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Questions and Answers
Qual é o nome científico do parasita causador da filariose linfática?
Qual é o nome científico do parasita causador da filariose linfática?
Wuchereria bancrofti
Qual é o nome científico do parasita causador da oncocercose?
Qual é o nome científico do parasita causador da oncocercose?
Onchocerca volvulus
Na classificação de Wuchereria bancrofti, o filo é ________ cilíndricos.
Na classificação de Wuchereria bancrofti, o filo é ________ cilíndricos.
Nematoda
Na classificação de Wuchereria bancrofti, a classe é ________.
Na classificação de Wuchereria bancrofti, a classe é ________.
Na classificação de Wuchereria bancrofti, a família é ________.
Na classificação de Wuchereria bancrofti, a família é ________.
Na classificação de Onchocerca volvulus, o gênero é ________.
Na classificação de Onchocerca volvulus, o gênero é ________.
Na classificação de Onchocerca volvulus, a espécie é ________ ________.
Na classificação de Onchocerca volvulus, a espécie é ________ ________.
Os nematoides do grupo dos Filarídeos habitam o sangue periférico e sistema linfático do hospedeiro (Filariose) e tecido conjuntivo subcutâneo (Oncocercose).
Os nematoides do grupo dos Filarídeos habitam o sangue periférico e sistema linfático do hospedeiro (Filariose) e tecido conjuntivo subcutâneo (Oncocercose).
Qual filária causa a filariose linfática, também conhecida como elefantíase, em humanos?
Qual filária causa a filariose linfática, também conhecida como elefantíase, em humanos?
Qual filária causa a oncocercose, também conhecida como cegueira dos rios?
Qual filária causa a oncocercose, também conhecida como cegueira dos rios?
Qual é o nome da filária que geralmente não é considerada patogênica, mas é comum na Amazônia?
Qual é o nome da filária que geralmente não é considerada patogênica, mas é comum na Amazônia?
A filariose linfática e a oncocercose são as principais filarioses humanas.
A filariose linfática e a oncocercose são as principais filarioses humanas.
A filariose linfática é uma doença incurável.
A filariose linfática é uma doença incurável.
Em que ano o médico Otto Edward Henry Wucherer descobriu numerosas microfilárias do parasito hoje conhecido como W. bancrofti?
Em que ano o médico Otto Edward Henry Wucherer descobriu numerosas microfilárias do parasito hoje conhecido como W. bancrofti?
Os seres humanos não são o único hospedeiro definitivo conhecido de W. bancrofti.
Os seres humanos não são o único hospedeiro definitivo conhecido de W. bancrofti.
W. bancrofti causa incapacidades temporárias ou de curto prazo.
W. bancrofti causa incapacidades temporárias ou de curto prazo.
Cite os hospedeiros definitivos da filariose.
Cite os hospedeiros definitivos da filariose.
Cite os hospedeiros intermediários (vetor) da filariose.
Cite os hospedeiros intermediários (vetor) da filariose.
Cite os hospedeiros definitivos da oncocercose.
Cite os hospedeiros definitivos da oncocercose.
Cite os hospedeiros intermediários (vetor) da oncocercose.
Cite os hospedeiros intermediários (vetor) da oncocercose.
Qual a característica da extremidade posterior dos machos adultos de Wuchereria bancroft?
Qual a característica da extremidade posterior dos machos adultos de Wuchereria bancroft?
As microfilárias possuem cerca de 150 a 200 µm e poucos núcleos.
As microfilárias possuem cerca de 150 a 200 µm e poucos núcleos.
Qual o período do dia que as maiores contagens de microfilárias no sangue periférico são detectadas?
Qual o período do dia que as maiores contagens de microfilárias no sangue periférico são detectadas?
Como são chamadas as larvas nos mosquitos infectados?
Como são chamadas as larvas nos mosquitos infectados?
Quanto tempo leva o desenvolvimento das larvas no hospedeiro definitivo até os vermes adultos?
Quanto tempo leva o desenvolvimento das larvas no hospedeiro definitivo até os vermes adultos?
As fêmeas grávidas, após a fecundadas, produzem microfilárias que migram para o sistema nervoso do hospedeiro vertebrado.
As fêmeas grávidas, após a fecundadas, produzem microfilárias que migram para o sistema nervoso do hospedeiro vertebrado.
Quais são as manifestações clínicas da filariose linfática?
Quais são as manifestações clínicas da filariose linfática?
O que os vermes adultos produzem nos vasos linfáticos?
O que os vermes adultos produzem nos vasos linfáticos?
O que a reação inflamatória pode levar?
O que a reação inflamatória pode levar?
