomas quando ocorre esse desequilíbrio. É o grande problema de algumas zoonoses, em que o animal possui o parasito e não demonstram sinais, dessa forma não é diagnosticado e nem tratado, daí se dá a importância da medicina veterinária preventiva. Esse animal é considerado assintomático, ou seja, não apresenta sinais clínicos de que possua algum parasito. Os animais assintomáticos que de alguma forma possibilita a infecção humana, são chamados de RESERVATÓRIOS. Infecção É a invasão do organismo por agentes patogênicos microscópicos. É comum o animal apresentar uma resistência a alguns tipos de parasitos e o humano não, sendo assim o humano quando entra em contato com esse animal, contrai o agente etiológico e passa a demonstrar os sintomas (doente). Fatores de risco Fatores ligados ao parasito: Carga parasitária – quanto maior a quantidade de parasitos presentes maior será a intensidade da doença; Localização – onde o parasito se instala, exemplo: intestino, estômago, vasos sanguíneos; Patogenicidade – existem parasitos que são mais patogênicos que outros, (Patogenicidade é a capacidade do agente invasor em causar doença com suas manifestações clínicas entre os hospedeiros suscetíveis); Fatores ligados ao hospedeiro: Idade; Estado nutricional; Imunidade; Órgão acometido; Hábitos; Outras doenças; Genética; Para a saúde pública, a verminose canina assume um papel de destaque, dado ao estreito convívio dos cães com o homem, torna-se fundamental o controle adequado da endoparasitose canina, com o objetivo de diminuir a contaminação do meio ambiente pelas formas infectantes destes parasitos e, consequentemente, minimizar os riscos de infecção humana e canina (ROBERTSON et al, 2000). Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 7 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Os parasitos podem ter um ou mais hospedeiros, se durante todo o ciclo de vida dele precisar de um só hospedeiro é classificado como ciclo monoxênico, se precisar de dois o mais hospedeiros é classificado como ciclo heteroxêmico. Podendo ser os hospedeiros definitivos ou intermediários. Existe também o ciclo autoxênicos em que todas as formas evolutivas são encontradas em um único hospedeiro. Ex.: Sarcoptes scabiei Vetores São aqueles transmitem o parasita entre dois hospedeiros. Vetores mecânicos - simplesmente servem de transporte para o parasito. Vetores biológicos - os parasitos se multiplicam no vetor. Helmintos Os helmintos ou vermes podem ser classificar em três grandes grupos: Filo dos Nematelmintos, ou vermes cilíndricos - tem formato cilíndrico, sem divisões, sua pele é firme e elástica. São exclusivamente dióicos, ou seja, os vermes adultos possuem sexos separados de modo que o macho é menor que a fêmea. As espécies mais comuns são o Ancylostoma spp e o Toxocara spp. Filo dos Platelmintos – Classe Cestoda, são achatados e têm aparência de uma fita com várias divisões. São transmitidos pela ingestão de um hospedeiro intermediário que podem ser pulgas, roedores ou carne crua. As espécies mais comuns são o Dipylidium caninum, que tem como principal hospedeiro intermediário a pulga, que é acidentalmente ingerido pelo animal ao se coçar ou lamber e as Tênias, adquiridas pela ingestão de roedores ou carne crua (Ex: bovinos, ovinos e suínos). Filo dos Platelmintos – Classe Trematoda, providos de ventosas, verme Schistosoma mansoni, causador da Esquistossomose, doença popularmente conhecida como barriga d’água. A esquistossomose pode ser contraída principalmente em lagos contaminados, e o verme necessita de um hospedeiro intermediário (caramujos, caracóis ou lesmas) para atingir seu hospedeiro definitivo, o homem. Os helmintos podem multiplicar-se dentro ou fora do corpo do hospedeiro. Isso depende do ciclo vital específico de cada parasito. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 8 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Filo Nematoda (Vermes cilíndricos) Ancylostoma spp. (Larvas migrans cutânea - Bicho geográfico) (ZOONOSE) O bicho geográfico ou larva migrans cutânea é uma zoonose bastante comum causada pela larva do Ancylostoma braziliense, presente nos cães, gatos e outros carnívoros, e também pela larva do Ancylostoma caninum, a qual acomete os cães. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 9 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Prevenção: É essencial que as fezes dos animais sejam sempre recolhidas e ainda assim evitar andar descalço em locais de risco. A higienização é necessária para eliminação da presença do parasita e suas respectivas larvas. Torna-se necessário uma limpeza constante do ambiente em que o cachorro vive, lavando-se frequentemente os vasilhames de água e de ração, retirando as fezes. Deve-se utilizar para a desinfecção dos utensílios e do ambiente do cachorro, produtos de limpeza específicos para o controle e a eliminação eficaz do parasita. Uma das formas da prevenção do bicho geográfico em humanos é a vermifugação regular de todos cães e gatos. Existe atualmente no mercado bons vermífugos formulados adequadamente para este fim. Outra medida importante é a de se evitar o acesso de cães e gatos àqueles locais públicos, principalmente praias e parques com areia, onde brincam as crianças. Além disso, a pessoa que acompanha o animal para passeio ajuda bastante recolhendo suas fezes. Toxocara canis (Larva migrans visceral) (ZOONOSE) A verminose acomete cachorros em todas as fases de sua vida. Acontece com os cachorros jovens ou ainda filhotes lactentes, devido principalmente a baixa resistência imunológica dos cachorros jovens com menos de seis meses de idade e também pela transmissão direta via placenta de larvas do parasita para os fetos no útero da cadela portadora da verminose, e que geralmente é assintomatica. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 10 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Nos cachorros adultos, e em cachorros jovens acima dos seis meses de vida, a Toxacariase Canina raramente manifesta os seus sintomas. Nos humanos, ocorre a larva migrans visceral que é uma importante zoonose, pode ocorrer após a ingestão de ovos infectantes do ascarídeo Toxocara canis. Prevenção: Eliminar os parasitas dos animais infectados; Prevenir a contaminação do ambiente por fezes de cães; Fazer um programa de educação da população sobre o potencial zoonótico desses nematódeos. É importante lembrar que solos, principalmente as areias, de parques públicos das cidades, podem se tornar locais de defecação habitual de cães adultos e gatos adultos não confinados e com isso tendem a ser contaminados, com ovos infectantes de T.canis e T.cati. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 11 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Dirofilaria immitis (ZOONOSE) Dirofilaria immitis é um parasita cardiopulmonar de evolução fatal tanto para os cães quanto os gatos, causadora da doença conhecida como dirofilariose. A dirofilariose é uma doença parasitária grave, e potencialmente fatal, provocada por um parasita redondo (Nemátode) da espécie Dirofilaria immitis. Na forma adulta, o parasita aloja-se nas câmaras direitas do coração e nos vasos sanguíneos pulmonares, podendo atingir 35 cm de comprimento. É encontrada mais frequentemente em cidades litorâneas e de clima quente, porém muitos casos têm sido diagnosticados em regiões interioranas e longe da costa. As regiões com maior frequência da Dirofilariose no Brasil são as regiões litorâneas dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina e, inclusive, o Mato Grosso, possivelmente porque nestas regiões foram realizados maiores levantamentos epidemiológicos. Transmissão: É transmitida através da picada de várias espécies de mosquitos sugadores de sangue, os quais picando animais infectados, contaminam-se com as formas jovens denominadas de microfilárias. Posteriormente, picando animais saudáveis, as microfilárias serão inoculadas e se tornarão formas adultas, as quais se instalarão no coração, completando assim o ciclo. O ciclo biológico de Dirofilaria immitis exige sempre a passagem do parasita pelo organismo do mosquito. Sem ele, as microfilárias não podem adquirir a forma infectante e o parasita nunca atinge o estádio adulto. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 12 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados A maturação do parasita no interior do mosquito exige temperaturas ambientais mínimas de 18ºC. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 13 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Prevenção: A principal forma de combate da dirofilariose é a preventiva, através da eliminação dos mosquitos. A prevenção consiste na administração mensal de um fármaco, na forma de comprimido ou de pipeta, que elimina as formas larvares transmitidas pelo mosquito infetado, impedindo que atinjam a forma adulta. O Médico Veterinário irá aconselhar quanto à modalidade de profilaxia mais indicada para o cão. Devido as alterações climáticas que se tornam cada vez mais importantes, recomenda-se que a profilaxia seja efetuada ao longo dos 12 meses do ano, prevenindo quaisquer transmissões acidentais. Os medicamentos utilizados para realizar a profilaxia da dirofilariose não devem ser administrados sem que se tenha a certeza que o cão não é portador do parasita. A administração destes medicamentos a um cão com dirofilariose pode ser fatal! Existem disponíveis no mercado pipetas e coleiras que, para além de controlarem a infestação por pulgas e carrapatos, também são repelentes de mosquitos. No entanto a mera aplicação destes repelentes não é suficiente para proteger o seu cão da transmissão. Filo dos Platelmintos (Vermes achatados) Dipylidium caninum (ZOONOSE) O Dipylidium caninum é um cestódeo de distribuição mundial que habita o intestino delgado de cães e gatos, extremamente comum em cães, em menor extensão em gatos e outros carnívoros silvestres. São hematófagos, ou seja, se alimentam de sangue e tem a possibilidade (rara) de infectar humanos, portanto, é uma zoonose. Embora o parasitismo por Dipylidium caninum seja considerado pouco patogênico nos cães (capaz de provocar doença) a prevalência, isto é, a freqüência de ocorrência deste verme em algumas regiões pode chegar ao redor de 60% de cães infectados. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 14 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Prevenção: Vermifugação periódica – pelo menos 02 vezes ao ano. Evitar que os animais sadios frequentem o mesmo ambiente frequentado por animais que possam estar parasitados: praças, parques e praias. Dar destino adequado às fezes dos animais. Fazer higiene regular do ambiente em que o animal vive com água sanitária. É importante salientar que sem o completo controle das pulgas, mesmo que se faça um tratamento adequado com vermífugos específicos para as formas adultas do cestódio (a forma adulta ocorre quando se observa as proglotes presentes nas fezes dos cães e gatos) geralmente teremos poucos benefícios na prevenção da dipilidiose humana e dos animais domésticos. Isso porque as pulgas fazem parte do ciclo biológico deste verme e são as responsáveis pela sua transmissão. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 15 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Protozoários Giárdia lamblia (ZOONOSE) Trata-se de uma das principais doenças intestinais em cães e pode gerar graves complicações. Pode ser transmitida para os humanos (zoonose). O agente causador desta doença é um parasita protozoário Giardia lamblia. Devido ao aumento populacional de animais domésticos, a giárdia vem se tornando caso clínico mais comum nos estabelecimentos veterinários. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 16 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Transmissão: Pode ser classificada em duas formas: Transmissão Indireta: os cães são infectados através da ingestão de água ou alimentos contaminados com cistos provenientes das fezes de outro indivíduo já contaminado com giardíase. Transmissão Direta: geralmente se dá em canis e gatis, onde os animais ficam mal acomodados, aglomerados uns aos outros e têm contato direto. Os cistos da giárdia podem sobreviver por longos períodos e são resistentes à maioria dos desinfetantes comuns. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 17 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Prevenção: Como medida profilática, recomenda-se a vacinação de cães contra a giárdia, uma vez que a vacina reduz a incidência da doença com eficácia. A vacina contra a giárdia pode ser aplicada a partir do 56º dia de vida, tornando-se ineficaz para cães infectados. A segunda dose deve ser feita 15 dias após a primeira, para animais nunca antes vacinados, com reforço anual em dose única. O animal torna-se imunizado após 15 dias após a aplicação da segunda dose. Locais frequentados por animais que já foram infectados pela doença, torna-se essencial fazer a higienização química, com compostos de amônio quaternário, água sanitária, vapor e água fervente, assim elimina-se a possibilidade de sobrevivência dos cistos. Deve-se ter uma melhoria nos hábitos de higiene, evitando água contaminada, lavando bem as mãos e alimentos antes de ingeridos e limpeza do meio ambiente. Leishmania sp. (ZOONOSE) A leishmaniose é causada por um protozoário provocando uma doença que pode apresentar-se no cão de duas formas distintas: uma cutânea ou tegumentar e outra visceral. Na leishmaniose cutânea, as lesões são úlceras superficiais, aparecendo frequentemente nos lábios e pálpebras. (ex: Leishmania braziliensis e a Leishmania mexicana). Já a leishmaniose visceral é uma doença grave e fatal, tanto para o cão como para o homem, é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. É reconhecida como uma importante zoonose, cão é considerado como o principal reservatório de infecção para o homem. Animais silvestres, como lobos, coiotes e raposas, também podem funcionar como reservatórios. (Leishmania donovani, infantum e chagasi). Atualmente a leishmaniose visceral constitui um sério problema de saúde pública e vem se intensificando nos centros urbanos. Atualmente no Brasil, a doença está distribuída em pelo menos 22 dos 27 estados do país. O Ministério da Saúde estima que para cada caso humano, há uma média de cerca de 200 cães infectados. A Leishmaniose canina ataca o sistema imunológico do animal. Quando em contato com seu hospedeiro (nesse caso, o cachorro), o parasito do tipo Leishmania começa a atacar as células fagocitárias (os macrófagos – responsáveis por proteger o organismo de corpos Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 18 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados estranhos). Ele se liga a essas células e começa a se multiplicar, atacando mais células. Nessa propagação, podem atingir órgãos como fígado, baço e medula óssea. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 19 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Transmissão: A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Este protozoário necessita de dois hospedeiros para completar seu ciclo, sendo um hospedeiro vertebrado, que pode ser o homem ou um canídeo, e um hospedeiro invertebrado, que é o mosquito. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 20 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Prevenção: A medida profilática mais eficiente até o momento é o combate ao vetor, impedindo sua multiplicação, por meio da aplicação de inseticidas nos locais onde se reproduzem (locais úmidos ricos em matéria orgânica). É necessário o emprego de medidas de saneamento básico. É importante também conhecer os hábitos alimentares desses mosquitos, que apresentam atividades crepusculares no início do dia e no início da noite, evitando assim o encontro com este vetor (se possível evitar o encontro dos mosquitos com os cães também), fechando as portas e janelas das casas nesses horários. Atualmente existe à disposição no mercado um produto eficaz no combate ao mosquito vetor e o seu uso nos cães reduz significativamente o risco de contaminação com a Leishmania sp. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 21 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Outras medidas como a aplicação de inseticidas nos animais e o uso de coleiras que contenham deltametrina (Escalibur®), substância que repele os insetos. A primeira vacina licenciada para a LVC foi a Leishmune®, preparada a partir da glicoproteína FML (Fricone Mannose Ligand). Essa vacina, de acordo com os técnicos do Ministério da Agricultura, não atendeu completamente os requisitos para estudos de fase 3, que deveriam comprovar a sua eficácia. Dessa maneira, a orientação do MAPA (Ministério da Agricultura) foi para descontinuar o uso da Leishmune nos esquemas de vacinação, ficando a critério do médico veterinário a escolha da melhor estratégia de imunização dos cães, no caso de animais que já tenham sido vacinados com o produto suspenso. Atualmente, a única vacina no mercado contra leishmaniose hoje é a Leish-Tec, desenvolvida pela UFMG, que tem proteção de 96%. Essa vacina só pode ser aplicada depois de ser feito exame de leishmaniose e ter resultado obrigatoriamente negativo, se aplica 3 doses intervaladas e reforço anual na data da primeira dose, criteriosamente. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 22 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 23 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Toxoplasma Gondii (ZOONOSE) A toxoplasmose é uma infecção causada por um protozoário chamado Toxoplasma Gondii, encontrado nas fezes de gatos e outros felinos, que pode se hospedar em humanos e outros animais. É causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados e é uma das zoonoses (doenças transmitidas por animais) mais comuns em todo o mundo. Frequentemente o veterinário é questionado a respeito da toxoplasmose, principalmente quando há uma mulher grávida na família, ou um planejamento de gravidez e está família possui animais domésticos em casa. A infecção humana pode ocorrer através da ingestão acidental de oocistos provenientes de fezes de gatos ou da ingestão de carne mal cozida, ou pela via transplacentária. É importante saber que o contato com gatos não causa a doença. O perigo está no contato com as fezes contaminadas do felino e no consumo de água contaminada e alimentos mal lavados ou mal cozido. Ocorre em animais de estimação e de produção, incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (bovinos, suínos, cabras, etc.). Acarreta seriamente às gestações, gerando abortos e nascimento de fetos mal formados. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 24 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 25 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Transmissão: A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de água e/ou alimentos contaminados com os oocistos esporulados, presentes nas fezes de gatos e outros felídeos, por carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, que abriguem os cistos do protozoário Toxoplasma gondii. A ingestão de leite cru contendo taquizoítos do parasito, principalmente de cabras, pode ser uma forma de infecção, mas provavelmente rara, pois a cabra tem de se infectar durante a lactação para que exista a possibilidade de passagem de taquizoítos para o leite. Quem gosta de comer carne mal cozinhada, corre riscos maiores de apanhar Toxoplasmose na gravidez. Profilaxia Para evitar a contaminação de um animal pela toxoplasmose, é necessário que ele não ingira cistos de tecidos infectados e; portanto, evitar que eles se alimentem com carnes cruas ou mal cozidas já pode ajudar bastante nessa prevenção. Controlar as saídas dos bichanos para a rua também é uma boa ideia para prevenir os gatos da infecção; já que, dentro de casa e com a higiene em dia, dificilmente o animal será contaminado. No entanto, no caso dos seres humanos, a forma de prevenção é bastante clara e simples: higiene. E, mesmo que você tenha dentro de casa um felino contaminado pela doença, isso não quer dizer que será infectado. Lavando bem as mãos após o contato com o animal e, principalmente, após limpar a sua caixa de areia, há poucas chances de que a doença seja transmitida. A caixa de areia é outro local que deve permanecer limpo o tempo todo, e a esterilização do acessório com água fervente também deve ser feita de maneira constante para evitar chances de contaminação. No caso de quem tem crianças no lar, deixa-la em locais afastados dos pequenos também é uma boa ideia – sendo que a limpeza das mãos da criança após as brincadeiras com os bichanos deve ser algo ensinado desde cedo, garantindo a higienização e, com isso, a prevenção. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 26 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Em todos os casos (seja para evitar a infecção em animais ou humanos), a higiene é a palavra-chave. Todo tipo de vegetal que for ingerido deve ser bem lavado e todo tipo de carne a ser consumida deve ser bem cozida antes do consumo, acabando com a possibilidade de que o protozoário possa ser transmitido para quem come o alimento. Lavar bem os utensílios de cozinha que entram em contato com carnes cruas também é uma boa medida para garantir o afastamento do problema. FONTE: @CACHORROGATO https://www.cachorrogato.com.br/gato/toxoplasmose/ Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 27 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Ectoparasitas São parasitas que habitam o exterior do animal, a pele, pelo, orelha e canal auditivo dos animais. Exemplos: Pulga, carrapato, piolho, ácaro, larvas de moscas. Sarcoptes scabiei (escabiose no homem) (ZOONOSE) A Sarna Sarcóptica, também chamada de sarna comum, é causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei e é o tipo de sarna mais frequente em cães. Ocorre em cães, ovinos, caprinos, suínos, bovinos e humanos, mas é rara em gatos e equinos. Geralmente acomete animais debilitados. É altamente contagiosa, principalmente através do contato físico podendo também ocorrer transmissão mecânica. Causa coceira intensa e afeta dramaticamente a qualidade de vida do cachorro que a tem, podendo conduzir a infecções bacterianas e a sérios problemas de saúde se não for tratada. É uma condição curável, mas também é muito contagiosa e inclusivamente pode transmitir- se aos humanos. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 28 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Como os ácaros podem sobreviver algumas semanas fora do hospedeiro pode ocorrer infestação através do ambiente e objetos. Período de incubação: 1 a 2 semanas no cão. Os parasitas não sugam e não mordem, se alimentando de fluidos celulares. O ácaro escava galerias e túneis para viver e se alimentar do tecido da pele. Produz uma coceira muito intensa que piora com o calor e geralmente também à noite. Transmissão: É uma doença extremamente contagiosa e a transmissão ocorre maioritariamente por contato direto. No entanto, o parasito pode sobreviver no ambiente, até 21 dias, por isso o contágio poderá também ocorrer através de objetos como mantas, sofás, almofadas, lençóis entre outros. Ainda no que diz respeito ao contágio humano devemos realçar que uma pessoa infectada pode contagiar um cão saudável. FONTE: (O DONO CUIDA PT) Prevenção: Separar os animais infestados. Por ser altamente contagiosa, deve- se tratar todos os animais. O tratamento em si deverá consistir em shampoos anti-ácaros que podem também ser acompanhados por medicamentos. Caso observe infecções Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 29 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados bacterianas secundárias poderá também ser necessário combatê-las com antibióticos. Visto ser uma doença extremamente contagiosa a melhor forma de preveni-la é evitando que o cão contate com outros animais e ambientes infectados. Ao mínimo sinal ou suspeita de sarna leve-o ao veterinário, porque um diagnóstico precoce facilitará o tratamento e a recuperação. Trichodectes canis (POSSIVÉL ZOONÓTICO) (vetor de Dipylidium caninum) Os piolhos são insetos que acometem tanto o homem quanto os animais domésticos, porém eles são específicos de cada espécie, ou seja, o piolho que afeta o cão, não afeta o homem e o piolho que afeta o homem, não afeta a cão. Assim, cada espécie tem o seu “piolho”. Este piolho mede de 1,5 a 2 mm de comprimento e pode transmitir também Dipylidum caninum. Infesta principalmente a cabeça, o pescoço, as orelhas e o lombo. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 30 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Transmissão: Embora se proliferem rapidamente, eles não sobrevivem mais do que alguns dias no ambiente longe do hospedeiro, sendo transmitido sempre por contato direto com o animal ou com objetos que foram retirados do animal infestado. Existem duas espécies que parasitam o cão e gato. Uma se alimenta de sangue (pica a pele do animal) e a outra se alimenta de restos celulares como a seborreia e a “caspa”, mas ambos causam irritação, coceira e desconforto ao animal. Ciclo de vida do Piolho Amblyomma cajennense (vetor de febre maculosa) (POSSIVEL ZOONÓTICO) O gênero Amblyomma compreende os carrapatos nativos que parasitam os cães acidentalmente, pois seus hospedeiros naturais são animais silvestres. Portanto eles são encontrados em cães que vivem ou frequentam áreas de mata ou áreas rurais e suburbanas. Nos terrenos baldios e parques de ambientes urbanos é possível encontrar algumas espécies parasitando cães. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 31 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados No meio rural o carrapato Amblyomma cajennense é um dos principais parasitas externos (ectoparasitas) de cavalos e todos estágios (larva, ninfa e adulto) são encontradas em cães que vivem neste tipo de ambiente. Em relação à saúde-pública, esta espécie é o principal parasita de humanos no Sudeste e Centro-Oeste brasileiro e o principal vetor da Febre Maculosa, doença severa, altamente letal, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, já registrada nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Os cães também podem ser acometidos por essa bactéria. Outras espécies foram encontradas parasitando cães como Amblyomma ovale, Amblyomma brasiliense e Amblyomma tigrinum. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 32 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Rhipicephalus sanguineus (vetor de Erliquiose e Babesia) O carrapato Rhipicephalus sanguineus é a única espécie do gênero que conseguiu se estabelecer nas Américas e são parasitas primários de cães. Eles são carrapatos com origem na região Afrotropical e vieram junto com os animais domésticos encontrados em todas as regiões zoogeográficas do mundo. São vetores das doenças Babesiose canina e Erliquiose canina, causadas respectivamente pelo protozoário Babesia canis e a bactéria Ehrlichia canis. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 33 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados No Brasil também é conhecido pelo nome popular: carrapato-vermelho-do-cão. Ao contrário da maioria dos carrapatos, o Rhipicephalus possui geotropismo negativo, ou seja, ao sair do hospedeiro ele procura lugares altos, de preferência lugares pertos do ambiente onde os hospedeiros ficam e dormem. No ambiente urbano esses carrapatos conseguiram se adaptar perfeitamente, utilizando- se de frestas de muros, canis, casinhas e buracos em paredes para abrigar as fases não- parasitárias. No ambiente rural podem ser encontrados geralmente próximos ao local que serve de dormitório para o cão. Ciclo: É um carrapato que exige três hospedeiros para completar o ciclo (trioxeno), pois todas as mudas são feitas fora dos hospedeiros. A fêmea podem por 200 a 3000 ovos por dia. Período (em dias): Pré-Postura - 3 Incubação - 17-60 Sucção da larva - 2-7. Muda da larva - 5-23. Sucção da ninfa - 4-9. Muda da ninfa - 11-72. Sucção da fêmea - 6-30. As larvas não alimentadas podem sobreviver até 8 meses e meio, as ninfas seis meses e adultos até 19 meses. FONTE: ASSUNTOSDEVETERINARIA.BLOGSPOT.COM Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 34 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Curiosidade: Existe um grande número de espécies de carrapatos que podem parasitar cães. O cão é hospedeiro primário de uma única espécie de carrapato (Rhipicephalus sanguineus) e pode ser hospedeiro acidental de várias espécies do gênero Amblyomma. Sempre se deve identificar a espécie de carrapato que está infestando antes de adotar medidas de controle. O local de abrigo do cão deve ser limpo constantemente; a pelagem do cão deve estar sempre limpa e fazer observação detalhada com a finalidade de se encontrar eventuais ectoparasitas. Controle: A casa infestada e / ou canil deve ser cuidadosamente limpo, a fim de eliminar tantos carrapatos quanto possível. Aspiração é muito útil. Canis, casas de cachorro, e estruturas ocupadas por animais de estimação devem ser cuidadosamente tratados para controlar carrapatos que caíram fora do cão e que residem em áreas abrigo. Pulverizações de inseticidas residuais devem ser aplicados com cuidado para abranger todas as áreas habitats potenciais dos carrapatos. Os carrapatos gostam de residir nas porções superiores das estruturas em fendas e rachaduras. A não utilização de medidas profiláticas e curativas em ambientes infestados com R. sanguineus pode propiciar, além das doenças anteriormente descritas, sérios problemas no animal, como anemia, irritação local, dermatite e coceira. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 35 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Erliquiose (transmitida pelo vetor carrapato) A erliquiose canina é transmitida pela transferência do sangue de um cão infectado para um cão susceptível. Esta transferência ocorre na natureza principalmente pela picada do carrapato vermelho do cão, o Rhipicephalus sanguineus. Pode também ocorrer pela transfusão sanguínea de cães cronicamente infectados, isto é, através da doação de sangue, um cão infectado com Ehrlichia canis pode transmitir essa doença para um cão saudável. Na primeira fase da doença, chamada de fase aguda, o animal apresenta sintomas brandos, como febre, inapetência e prostração, sintomas estes que muitas vezes passam despercebidos pelos proprietários, pois frequentemente temos uma melhora do quadro clínico mesmo sem tratamento, onde o cão volta a se alimentar e o estado febril tende a cessar. Entretanto, alguns animais poderão ser acometidos pela fase crônica da erliquiose e nesta fase o parasita penetra na corrente sanguínea e linfática, multiplicando-se no organismo do cão. Esta segunda fase da erliquiose canina pode durar de uma a seis semanas e o animal pode apresentar diversos sintomas clínicos, como sintomas neurológicos, dores articulares, fraqueza, emagrecimento, depressão. Podemos também verificar alterações laboratoriais variadas, tais como anemia e diminuição considerável do número de plaquetas, levando muitas vezes a hemorragias. A erliquiose canina é considerada uma doença grave que pode levar o cão à morte se não tratada a tempo. O diagnóstico precoce desta enfermidade (na fase aguda) é fundamental, pois animais tratados na fase aguda têm maiores possibilidades de sucesso. Numa clínica veterinária, o diagnóstico desta enfermidade pode ser feito facilmente através de um exame de sangue com algumas gotas de sangue, e o resultado sai em menos de dez minutos. Este exame pode ser feito em animais suspeitos e antes de transfusões sanguíneas. O sucesso do tratamento depende em grande parte do rápido diagnóstico. Outra razão importante do rápido diagnóstico e tratamento desta enfermidade, é que a erliquiose canina pode ser transmitida para o homem, sendo por isso considerada uma zoonose. Portanto, como medida profilática, o controle de carrapatos nos cães e visitas regulares ao médico veterinário são de extrema importância. FONTE: POLICLINICAVETERINARIA.COM.BR Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 36 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Pulex irritans e Ctenocephalides sp. (VETORES) (POSSIVEL ZOONOSE) São insetos sem asas e com o corpo achatado lateralmente, ectoparasitas hematófagos, holometábolos (metamorfose completa). A longevidade depende da alimentação e umidade do ambiente. A pupa permanece no ambiente (no fundo do sofá, colchão, tapetes e carpetes, e frestas de pisos de madeira) por períodos de até 1 ano. Novas pulgas podem se formar e infestar os animais, mesmo que eles não saiam de casa. Não há uma alta especificidade de hospedeiro – geralmente infestam várias espécies. O número de pulgas que o cão tem corresponde a cerca de 10% da população existente no ambiente familiar nas diversas formas evolutivas. Por isso, o combate às pulgas deve ser feito de forma integrada. Um dos motivos por que as pessoas não sentem em si próprias essa infestação deve-se à circunstância da pulga que parasita o cão ser de uma espécie diferente da que prefere o humano (Pulex irritans) como hospedeiro. A pulga do cão (Ctenocephalides canis) e gatos (Ctenocephalides felix) normalmente só se alimenta do sangue das pessoas na ausência prolongada daqueles animais. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 37 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 38 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Fungos Sporothrix spp. (ZOONOSE) A Esporotricose é uma doença crônica e esporádica causada por um fungo, presente no solo e na vegetação, (também denominado doença do jardineiro ou doença do manipulador de rosa). Pode afetar diversas espécies de animais, incluindo cães e gatos e ainda pode ser transmitida ao ser humano. Os gatos são os mais suscetíveis à infecção, com evolução da doença de forma mais grave do que nas outras espécies, e podem disseminá-la para os seres humanos por razão da grande quantidade de Sporothrix spp encontradas nas lesões destes animais e, principalmente, nas unhas e na cavidade oral. Doença: Esporotricose Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 39 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Existem três fases distintas de acordo com sua progressão: Cutânea localizada: caracterizada por lesões nodulares avermelhadas individuais ou múltiplas na pele do animal. (mais comum) Cutânea linfática: quando a infecção progride formando úlceras na pele e atinge o sistema linfático do animal. Cutânea disseminada: quando a doença atinge um estado tão grave que todo o organismo do animal fica afetado. As úlceras de pele tornam-se cada vez maiores e pode ocorrer a forma extra-cutânea, acometendo outros sistemas como articulações, ossos, pulmões. Regiões tropicais e sub-tropicais tem maior incidência de casos de esporotricose, pois o fungo precisa de umidade aliado à altas temperaturas para se replicar. Transmissão: comum em gatos que possuem acesso a rua e têm o histórico de brigas, pode ser transmitida de animais para animais e de animais para seres humanos através de arranhaduras ou contato direto do fungo nas feridas, comum também no manuseio de jardins pois o fungo vive na terra. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 40 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Prevenção: Evitar áreas geográficas suspeitas de abrigar os esporos dos fungos. Desinfetar escovas, lençóis e outros objetos potencialmente contaminados de uso do animal periodicamente com uma solução de uma parte de água sanitária para dez de água. Casas onde existem vários animais deve-se fazer cultura de fungos de todos, mesmo os que não apresentem sinais clínicos de infecção. O veterinário poderá indicar medidas adicionais de prevenção. Bactéria Leptospira spp. (ZOONOSE) DOENÇA TRANSMITIDA POR BACTÉRIA PRESENTE NA URINA DO RATO. É uma zoonose infectocontagiosa de distribuição mundial causada por uma bactéria do tipo Leptospira que, eliminada principalmente na urina de roedores, permanece na água e infecta pessoas que entrem nessa água ou a consuma. Leptospira Interrogans, L. canicola, L. icterohaemorrhagiae , L. grippotyphosa. Transmissão: Pessoas podem contaminar-se não apenas ao entrar em áreas urbanas alagadas pela chuva, como também em coleções de água doce como lagoas, represas, riachos e piscinas sem cloro. A bactéria invade por pequenas lesões de pele ou pelas mucosas em contato com a água (oral, nasal e ocular). Em caso de enchente o risco é maior já que muitas pessoas passam pela água suja com urina o que permite as bactérias infectar centenas ou milhares de pessoas na mesma hora. É mais comum em zonas rurais e em regiões quentes e úmidas de clima tropical. Entre as principais causas, pode-se incluir a falta de saneamento básico e da rede de esgoto tratado e a falta de coleta de lixo. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 41 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Ciclo Prevenção: Vacinação em dia, pois existem vários tipos de leptospirose, e a vacina não garante a proteção contra todas, e devem ser reaplicadas periodicamente sendo indicadas até a cada 6 meses em áreas de muito risco. Evitar contato com áreas alagadas e com água parada, sempre recolher a vasilha de ração quando o animal terminar de comer e fechar bem o local onde a ração está armazenada, evitando o contado de ratos no alimento. Manter um saneamento básico adequado. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 42 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Vírus Rhabdoviridae (ZOONOSE) A raiva é uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus da família Rhabdoviridae, que compromete o Sistema Nervoso Central (SNC). A raiva pode ser transmitida aos seres humanos. Ela é passada quando há contato da saliva contaminada com uma ferida, por meio de mordedura, arranhadura e há casos de contaminação por via aspirativa. Por isso, é fundamental que todos os animais recebam vacina contra a raiva. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 43 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados É mais conhecidas e temidas pelas pessoas, que atinge não apenas os cães como todos os mamíferos, particularmente raposas, furões, coiotes, guaxinins, morcegos, doninhas e seres humanos, é a doença com a mais elevada taxa de mortalidade nos cães. Tipos de raiva em animais domésticos: 1. Paralítica – Comum em bovinos e equinos. Nunca se deve aproveitar para consumo a carne de animais com suspeita de raiva. Partículas virais foram encontradas em níveis detectáveis no coração, pulmão, rim, fígado, testículo, glândulas salivares, músculo esquelético, gordura marrom, etc. de diferentes animais domésticos e silvestres. 2. Furiosa – Comum em cães e gatos. Provoca alterações de comportamento e agressividade. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 44 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Transmissão: A transmissão ocorre por meio da saliva de um animal infectado para outro, embora outras vias sejam relatadas (membranas mucosas: olhos, nariz, boca), aerossóis e transplante de córnea. No Brasil, a principal espécie animal transmissora da raiva ao ser humano continua sendo o cão, embora os morcegos estejam cada vez mais aumentando a sua participação, podendo ser os principais responsáveis pela manutenção de vírus no ambiente silvestre. Identificações positivas de vírus da raiva já foram descritas em animais silvestres da fauna brasileira, tais como as raposas (Dusicyon vetulus), jaritatacas (Conepatus sp), guaxinins (Procyon cancrivorous), sagüis (Callithrix jachus), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), morcegos hematófagos e não hematófagos. No ciclo aéreo o morcego hematófago é o principal hospedeiro, sendo considerável por exemplo na América Latina, onde a espécie Desmodus rotundus é a que mais provoca casos de transmissão silvestre aérea. Além do morcego hematófago é de se considerar a transmissão por animais que não se alimentam de sangue (frugívoros, insetívoros, etc.), que podem representar eventual risco dada a sua condição de habitar ambientes urbanos. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 45 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Prevenção: feita através do programa de vacinação, tanto nos animais como em humanos. A primeira vacinação é recomendada para cães e gatos a partir do quarto mês de vida. Deve ser feito o reforço anual. A única forma que temos de prevenir a raiva é através de vacinações anuais de todos cães e gatos, pois a taxa de mortalidade em seres humanos contaminados é de praticamente 100%, tornando a prevenção desta zoonose de suma importância. Complicações vacinais: As infecções pós-vacinais são mais frequentes em gatos do que em cães; gato possui uma maior sensibilidade. Maioria dos casos os gatos apresentam: paralisia característica do membro onde a vacina foi inoculada, 2 a 3 semanas após a inoculação → paralisia bilateral ascendente, que se torna generalizada. Os casos de complicações pós vacinais com vacinas inativadas são extremamente raros. Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 46 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados FONTE: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/marco/15/01---Esquema-de-profilaxia-da-raiva-humana.pdf Saneamento Básico O saneamento básico consiste na atividade de coleta e tratamento de esgoto, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e controle de pragas, assim como qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades. O abastecimento de água potável e o manejo de água pluvial também fazem parte das atividades nas quais se enquadram o saneamento básico. O saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição Federal e definido pela Lei nº. 11.445/2007 como o conjunto de serviços, infraestrutura e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. FONTE: (AEGEA) Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre o bem estar físico, mental e social. De outra forma, pode-se dizer que saneamento caracteriza o conjunto de ações socioeconômicas que têm por objetivo alcançar Salubridade Ambiental. Abastecimento de água às populações, com a qualidade compatível com a proteção de sua saúde e em quantidade suficiente para a garantia de condições básicas de conforto; Coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura de águas residuárias (esgotos sanitários, resíduos líquidos industriais e agrícola; Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 47 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Acondicionamento, coleta, transporte e/ou destino final dos resíduos sólidos (incluindo os rejeitos provenientes das atividades doméstica, comercial e de serviços, industrial e pública); Coleta de águas pluviais e controle de empoçamentos e inundações; Controle de vetores de doenças transmissíveis (insetos, roedores, moluscos, etc.); Saneamento dos alimentos, dos meios de transporte, da habitação, dos locais de trabalho, de educação, de recreação, dos hospitais; Controle da poluição ambiental – água, ar e solo, acústica e visual. Ter saneamento básico é um fator essencial para um país poder ser chamado de país desenvolvido. Os serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos levam à melhoria da qualidade de vidas das pessoas, sobretudo na Saúde Infantil com redução da mortalidade infantil, melhorias na Educação, na expansão do Turismo, na valorização dos Imóveis, na Renda do trabalhador, na Despoluição dos rios e Preservação dos recursos hídricos, etc. FONTE: (TRATA BRASIL ORG) Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 48 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 49 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 1) O que são zoonoses? 2) Quais são os tipos de associações interespecíficas que os animais fazem? 3) A intensidade do parasitismo depende de quê? 4) O que vetores mecânicos e biológicos? 5) O que são helmintos? 6) O que são ectoparasitas? 7) Como podemos contribuir para que haja um saneamento básico adequado? 8) Por que precisamos ter um saneamento básico adequado? Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 50 Apostila 4 – Curso Auxiliar Veterinário (Mód. 1) Todos os direitos reservados REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS http://www.nucleoveterinariobh.com.br/vacinacao-em-caes-e-gatos/ http://www.chicaopetshop.com.br/informes/medicina-veterinaria-preventiva-o-que-e https://www.affinity-petcare.com/vetsandclinics/pt/medicina-preventiva-veterinaria-em-que-consiste-e-efetividade/ https://www.huffpostbrasil.com/entry/vacina-cachorro-gato_br_5ca82cc4e4b047edf95a901f https://www.petlove.com.br/dicas/vacinas-de-gato http://www.lolipet.com.br/blog/caes/calendario-de-vacinas-caes-e-gatos http://www.revistaveterinaria.com.br/a-vermifugacao-em-caes-e-gatos/ http://portalmelhoresamigos.com.br/a-importancia-da-vermifugacao-para-a-saude-do-pet/ https://www.novomomento.com.br/Sa%C3%BAde/40505/caes-e-gatos-a-importancia-do-controle-de-ectoparasitas- http://www.cantodasiriemavip.com.br/portal/2018/03/19/como-acabar-com-as-pulgas-em-caes-e-gatos/ https://www.worldanimalprotection.org.br/not%C3%ADcia/desmitificando-veja-8-beneficios-da-castracao https://farejapet.com.br/blog-pet/motivos-para-castrar-um-cachorro https://www.cachorroverde.com.br/toxicos/ https://digitalvet.com.br/exame-cardiologico-eletrocardiograma-ou-ecocardiograma/ http://mundoanimal.net.br/como-escovar-os-dentes-dos-cachorros/ https://www.equilibriototalalimentos.com.br/vida-equilibrada/saude/entenda-necessidade-escovar-os-pelos-do-seu-gato.html http://rbpetsaude.weebly.com/vacinaccedilatildeo-e-vermifugaccedilatildeo.html https://caocidadao.com.br/dicas/filhotes-de-cachorro-como-socializar/ https://veja.abril.com.br/ciencia/a-nova-inteligencia-dos-caes/ https://www.proteste.org.br/animais-de-estimacao/gatos/noticia/gatos-castrar-ou-nao-castrar https://pt.wikihow.com/Fazer-um-Cachorro-Parar-de-Morder https://www.farejadordecaes.com.br/2015/06/3-dicas-infaliveis-para-ensinar-seu-cachorro-a-fazer-as-necessidades-no-lugar-certo/ http://portalmelhoresamigos.com.br/5-maneiras-de-exercitar-seu-cachorro/ https://www.aviculturaindustrial.com.br/imprensa/causas-infecciosas-das-lesoes-articulares-em-aves-por-eva-hunka/20170614-090927-k253 https://www.gentside.com.br/bacteria/estafilococos-como-se-pega-sintomas-tratamento-e-causas_art5261.html http://www.folhadooeste.com.br/raiva-humana-%C3%A9-uma-doen%C3%A7a-que-tem-deixado-em-alerta-os-%C3%B3rg%C3%A3os-de-sa%C3%BAde- 1.1993690 https://www.udesc.br/arquivos/ceo/id_cpmenu/1043/rural_193_15198248576871_1043.pdf https://culturalivre.com/esquistossomose_schistosoma_mansoni_doenca_do_caramujo/ https://canaldopet.ig.com.br/cuidados/saude/2018-08-09/tercol-canino.html https://radargeral.com/policia/gatos-estao-sendo-mortos-no-araca-em-linhares-e-pelo-menos-22-ja-morreram/ https://www.bitcao.com.br/blog/que-vacinas-meu-gato-deve-tomar/ https://grami.me/post/BrYEtc9BNLn https://www.chefbob.com.br/sendo-protagonista-na-alimentacao-de-caes-e-gatos-doentes/ http://hoje.unisul.br/pesquisa-sobre-epidemiologia-e-destaque-na-folha-de-sao-paulo/ https://docplayer.com.br/8314998-Vigilancia-epidemiologica-lisiane-morelia-weide-acosta-mestre-em-epidemiologia-ufrgs.html http://biomedicina.tvjampa.com/epidemiologia-e-saude-coletiva-biomedicina-p4-faser-2019-1/ http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2015/07/transporte-de-amostras-biologicas-em-campinas-e-investigado-pelo-cremesp.html https://www.tecnoclin.com.br/blog/post/geladeira-comum-pode-guardar-vacinas https://clinicaalfa.com.br/vacinas-nacionais-e-importadas-para-cachorros-e-gatos-entenda-definitivamente-as-diferencas/ Copyright © 2019 Curso de Auxiliar Veterinário - 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