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Doença bronquial crônica Raquel Calixto Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Atendimento...

Doença bronquial crônica Raquel Calixto Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Atendimento exclusivo a felinos domésticos desde 2010. Autora de capítulos de livros na área de Medicina Felina. Professora nos cursos de pós-graduação EQUALIS, CDMV, IBM Vet e Famesp na área de Medicina Felina. Autora do livro Emergências em Medicina Felina, Medvep Editora (2018). Presta consultoria para Médicos Veterinários na área de Medicina Felina. Responsável pelo setor de Medicina Raquel Calixto Felina da Clínica Veterinária Pet Care Animália RJ. Conceito TRI. Sinais que se perduram por pelo menos duas semanas: - Bronquite crônica. - Asma. Bronquite crônica x asma Bronquite crônica Asma - Comum em idosos. - Reação de Hipersensibilidade. - Natureza multifatorial: alérgenos, fatores - Broncospasmo. genéticos, infecções crônicas. - Inflamação eosinofílica. - Não há bronco constrição espontânea. - Animais jovens. - Maior causa de pneumotórax espontâneo. Patogenia Características marcantes - Inflamação das vias aéreas. - Hiperreatividade. - Limitação das vias aéreas. - Remodelamento das vias aéreas. Patogenia ALÉRGENOS – linfócitos T helpers – liberação de citoquinas e Ig E. Degranulação de mastócitos – aceleração da cascata inflamatória. Infiltração eosinofílica (ASMA) ou neutrofílica (BRONQUITE). Bronquite/asma: sinais clínicos Tosse crônica. Estridor. Taquipneia/dispneia, padrão abdominal. Angústia respiratória, respiração oral. Episódios agudos ocasionais ou assintomáticos. Vômitos ou engasgos paroxísticos: 10-15%. Diagnóstico Histórico – natureza da tosse - Tempo de duração, frequência, aguda ou crônica. - Produtiva ou não. - Estilo de vida (acesso à rua, convive com outros animais com os mesmos sintomas...) Pesquisar gatilhos. Tosse IMPRODUTIVA PRODUTIVA Imagem Radiografias em três posições. Padrão bronquial ou broncointersticial. Colapso de lobo pulmonar (médio direito) = ATELECTASIA. Hiperinsuflação pulmonar, achatamento do diafragma. TC. Ausência de alterações radiográficas não excluem o diagnóstico – 23% dos casos radiografias normais. Broncoscopia Inspeção do TRI e Lavado brônquico. Não distingue das demais patologias de TRI. Citologia: infiltrado eosinofílico (asma) ou neutrofílico (bronquite). Cultura e antibiograma. PCR. Diagnóstico diferencial Diagnóstico é firmado descartando as demais patologias do TRI que mimetizem a bronquite/asma. Tratamento Multifatorial. Mudanças no ambiente. Fármacos: - Corticoides. - Broncodilatadores. - Antibióticos eventualmente. Mudanças no ambiente Glicocorticoides Principal medicação. Potente ação anti-inflamatória. Reduz a produção de muco. Corticoides inalatórios e sistêmicos. Corticoide inalatório FLUTICASONA: 110 – 250mcg, BID. Budesonida: 400mcg, BID. Foto: Carolina Bordini & Marcelo Usar espaçador infantil. Zanutto “Organizações Tabajara”. https://agpmed.com.br/linha/agachamber-vet/4 Corticoides inalatórios ATENÇÃO: o corticoide inalatório NÃO atinge a concentração em menos de 15 DIAS. Portanto, tem de estar associado ao corticoide sistêmico no início do tratamento. E o Clenil? Não em nebulização Corticoide sistêmico Prednisolona: 1,0-2,0mg/Kg, PO, BID. Metilprednisolona: 20mg/gato, IM, a cada 3 semanas. CUIDADO! Ação também não é imediata. EMERGÊNCIA: DEXAMETASONA – 1,0mg/Kg, IV. Broncodilatadores Redução drástica do broncoespasmo. Jamais usar como terapia única. Inalatório. Sistêmico. Albuterol = salbutamol Broncodilatador inalatório – Agonista β-2 adrenérgico de curta ação. Mistura racêmica “Em Química, uma mistura racêmica é uma mistura em quantidades iguais de dois enantiômeros de uma molécula quiral, cuja atividade ótica não desvia o plano da luz polarizada nem para a esquerda levogiro, nem para a direita dextrogiro. É portanto uma mistura de 50% de levogiro e 50% de dextrogiro”. Enantiômeros Albuterol Mistura racêmica = R-enantiômero + S-enantiômero. R-: propriedades broncodilatadoras. S-: promove broncoespasmos e têm ação pró-inflamatória. Uso contínuo leva ao acúmulo de S- no pulmão (metabolização lenta). Usado somente em crises agudas e NUNCA DIARIAMENTE! Curta ação x longa ação Albuterol Salmeterol - Broncodilatador inalatório – Agonista β-2 - Broncodilatador inalatório – Agonista β-2 adrenérgico de CURTA ação adrenérgico de LONGA ação - Uso frequente – pró-nflamatório, - Seretide® bronconconstrição - MENOS EFEITOS COLATERAIS! - Aerolin® - MENOS POTENTE! Levalbuterol = levosalbutamol Broncodilatador inalatório – Agonista β-2 adrenérgico de curta ação. R-Albuterol. NÃO TEMOS NO BRASIL! Broncodilatadores sistêmicos Terbutalina - Relaxamento da musc. lisa dos brônquios. - DROGA DE ELEIÇÃO NA EMERGÊNCIA. - Dosagem: 0,01mg/Kg, SC, IV ou IM, TID. - Pode ser repetida uma vez após 5-10min se necessário. Broncodilatadores - manutenção Aminofilina: 4-5,5mg/Kg, PO, TID. Teofilina: 6-8mg/Kg, PO, BID. Teofilina de ação prolongada: 15mg/Kg, PO, SID, à noite. Terbutalina: 0,3-0,6mg/Kg, PO, TID. Revisão de literatura: asma Só cita broncodilatadores inalatórios e injetáveis. Antibioticoterapia Quando usar antibióticos? Quais antibióticos usar? Antibioticoterapia Prognóstico/conclusão Natureza crônica, tratamento para a vida. Prognóstico: favorável a reservado. Asma – manifestação mais severa em crises. Remodelamento. Casos graves – efisema, atelectasia, pneumotórax. Doença bronquial crônica CONTATOS Raquel Calixto E-mail: [email protected] Instagram: @raquelcalixtovet