Cite outras manifestações clínicas da filariose linfática.
Cite outras manifestações clínicas da filariose linfática.
Qual é o método quantitativo utilizado no diagnóstico da filariose linfática?
Qual é o método quantitativo utilizado no diagnóstico da filariose linfática?
Qual o objetivo do tratamento medicamentoso da filariose linfática?
Qual o objetivo do tratamento medicamentoso da filariose linfática?
Qual o efeito do antibiótico no tratamento da filariose linfática?
Qual o efeito do antibiótico no tratamento da filariose linfática?
Cite hábitos de profilaxia.
Cite hábitos de profilaxia.
Onde os vermes adultos de Onchocerca volvulus habitam?
Onde os vermes adultos de Onchocerca volvulus habitam?
Onde as microfilárias podem ser encontradas?
Onde as microfilárias podem ser encontradas?
Quais órgãos as microfilárias alcançam?
Quais órgãos as microfilárias alcançam?
O que as larvas infectantes dão origem?
O que as larvas infectantes dão origem?
A ________ Oncocercótica caracteriza-se inicialmente pelo prurido intenso causado pela reação inflamatória originada com a migração das microfilárias pelo tecido subcutâneo.
A ________ Oncocercótica caracteriza-se inicialmente pelo prurido intenso causado pela reação inflamatória originada com a migração das microfilárias pelo tecido subcutâneo.
O que a Dermatite Oncocercótica causa inicialmente?
O que a Dermatite Oncocercótica causa inicialmente?
De que são compostos os nódulos subcutâneos?
De que são compostos os nódulos subcutâneos?
Qual exame realizado para diagnosticar Oncocercose?
Qual exame realizado para diagnosticar Oncocercose?
Qual o efeito do medicamento no tratamento da Oncocercose?
Qual o efeito do medicamento no tratamento da Oncocercose?
Flashcards
Filariose Linfática (Elefantíase)
Filariose Linfática (Elefantíase)
Doença causada por Wuchereria bancrofti, transmitida por mosquitos.
Oncocercose (Cegueira dos Rios)
Oncocercose (Cegueira dos Rios)
Doença causada por Onchocerca volvulus, transmitida por mosquitos Simulium.
Filariódeos
Filariódeos
Nematoides que habitam o sangue periférico e o sistema linfático do hospedeiro.
Wuchereria bancrofti
Wuchereria bancrofti
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Onchocerca volvulus
Onchocerca volvulus
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Culex quinquefasciatus
Culex quinquefasciatus
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Simulium
Simulium
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Repasto Sanguíneo
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Elefantíase
Elefantíase
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Oncocercoma
Oncocercoma
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Eliminar Microfilárias
Eliminar Microfilárias
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Dietilcarbamazina (DEC)
Dietilcarbamazina (DEC)
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África - Savana
África - Savana
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Ivermectina
Ivermectina
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Oncocercose + Loíase
Oncocercose + Loíase
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Amostras de biópsias
Amostras de biópsias
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Ceratite
Ceratite
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Study Notes
- Wuchereria bancrofti causa filariose linfática, enquanto Onchocerca volvulus causa oncocercose.
- O material aborda o ciclo biológico, a patogenia e a profilaxia destas doenças.
Classificação e Espécies
- Tanto Wuchereria bancrofti quanto Onchocerca volvulus pertencem ao filo Nematoda e à classe Secernentea.
- Ambos pertencem à família Onchocercidae, mas possuem gêneros diferentes: Wuchereria para W. bancrofti e Onchocerca para O. volvulus.
- Wuchereria bancrofti causa filariose ou elefantíase em humanos.
- Onchocerca volvulus causa oncocercose em humanos.
- Nematoides do grupo dos Filarídeos habitam o sangue periférico, o sistema linfático e o tecido conjuntivo subcutâneo do hospedeiro.
Epidemiologia
- As principais filárias que parasitam humanos nas Américas são Wuchereria bancrofti, Onchocerca volvulus e Mansonella ozzardi.
- A filariose linfática e a oncocercose são as principais filarioses humanas.
- A filariose linfática e a oncocercose são doenças erradicáveis.
- Quase 1 bilhão de pessoas em regiões tropicais e subtropicais estão em risco de filariose linfática.
- 90 milhões estão infectados por W. bancrofti.
- Otto Edward Henry Wucherer descobriu microfilárias do parasito W. bancrofti em 1866.
- Seres humanos são o único hospedeiro definitivo conhecido de W. bancrofti.
- Acredita-se que o parasito chegou às Américas entre os séculos XVI e XIX através de embarcações vindas da África.
- A filariose linfática é considerada uma doença parasitária crônica que causa incapacidades permanentes ou de longo prazo.
- Em 2024, o Brasil recebeu certificação pela eliminação da filariose linfática.
- A oncocercose ocorre em cerca de 30 países, incluindo a África Ocidental e Central, a América do Sul e o Iêmen.
- Estima-se que 123 milhões de pessoas vivem em áreas de risco de transmissão de oncocercose.
- Cerca de 25 milhões de indivíduos estão infectados mundialmente e um milhão apresenta redução da acuidade visual ou cegueira devido à O. volvulus.
- O único hospedeiro definitivo de O. volvulus é o ser humano.
- A introdução de O. volvulus nas Américas ocorreu provavelmente através de embarcações vindas da África.
Hospedeiros na Filariose
- O hospedeiro definitivo da filariose é o homem.
- O hospedeiro intermediário (vetor) é o mosquito Culex quinquefasciatus (muriçoca).
- Mosquitos Culex possuem hábitos noturnos e seus criadouros ocorrem em águas paradas e poluídas com matéria orgânica.
Hospedeiros na Oncocercose
- O hospedeiro definitivo da oncocercose é o homem.
- O hospedeiro intermediário é o mosquito do gênero Simulium, conhecidos como borrachudos ou piuns.
Morfologia da Wuchereria bancrofti
- Vermes adultos de ambos os sexos vivem entre 5 e 10 anos, enovelados em vasos e gânglios linfáticos.
- Fêmeas adultas medem de 40 a 100 mm de comprimento e localizam-se nos vasos e gânglios linfáticos da região abdominal, pélvica, mamas e braço, com vagina exteriorizada e vulva próxima à extremidade anterior.
- Machos adultos medem de 3,5 a 4 cm x 0,1 mm e possuem extremidade posterior enrolada ventralmente.
- As microfilárias medem de 250 a 300 µm, possuem muitos núcleos e são conhecidas como embriões, sendo eliminadas pelas fêmeas grávidas.
- As microfilárias exibem periodicidade noturna, com maiores contagens no sangue periférico entre 22h e 4h.
- As larvas possuem estágio larval de L1 a L3 (rabditóides e filarióides) no hospedeiro intermediário.
- A larva L3 mede aproximadamente 1,5 a 2,0 mm de comprimento.
Ciclo Vital da Filariose Linfática
- Os vetores ingerem as microfilárias durante o repasto sanguíneo.
- As microfilárias perdem a bainha e originam larvas rabditoides nos músculos torácicos do vetor (L1).
- De 6 a 10 dias, as larvas rabditoides dão origem a larvas de segundo estágio (L2).
- As larvas filarioides (L3), formas infectantes, surgem cerca de 20 dias depois.
- As larvas filarioides movimentam-se ativamente pela cavidade intestinal do mosquito e alojam-se na bainha da probóscide.
- Durante o repasto sanguíneo, as larvas penetram ativamente pela pele e migram para os vasos linfáticos do novo hospedeiro.
- As larvas filarioides (L3) conseguem penetrar no hospedeiro definitivo devido ao estímulo realizado pelo calor e umidade da pele.
- O desenvolvimento das larvas de terceiro estágio até os vermes adultos leva entre 6 e 12 meses no hospedeiro definitivo e envolve mudas.
- Fêmeas grávidas produzem microfilárias que migram para o sangue periférico do hospedeiro vertebrado após serem fecundadas.
Aspectos Clínicos da Filariose Linfática
- Cerca de um terço dos indivíduos infectados por W. bancrofti exibem sintomas.
- Vermes adultos causam dilatações nos vasos linfáticos, afetando principalmente membros inferiores e região escrotal.
- Os sintomas incluem febre, dores de cabeça, calafrios e náuseas.
- O período assintomático é uma manifestação subclínica que ocorre até o aparecimento dos vermes adultos ou pequenas lesões nos vasos linfáticos (L4).
- O período sintomático é a fase aguda, com a presença de vermes adultos no hospedeiro.
- A morte dos vermes adultos em linfonodos ou vasos linfáticos pode gerar uma reação inflamatória subclínica, resultando em nódulos granulomatosos indolores ou linfangite/adenite aguda.
- A reação inflamatória pode levar a síndromes de disfunção linfática, com formação de hidroceles agudas e linfedema crônico.
- Lesões extensas nos linfáticos, com ruptura de vasos e extravasamento, levam à formação de fístulas e linfedema.
- O linfedema crônico e a elefantíase (mais de 10 anos) surgem da ação combinada das filárias e infecções bacterianas secundárias.
- Casos crônicos apresentam redução ou ausência de microfilaremia periférica, processo fibrótico e inflamatório do órgão acometido, pele ressecada e aumento do volume do órgão.
Diagnóstico da Filariose Linfática
- Baseia-se em achados clínicos e amostras de sangue periférico.
- Microfilárias são pesquisadas em gota espessa corada com Giemsa, coletada à noite (22h-1h).
- A técnica de Knott utiliza centrifugação e filtração de amostras de sangue venoso em formalina.
- Utiliza-se um ensaio imunocromatográfico ICT BinaxNOW® - Alere para detectar anticorpos contra antígenos de W. bancrofti, e biópsias do membro afetado.
Tratamento da Filariose Linfática
- A OMS recomenda a identificação morfológica do parasito antes do tratamento específico.
- O tratamento medicamentoso visa eliminar as microfilárias de W. bancrofti da corrente sanguínea.
- A Dietilcarbamazina (DEC) é administrada em dose oral diária por 12 dias, sendo mais eficaz contra microfilárias.
- Ivermectina atua sobre microfilárias, mas não sobre as formas adultas, administrada em dose única.
- Albendazol é utilizado em países coendêmicos para oncocercose e filariose linfática, em combinação com ivermectina (regime IA), repetida anualmente por 5-6 anos.
- Antibióticos (tetraciclina e doxiciclina) eliminam bactérias endossimbiontes de W. bancrofti, reduzindo a produção de microfilárias.
Profilaxia da Filariose Linfática
- Prevenção das infecções bacterianas secundárias.
- Medidas de higiene e uso criterioso de antibióticos.
- Saneamento básico, controle dos vetores e uso de mosquiteiros.
Morfologia da Onchocerca volvulus
- Vermes adultos habitam nódulos subcutâneos (oncocercomas) onde ficam enovelados por até 15 anos.
- As fêmeas adultas, medindo entre 30 e 80 cm, são encontradas aos pares nos nódulos.
- Machos adultos medem de 3 a 5 cm e movem-se livremente na pele; há de 1 a 10 machos adultos por nódulo.
- Microfilárias com cerca de 220 a 360 µm de comprimento, vivem entre 1 e 2 anos e são encontradas nos nódulos subcutâneos, na pele e raramente nos órgãos internos, não apresentam bainha e podem alcançar o sangue, baço, rins e olhos.
- Larvas (L1, L2 e L3) se desenvolvem no vetor.
Ciclo Vital da Onchocerca volvulus
- Os vetores ingerem as microfilárias durante o repasto sanguíneo.
- As filárias infectantes surgem em 1 a 3 semanas na musculatura torácica do vetor.
- As larvas penetram ativamente na pele durante o repasto.
- As larvas infectantes dão origem a vermes adultos em tecido subcutâneo, aproximadamente um ano após a infecção.
Aspectos Clínicos da Oncocercose
- A África (savana) registra a maioria dos casos globais, com manifestações oculares em até 85% dos indivíduos.
- Na África (região florestal) predominam lesões cutâneas.
- A dermatite oncocercótica caracteriza-se por prurido intenso causado pela migração das microfilárias.
- Alterações cutâneas incluem liquenificação ou atrofia da pele.
- A oncocercose ocular leva à cegueira, com ceratite e corioretinite.
- Oncocercomas são nódulos subcutâneos com 5 a 30 mm de diâmetro, geralmente encontrados sobre as proeminências ósseas.
Diagnóstico da Oncocercose
- Achado de microfilárias em biópsias de pele, coletadas em áreas estratégicas.
- Estima-se que fêmeas maduras produzam microfilárias detectáveis em biópsias após um ano da infecção.
- Utiliza-se PCR em amostras de biópsias.
- A ultrassonografia é usada para detectar nódulos intramusculares profundos.
- A oftalmoscopia e a biomicroscopia são importantes para avaliar o comprometimento ocular.
- Teste imunocromatográfico para uso no campo (SD Bioline Oncho/LF IgG4) para detectar anticorpos IgG4 contra antígenos de W. bancrofti e O. volvulus;
- O teste de Mazzotti (em desuso) envolve administração supervisionada de DEC, induzindo prurido nas áreas da pele infectada.
Tratamento da Oncocercose
- Ivermectina (bloqueador neuromuscular) é administrada em dose única para destruir as microfilárias.
- A doxiciclina é utilizada no tratamento de casos confirmados em áreas endêmicas.
- A profilaxia envolve medidas de higiene, combate ao vetor, tratamento dos parasitados e saneamento básico.
- Importante saber se o paciente está com coinfecção Oncocercose + Loíase (parasito Loa Loa - África) realizar o tratamento com Albendazol e Doxiciclina antes de iniciar ivermectina
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